<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516</id><updated>2011-07-07T20:42:27.967-07:00</updated><category term='MASP'/><category term='Parlapatões'/><category term='&quot;Nilton Bonder&quot;'/><category term='Feira do Livro de Porto Alegre'/><category term='tradicionalista'/><category term='São Paulo'/><category term='&quot;Caio Fernando Abreu&quot;'/><category term='Antônio Nóbrega'/><category term='música'/><category term='&quot;feira do livro de porto alegre&quot; &quot;feira do livro&quot;'/><category term='editais'/><category term='palhaço clown &quot;palhaços brasileiros&quot;'/><category term='cultura regional'/><category term='adaptação pra teatro'/><category term='&quot;Deepa Mehta&quot; &quot;cinema indiano&quot; &quot;Fogo&quot;&quot;Terra&quot;&quot;Água&quot;&quot;filmes indianos&quot;'/><category term='Macbeth'/><category term='&quot;cultura japonesa no Brasil&quot; intercâmbio Japão'/><category term='&quot;Rodolfo Lima&quot;'/><category term='&quot;caio f&quot; &quot;Mostra Cênica Caio F&quot;&quot;Caio Fernando Abreu&quot;'/><category term='&quot;Bicha Oca&quot;'/><category term='Rodolfo Lima'/><category term='história'/><category term='&quot;vale-cultura&quot;'/><category term='imigrante'/><category term='&quot;III mostra latino americana de teatro de grupo&quot;'/><category term='produto cultural'/><category term='imagem'/><category term='financiamento da cultura'/><category term='temática teatral censura'/><category term='migração de artista'/><category term='&quot;cultura e entretenimento&quot;'/><category term='teatro contemporâneo'/><category term='&quot;São Paulo&quot; aniversário &quot;454 anos&quot; diversidade'/><category term='picaretas'/><category term='Bienal SP'/><category term='O Zoológico de Vidro'/><category term='arte urbana'/><category term='teatro em São Paulo'/><category term='&quot;política do pão e circo&quot;'/><category term='ética'/><category term='aquidentroaquifora'/><category term='Cristiane Zuan Esteves'/><category term='2010'/><category term='opovoempé'/><category term='Auditório Ibirapuera'/><category term='&quot;Museu da Língua Portuguesa&quot;'/><category term='Andy Warhol'/><category term='revista aplauso'/><category term='&quot;A Alma Imortal&quot;'/><category term='teatro de rua'/><category term='regionalismo'/><category term='poder da mídia'/><category term='&quot;Ministro da Cultura&quot;'/><category term='teatro'/><category term='&quot;bolsa-família&quot;'/><category term='seminário'/><category term='&quot;Marcelino Freire&quot;'/><category term='inteligência x intolerância'/><category term='&quot;espaço alternativo de teatro&quot; &quot;teatro alternativo&quot;'/><category term='Amir Haddad'/><category term='pinacoteca'/><category term='patrocínio'/><category term='&quot;Clarice Niskier&quot;'/><category term='dramaturgo brasileiro desconto na bilheteria'/><category term='educação teatro de rua domingo'/><category term='tradição'/><category term='&quot;Centro Cultural Piollin&quot;&quot;Escola Piollin&quot;&quot;Piollin Grupo de Teatro&quot;&quot;Projeto Foco Teatral do Commune&quot;&quot;Teatro Commune&quot;&quot;intercâmbio Funarte&quot;'/><category term='tradicionalismo'/><category term='peça'/><category term='Tennessee Williams'/><category term='Caio F.'/><category term='dicas de teatro'/><category term='SESC'/><category term='falta de público'/><category term='Usufruto'/><category term='leis de incentivo'/><title type='text'>JE Aplauso</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>41</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-3668346229329896446</id><published>2010-07-03T22:10:00.000-07:00</published><updated>2010-08-22T15:26:01.457-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='SESC'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Macbeth'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teatro'/><title type='text'>Macbeth no Sesc Pinheiros</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os comentários não eram favoráveis. Do meu lado reclamaram do “ritmo” durante o intervalo. Um casal da frente não voltou pro segundo ato. O público reclamante certamente é público levado ao teatro mais pelos nomes que costumam ver nas telas de suas televisões e que, provavelmente, pouco sabia sobre o que ia assistir. Este, acostumado a produtos pasteurizados, saiu “cansado” pela falta de hábito de ouvir textos mais elaborados, em que prestar atenção que está sendo dito para formular seus próprios pensamentos e conclusões não é uma constante. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De minha parte, gostei de ver o texto privilegiado numa montagem aparentemente simples e monocórdia. Texto, aliás, dito de forma segura - por talentos individuais que formaram um elenco homogêneo, demonstrando a dedicação e precisão da equipe em ensaios e o conhecimento do texto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gosto da multiplicação dos papéis, com mudanças corporais e de voz a cada tipo apresentado. Muitos espectadores podem não ter percebido, mas assistiram a uma montagem não-condensada (mas editada) onde cada personagem tem seu espaço bastante preservado ainda que em alguns momentos certos ‘cortes’ fossem meio bruscos. Nada novo em coxias e contrarregragem assumidas. Lembrando: o mesmo Aderbal dirigiu "Hamlet" recentemente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É rara a montagem de &lt;a href="http://www.primeirapaginaproducoes.com.br/espetaculos/Macbeth/Macbeth.htm"&gt;‘Macbeth’&lt;/a&gt; que evidencie o bom humor do bardo inglês. Os risos contidos em momentos pontuais confirmavam a percepção desse humor, mostrando a força dos diálogos e o envolvimento da platéia mais atenta a eles. As figuras das bruxas (as ‘três irmãs’) logo no começo pareciam determinar uma linha que não foi muito explorada e mesmo não sendo a forma que mais gostei de ver, foi criativa ao mostrá-las como senhoras inglesas fofocando na hora do chá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Senti que a última cena de Lady M., onde sua ‘loucura’ é mostrada, perdeu força ao ser guiada por uma serva e um médico. Seguindo por aí, confesso que esperava – não sei como – um pouco mais de força por parte de Renata Sorrah que, mesmo assim, estava excelente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sou fã de microfones no teatro, mas muitas vezes é necessário e, tendo incomodado no começo, passa a ser natural ao ouvido depois de alguns minutos, pelo fato de ser ambiente e não lapela. A espectadora ao meu lado não se furtou de dizer "esse microfone pega tudo, até o barulho das cadeiras, coisa chata". Se não tivesse microfone, ela deixaria de ouvir o ruído que é igualmente parte do espetáculo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A nota triste ficou por conta de um comentário logo atrás de mim: “teatro tem que ser comédia, não adianta...” E assim retoma-se a discussão: que espaço tem essa arte não-industrializável num mundo tão tecnológico, imediatista, onde idéias são expressas em 140 caracteres? Seria, afinal, a morte do teatro que vem sendo apregoada desde seu nascimento?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-3668346229329896446?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/3668346229329896446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/3668346229329896446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2010/07/macbeth-no-sess-pinheiros.html' title='Macbeth no Sesc Pinheiros'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-2537032746997066377</id><published>2010-06-13T19:13:00.000-07:00</published><updated>2010-06-13T19:21:43.081-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='SESC'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antônio Nóbrega'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><title type='text'>Naturalmente brasileiro</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.antonionobrega.com.br"&gt;Antonio Nóbrega&lt;/a&gt; é desses brasileiros de modos simples mas com educação refinada e uma vida tão musical que seu nome hoje em dia é indissociável da arte. Tem um amor tão grande pela cultura popular brasileira que a leva pro palco mexida, ampliada e nos faz amá-la também.&lt;br /&gt;Anos atrás o vi ao vivo pela primeira vez, no show que tinha o mesmo nome do CD que foi impossível não comprar: Madeira que Cupim Não Rói. Com a esposa bailarina, nos mostrava o Brasil que não temos o hábito de ver, numa grande brincadeira com figuras de animais e dançadores invadindo o palco.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_N%C3%B3brega"&gt;Ele&lt;/a&gt; compartilha esse amor pela música e dança brasileiras com o público de forma tão divertida que fica impossível a gente não se apaixonar pela nossa cultura, não sentir vontade de procurar alguns &lt;a href="http://www.youtube.com/results?search_query=Ant%C3%B4nio+N%C3%B3brega&amp;aq=f"&gt;vídeos&lt;/a&gt;, acompanhar programas da TV Cultura e sair dançando pela rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em NATURALMENTE, ele transforma essa pesquisa pessoal de todos os cantos e recantos do Brasil – que faz por puro interesse pessoal há muitos anos - em uma deliciosa aula de ritmos, coreografias inspiradas em côco de roda, batuques, candomblé, umbigadas, bastões, sapateado, procedimentos coreográficos e assim vai desfiando parte do glossário da cultura corporal popular brasileira, como ele mesmo falou várias vezes. Intercala música, vídeo, coreografias das quais ele mesmo participa ativamente, com seus 58 anos de idade - e quase 40 estudando a cultura popular brasileira.&lt;br /&gt;Ainda é possível ver – parece que os ingressos não estão esgotados. Pena que tanta gente compre e no dia resolva não ir e o &lt;a href="http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=172903"&gt;SESC&lt;/a&gt; não libere pra quem não conseguiu comprar... Ficam lugares vazios, dá dó!&lt;a href="http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=172903"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-2537032746997066377?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/2537032746997066377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/2537032746997066377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2010/06/naturalmente-brasileiro.html' title='Naturalmente brasileiro'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-2902727284675795972</id><published>2010-06-05T09:59:00.000-07:00</published><updated>2010-06-05T10:14:50.535-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teatro'/><title type='text'>Cinema no Teatro?</title><content type='html'>Tem algo que sempre falo, escrevo, penso, repiso: educação formal de base é algo muito esquecido nos últimos 15 anos (chutando).  Ontem fui assistir “&lt;a href="http://www.guiadasemana.com.br/Sao_Paulo/Artes_e_Teatro/Evento/Cinema.aspx?id=62529"&gt;Cinema&lt;/a&gt;”, trabalho da Sutil Companhia de Teatro, que há muito tinha vontade de ver. O que eu nunca tinha lido a respeito – evito ler críticas antes – era sobre a estética utilizada. Talvez propositalmente não divulguem ou não queiram dar um rótulo.&lt;br /&gt;Ultimamente jovens realizadores de diferentes manifestações artísticas vêm, novamente, visitando e experimentando o movimento surrealista. Palavrinha fácil nas bocas de filósofos de boteco, estética explicada geralmente com exemplos de trabalhos de Dali e Buñuel. &lt;br /&gt;Gostar ou não é outro assunto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas fiquei interessada especialmente pelo resultado nas pessoas que saíam da sala de teatro. Isso, pra mim, foi mais interessante que o próprio trabalho, pois no momento em que me ficou claro o surrealismo, o que aconteceu foi uma sucessão de imagens coladas aparentemente diferentes, mas que nada acrescentavam ao que já estava definido desde os 10 primeiros minutos de peça: fatos corriqueiros, aumentados ou fantasiados numa sala de cinema. Citações explicitas como a repórter falando que pessoas estavam estranhamente ‘presas’ na sala de cinema (Buñuel) ou o ator/personagem falando em russo apenas confirmavam a opção pelo surreal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na saída, falava com um amigo sobre nossas impressões e confirmaram-se minhas expectativas: a maioria das pessoas saiu meio tonta, sem saber o que pensar, ou se deveria pensar. A grande dúvida é: ajuda você saber sobre a estética usada? Ou justamente esse estranhamento causado levaria a conjecturar sobre o que foi visto, pensar no que foi sentido por causa disso sem rótulos previamente identificados? Talvez as duas coisas. Nesta última hipótese, funciona. Pra mim, fica chato. Apesar de reconhecer – por conhecimento de causa – o enorme trabalho ao qual o grupo se dedicou. Eu mesma já tive oportunidade de estudar mais de perto o surrealismo quando o Teatrofídico preparava a versão de “O Anjo Exterminador” de Buñuel para teatro, em Porto Alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que coisa maluca!&lt;br /&gt;- Meu, cê entendeu alguma coisa?&lt;br /&gt;- Nossa, muito divertido...&lt;br /&gt;- Nunca mais vejo peça de graça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas de idades bem diversas tinham reações diferentes não necessariamente vinculadas ao que se ‘esperaria’ de alguém daquela idade. Senhoras com sorrisos satisfeitos e jovens incomodados me lembraram a questão da educação formal. Já falei várias vezes disso de ter tido a oportunidade de aulas de música, artes, filosofia no colégio. Pois ficou muito claro que a experiência de vida e qualidade de ensino daquelas ajudava na apreensão deste trabalho e que a escola fraca e facilidade de ter tudo mastigado pela comunicação de massa destes dificultava o que poderia ter sido pura diversão, pois havia momentos engraçados de maneira muito simples.&lt;br /&gt;Quando se espera “o de sempre” fica difícil deglutir algo novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Experimente algo diferente!&lt;br /&gt;Local: Teatro Popular do Sesi&lt;br /&gt;Preço(s): Grátis (quinta e sexta) e R$ 10,00 (sábado e domingo). &lt;br /&gt;Data(s): 26 de março a 04 de julho de 2010. &lt;br /&gt;Horário(s): Quinta a domingo, 20h&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-2902727284675795972?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/2902727284675795972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/2902727284675795972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2010/06/cinema.html' title='Cinema no Teatro?'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-8853664609342590015</id><published>2010-05-19T13:31:00.000-07:00</published><updated>2010-05-22T09:14:10.527-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Andy Warhol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pinacoteca'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><title type='text'>Conhecendo Andy Warhol em SP: Estação Pinacoteca</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/S_RL64XAAEI/AAAAAAAAAnQ/RCSyb6wkMXs/s1600/andywarholpele-560-rep.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/S_RL64XAAEI/AAAAAAAAAnQ/RCSyb6wkMXs/s320/andywarholpele-560-rep.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473082922095345730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abstraia tudo que, porventura, tenha lido ou visto sobre Andy Warhol. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artista “ícone da arte pop” e inspiração de uma geração de artistas contemporâneos está parcialmente exposto na &lt;a href="http://www.pinacoteca.org.br"&gt;Estação Pinacoteca&lt;/a&gt; em SP desde março e quem correr, ainda o verá até o dia 23 de maio. &lt;br /&gt;“Parcialmente” não deve ser o termo mais correto, já que – se por um lado parte de sua obra ali está – ELE se revela por inteiro e é possível, através da observação das obras e leitura dos textos de parede traçar uma linha psicológica bem clara de QUEM é – ainda hoje – Andy Warhol. &lt;br /&gt;A começar pelo nome, que um erro de revisão atalhou (o pai se chamava Warhola) no seu primeiro emprego como ilustrador em NY, nada na vida - e conseqüentemente - na obra de Warhol pode ser considerado ordinário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sopa servida aos filhos pelos pais imigrantes e que, assim como o refrigerante de rótulo vermelho mais famoso do planeta, faz parte da cultura das pessoas nascidas nos Estados Unidos está presente tanto quanto as celebridades, confrontos raciais e a busca pela definição de si mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num primeiro momento pode-se pensar que o trabalho artístico de Warhol é basicamente egóico. A linha definida pela curadoria mostra as sopas que a criança tomava, as personalidades políticas que tinham suscitado algum interesse no artista e os símbolos variados do que seria seu país de origem: os Estados Unidos da América, algo de que muito se orgulhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença da morte – geralmente de forma violenta – e a reinvenção (ou procura) de si mesmo em autorretratos pintados, fotografados, sobrepostos a tinta ou com perucas simulando ‘drag queens’ é constante como a observação de tudo à sua volta (sociedade, personalidades) e o gosto pelo cinema, através de suas estrelas ou mesmo ao filmar horas de alguém dormindo. A união disso se nota na série sobre a morte dos Kennedy, a figura de Jackie e o que ela significou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer algo mais pessoal e ao mesmo tempo “pop” que a serigrafia sobre papel que retrata Pelé com uma bola encostada na cabeça lembrando uma “cabeçada”? Como Warhol, Pelé superou dificuldades de uma origem humilde – lembrando a idéia da reinvenção de si, e a estrela estampada na bola lembra-nos a estrela em que Pelé se transformou e por isso mesmo, um grande ícone pop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o percurso pudemos conversar a respeito disso e traçar um perfil que nos pareceu o mais claro sobre quem era a “pedra” que Warhol pretendia ser. Lacônico em entrevistas e reservadíssimo sobre sua vida pessoal – seu companheiro só descobriu o falecimento da mãe de Andy 12 anos após o fato, ele reservava para suas obras o que sentia com as experiências de morte e quase-morte. Quer entender isso? Vá até a Estação Pinacoteca até o dia 23 de maio, em São Paulo, perto da Estação da Luz e Museu da Língua Portuguesa e tire suas próprias conclusões. Com o mesmo ingresso também é possível percorrer o lindo prédio da Pinacoteca, ver &lt;a href="http://www.pinacoteca.org.br/pinacoteca/default.aspx?c=exposicoes&amp;mn=100"&gt;exposições&lt;/a&gt; ali instaladas e a aconchegante lojinha com livros de arte.&lt;br /&gt;Aproveite São Paulo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-8853664609342590015?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/8853664609342590015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/8853664609342590015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2010/05/conhecendo-andy-warhol-em-sp-estacao.html' title='Conhecendo Andy Warhol em SP: Estação Pinacoteca'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/S_RL64XAAEI/AAAAAAAAAnQ/RCSyb6wkMXs/s72-c/andywarholpele-560-rep.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-8911160725818905985</id><published>2010-05-18T18:23:00.001-07:00</published><updated>2010-05-18T18:40:59.057-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imigrante'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><title type='text'>CONHECENDO SP - XV Festa do Imigrante</title><content type='html'>O que faz de São Paulo, São Paulo?&lt;br /&gt;A maioria das pessoas responderia que é a miscigenação que aqui impera a responsável por esse caldeirão cheio de cores, cheiros, sabores, sotaques de todos os lugares. É justamente essa mistura que é mostrada, revista e celebrada pela Festa do Imigrante em São Paulo. O evento é um amável convite para conhecer as manifestações culturais, artísticas e gastronômicas de diversas nações, além de resgatar a história dos mais de 2,5 milhões de imigrantes que passaram pela Hospedaria, desde o final do século XIX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui vive o maior núcleo de imigrantes do mundo: libaneses que vivem no país há mais de 130 anos e terão destaque este ano.&lt;br /&gt;Programação da Festa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;23 de maio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10h30 - Grupo Folclórico Casa da Ilha da Madeira - Portugal&lt;br /&gt;11h00 - Grupo Folclórico Sociedade Amigos da Dalmácia - Croácia&lt;br /&gt;11h30 - Grupo Folclórico Kyiv - Ucrânia&lt;br /&gt;12h00 - Grupo Drunken Bards Project - Músicas Celtas - Irlanda&lt;br /&gt;13h00 - Dança do Leão - Inst. Mao Lee Chi - China&lt;br /&gt;13h30 - Banana Brodway - Irlanda/EUA&lt;br /&gt;14h00 - Grupo Folclórico Slávia da União Cultural Tcheco/Brasileira - Rep. Tcheca&lt;br /&gt;14h30 - Grupo Folclórico Tzion - Israel &lt;br /&gt;15h00 - Grupo Folclórico Rueda Flamenca - Espanha&lt;br /&gt;15h30 - Grupo Folclórico Zarát - México&lt;br /&gt;16h00 - Grupo Nostra Itália - Itália&lt;br /&gt;16h30 - Grupo Folclórico Rancho Sta. Marta dos Navegantes - Portugal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;30 de maio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10h30 - Grupo Folclórico Alemão Tanzfreunde - Alemanha&lt;br /&gt;11h00 - Grupo Folclórico Peru Cultura e Arte - Peru&lt;br /&gt;11h30 - Grupo Folclórico Rambynas - Lituânia&lt;br /&gt;12h00 - Grupo Folclórico Pedilea - Grécia&lt;br /&gt;12h30 - Grupo Folclórico La Bella Italia - Itália&lt;br /&gt;13h30 - St. Andrew Societyy of São Paulo Pipes &amp; Drums - Escócia&lt;br /&gt;14h00 - Grupo Folclórico Volga - Rússia&lt;br /&gt;14h30 - Grupo Folclórico Pántlika - Hungria&lt;br /&gt;15h00 - Grupo Folclórico Nasser Mohamed - Líbano&lt;br /&gt;15h30 - Academia Fhoccus - Irlanda&lt;br /&gt;16h00 - Grupo Folclórico Ryukyu Koku - Taiko - Japão&lt;br /&gt;16h30 - Swiss College Dixie Band - Suíça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;XV Festa do Imigrante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Dias: 23/05 e 30/05, das 10h às 18h.&lt;br /&gt;Apresentações de danças folclóricas, barracas com comidas típicas e Feira de Artesanato.&lt;br /&gt;Local: Memorial do Imigrante&lt;br /&gt;Rua Visconde de Parnaíba, 1.316, Mooca, perto do Metrô Bresser.&lt;br /&gt;Tel.: (11) 2692.1866&lt;br /&gt;Ingressos: R$ 5,00 e ½ entrada para estudantes.&lt;br /&gt;Entrada gratuita para menores de 7 anos e adultos com mais de 60 (sessenta)&lt;br /&gt;anos.&lt;br /&gt;Visite nosso site:  www.memorialdoimigrante.org.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-8911160725818905985?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/8911160725818905985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/8911160725818905985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2010/05/conhecendo-sp-xv-festa-do-imigrante.html' title='CONHECENDO SP - XV Festa do Imigrante'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-5323221789587331733</id><published>2010-05-12T18:23:00.000-07:00</published><updated>2010-05-19T13:11:20.071-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MASP'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><title type='text'>Conhecendo SP: MASP</title><content type='html'>Viver em São Paulo é uma oportunidade rara. Há tantos possibilidades culturais que se torna impossível, mesmo pra quem tem todo o tempo absolutamente livre, acompanhar atividades musicais, cênicas, exposições, toda a produção artística da cidade e a que vem de fora.&lt;br /&gt;Na parte que está permanentemente na cidade, há o acervo do Museu de Arte de São Paulo - &lt;a href="http://www.masp.art.br/masp2010/"&gt;MASP&lt;/a&gt;. Lembro que sempre vinha à cidade e ia até lá apreciar exposições temporárias e permanentes. As curadorias sempre buscam elos de ligação entre o maravilhoso acervo e entre as obras, está a minha pintura preferida: Rosa e Azul, de Renoir. Não perderei o seu tempo explicando o inexplicável - a minha predileção. Mas na primeira vez, assim como na mais recente, há duas semanas, pude sentir a mesma emoção que me trouxe lágrimas envergonhadas aos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O museu tem entrada gratuita toda terça-feira e fica num lugar de acesso hiper fácil. Bem no meio da Av. Paulista, junto da estação Trianon-Masp do metrô e em frente ao Parque Trianon, também um lindo espaço de passeio.&lt;br /&gt;Oferece ainda cursos ligados às artes plásticas, divididos em 26 módulos por ano. Estes cursos visam formação de público para museus, formação de monitores para a área, fomento à pesquisa de História da Arte, entre outros. A Escola do MASP propõe a ser uma escola aberta, semelhante ao modelo adotado pela Escola do Louvre e as aulas sempre são ministradas no museu das 19h às 21h, de segunda a quinta-feira. Para matricular-se ou para mais informações, entre em contato com a Escola do MASP pelos telefones 11 - 3253-9663 ou 3251-5644 ramal 2104, de segunda a sexta-feira das 14h às 19h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morador de São Paulo, aproveite sua cidade!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-5323221789587331733?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/5323221789587331733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/5323221789587331733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2010/05/conhecendo-sp-masp.html' title='Conhecendo SP: MASP'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-5105483302633165112</id><published>2010-03-27T19:30:00.000-07:00</published><updated>2010-03-27T19:44:45.353-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura regional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tradicionalista'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tradição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='regionalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tradicionalismo'/><title type='text'>VOCÊ CONHECE ‘SUA’ TERRA?</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CS%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:Arial; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";} a:link, span.MsoHyperlink 	{color:blue; 	text-decoration:underline; 	text-underline:single;} a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed 	{color:purple; 	text-decoration:underline; 	text-underline:single;} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No RS, você não precisa gostar e estudar profundamente sobre a cultura local pra ver, o tempo todo, manifestações culturais tradicionais e ouvir com certa constância o Hino do Estado. Fazem parte do cotidiano certos hábitos. Pessoalmente, acho interessante você saber sobre a sua identidade, saber de onde veio pra ver melhor pra onde vai. Assim como a cultura Pernambucana é representada mais pelo frevo, como o Boi Bumbá (Bumba-meu-boi) nos lembra da região norte, especialmente do Maranhão, cada região tem suas tradições. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Assim é com o Estado de São Paulo. A diferença, é que, sendo a capital uma cidade cosmopolita (duvido que exista alguma nacionalidade não representada aqui) e a região destino de muitos migrantes, a cultura local está diluída há muito tempo. Da mesma forma que tive interesse em pesquisar sobre o hino paulista há alguns meses, senti vontade de conhecer mais &lt;span style=""&gt;da cultura da região onde vivo (antes tarde que nunca!). A&lt;/span&gt;inda não consegui ir ao &lt;a href="http://www.parqueaguabranca.sp.gov.br"&gt;Parque da Água Branca&lt;/a&gt; na capital onde todo ano, em setembro, acontece um festival de cultura paulista tradicional, com comidas típicas, danças, artesanato, etc. (em 2010, &lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;XIV Revelando São Paulo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=""&gt; - &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;Festival da Cultura Paulista Tradicional)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=""&gt;, mas vou! &lt;/span&gt;Vendo um trecho de um programa da TV Cultura (&lt;a href="www.tvcultura.com.br/violaminhaviola"&gt;Viola, Minha Viola&lt;/a&gt;&lt;cite&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;a href="www.tvcultura.com.br/violaminhaviola"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/cite&gt;) resolvi pesquisar ‘interneticamente’ sobre a cultura tradicional paulista, que compartilho aqui. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Comecei pelo Catira, dança tradicional cuja origem muda conforme quem conta a história: Minas Gerais ou São Paulo? Olhando daqui e dali, encontrei o site &lt;a href="http://www.terrapaulista.org.br"&gt;Terra Paulista&lt;/a&gt;, caprichado e talvez pouco acessado sobre as tradições do Estado. Glutona, fui logo olhar sobre a alimentação e lá estão a participação de nacionalidades diferentes, a contribuição indígena e a força da comida tropeira, caipira, dos desbravadores e colonizadores bandeirantes. Arquitetura local, moradias – o que me fez lembrar um antigo projeto de sair com uma amiga em finais de semana estrada afora e conhecer pequenas localidades e lugares diferentes, pouco visitados. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Abra o armário do site, na parte de COSTUMES, pra ver e ler sobre as roupas dos bandeirantes ou sociedade cafeeira da elite aos escravos. Sem esquecer, claro, dos ‘caubóis’, peões e caipiras. ADOREI a parte sobre as famílias formadoras do estado: imigrantes – só índio não é imigrante, né? Bem, em tempos imemoriais, talvez... (xiii, longa discussão), elites, indígenas, camadas ‘populares’, escravos; um instigante link “mulheres” e muitas outras coisas que se pode chamar de ‘bacana’.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na cidade paulista de Mauá, por exemplo, cultiva-se a tradição de dançar o Catira. Há famílias que dançam o Catira há gerações, com um sapateado e palmeado singelos, realizada por homens mas sem nenhuma restrição à participação feminina. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;A dança de fitas, que eu nem imaginava que havia aqui também (como em outros estados) e a quadrilha – considerada ‘dança caipira’ – de origem francesa, tão característica do Estado estão entre as muitas manifestações relacionadas no item “festas, danças e folguedos”. Fiquei curiosa com a parte sobre o ‘neo-caipira’ e no site se pode escutar um pouco. Lembrou-me, não sei por que, o movimento ‘mangue beat’ em alguns momentos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu me diverti bastante passeando pelo site. Entre também no link do &lt;a href="http://www.terrapaulista.org.br/projeto/"&gt;Projeto Terra Paulista&lt;/a&gt;  &lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Espero que você tenha tempo pra curtir um pouco dessa cultura tão rica. Boa viagem!&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-5105483302633165112?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/5105483302633165112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/5105483302633165112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2010/03/voce-conhece-sua-terra.html' title='VOCÊ CONHECE ‘SUA’ TERRA?'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-2825740659955397668</id><published>2010-02-01T15:35:00.000-08:00</published><updated>2010-02-01T16:35:12.263-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Usufruto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Auditório Ibirapuera'/><title type='text'>LUZ DA AURORA e USUFRUTO</title><content type='html'>Uma das obras preferidas de Niemeyer, o Auditório Ibirapuera nos brinda novamente com um ESPETÁCULO. O pequeno equívoco na indicação dos lugares reservados que ocasionou a mudança de lugar por 3 vezes foi totalmente irrelevante perto da delícia em ouvir Hamilton de Holanda e Yamandú Costa (sempre simpáticos) com seus bandolim de 10 cordas e violão de 7 cordas. &lt;br /&gt;Eles tocaram e autografaram “Luz da Aurora”, com composições próprias e músicas conhecidas. Deleitaram o público que, já no bis, sussurrou “Pastorinhas” de Noel Rosa que tocaram em meio a outros temas conhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Numa cidade onde as pessoas levantam pra aplaudir qualquer coisa, os entusiasmados aplausos de pé devem servir também à equipe técnica envolvida no projeto – infelizmente não recebi programa para nomeá-los – e aos responsáveis pela programação que segue em alto estilo, veja aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma ‘palhinha’ do álbum: http://www.youtube.com/watch?v=mOauISIvmcc “Meiga” do Yamandú Costa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;..........................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menos que você seja uma adolescente em frente a um ídolo - ou alguém com o mesmo sentimento, mesmo com outra idade - sentar na primeira fila em um teatro não é exatamente estar no melhor lugar pra observar toda uma obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira, nos sentamos na FAAP pra ver a estréia de USUFRUTO, DE e COM Lúcia Veríssimo e o ator Raphael Viana. Deixarei para os verdadeiros conhecedores a incumbência de discorrer longamente sobre o trabalho. Eu nunca a tinha visto em outro formato que não audiovisual e sua figura é imponente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao texto, mulheres na minha faixa etária são o alvo: casadas, solteiras, viúvas, divorciadas... Todas temos histórias pra contar, mas não temos mais paciência nem vontade pra fazer isso. Mas ela o faz alternando momentos hilários com verdades poucas vezes escancaradas. Nada pra se rasgar de emoção, mas interessante mesmo assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, como falou um amigo, se o embate de gerações não envolvesse também a diferença de gêneros, não ficássemos com a impressão de que ela está subjugando o “garoto”, mas verdadeiramente analisando as relações do ponto de vista de uma pessoa mais jovem e cheia de sonhos comparando com a outra já mais calejada... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quartas e quintas no Teatro da FAAP, em SP, até 1° de abril.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-2825740659955397668?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/2825740659955397668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/2825740659955397668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2010/02/luz-da-aurora.html' title='LUZ DA AURORA e USUFRUTO'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-3277625295230553126</id><published>2010-01-28T12:21:00.000-08:00</published><updated>2010-01-28T12:24:54.209-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2010'/><title type='text'>2010</title><content type='html'>O ano começou cheio de atrações por aí afora. Entretida que estou com tanta coisa, mal tive tempo de postar a respeito.&lt;br /&gt;Fui na estréia de USUFRUTO com Lúcia Verissimo, verei preéstréia do Teatro da Vertigem e voltarei ao Ibirapuera pra ouvir meu conterrâneo Yamandu Costa, entrou outras coisas por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve coloco alguma coisa por aqui!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-3277625295230553126?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/3277625295230553126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/3277625295230553126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2010/01/2010.html' title='2010'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-2232039582428080490</id><published>2009-11-07T09:55:00.000-08:00</published><updated>2009-11-07T10:20:13.105-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Auditório Ibirapuera'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><title type='text'>Conhecendo São Paulo - Auditório Ibirapuera</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/SvW2yY0vI9I/AAAAAAAAAnA/huBbr5KW_Ak/s1600-h/Audit%C3%B3rio_Ibirapuera.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/SvW2yY0vI9I/AAAAAAAAAnA/huBbr5KW_Ak/s320/Audit%C3%B3rio_Ibirapuera.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401424304874136530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CS%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:Arial; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eis que depois de várias tentativas consigo aproveitar a oportunidade – através do gentil convite da assessoria de imprensa – e conhecer o Auditório Ibirapuera que fica dentro do parque de mesmo nome em São Paulo. A construção projetada por Niemeyer já atrai quando vista de fora e a sensação ao entrar é de que é maior dentro, devido a uma ilusão de ótica. As linhas, formas, combinação sóbria de cores, espaços e reflexos no piso deixam tudo com uma simplicidade sofisticada. Combinações de obras de arte para abrigar arte. Cordialidade é a marca registrada de toda a equipe que lá trabalha com um sorriso no rosto e o auditório em si é um espetáculo à parte. Muito espaço de palco e platéia, comodidade, acústica impecável!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Caso equipamentos de som e luz sejam do próprio espaço então a perfeição deve estar perto de encontrar sua casa. Não busquei dados técnicos específicos, mas os músicos me pareceram extremamente satisfeitos e havia espaço pra cerca de 20 pessoas e muitos instrumentos se espalharem pelo palco. O auditório tem ainda outros espaços de serviços (chapelaria, café), além da escola de música, cenotécnica, técnica de som e luz, produção de shows, etc, para estudantes da rede pública de ensino.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Muitas pessoas podem pensar que é complicado o acesso. Fui até lá de ônibus na maior tranqüilidade. Fica junto ao portão 3, bem defronte ao Obelisco – aquele em memória aos mortos da Revolução de 32, feriado de 9 de julho, lembram? Tem estacionamento e a segurança do Parque. Não tinha me sentido tão à vontade à noite num parque no Brasil e lembrei minha mãe contando de um concerto ao ar livre no Canadá, numa noite de verão. Bem, aqui não é exatamente ao ar livre, mas o espaço é bastante acolhedor. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nem poderia deixar de ser quando somamos a qualidade do programa musical apresentado. Longe de ser grande fã de música instrumental e jazz, convidei uma amiga pianista pra ir junto e ambas saímos muito contentes. O entusiasmo contagiante dos músicos que tocam com &lt;b style=""&gt;Benjamim Taubkin (Trio +1)&lt;/b&gt; e dos grupos convidados: a ótima cozinha do &lt;b style=""&gt;Freefigeira&lt;/b&gt; e o batuque Coco da Xambá jogado pra cima do &lt;b style=""&gt;Bongar&lt;/b&gt; de Olinda completaram a noite com empolgação, criatividade e talento. O Paulistano precisa se apropriar mais destes espaços que a cidade oferece.&lt;br /&gt;Até o final do ano, outros 8 diferentes programas estão previstos e informações mais completas podem ser obtidas no &lt;a href="http://www.auditorioibirapuera.com.br/"&gt;site&lt;/a&gt; do auditório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/SvW2a3Ui7NI/AAAAAAAAAmw/g-VrzfBI-X4/s1600-h/Interior_Aud_Ibirapuera.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/SvW2a3Ui7NI/AAAAAAAAAmw/g-VrzfBI-X4/s320/Interior_Aud_Ibirapuera.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401423900743757010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-2232039582428080490?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/2232039582428080490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/2232039582428080490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2009/11/conhecendo-sao-paulo-auditorio.html' title='Conhecendo São Paulo - Auditório Ibirapuera'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/SvW2yY0vI9I/AAAAAAAAAnA/huBbr5KW_Ak/s72-c/Audit%C3%B3rio_Ibirapuera.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-4551200480933387249</id><published>2009-10-03T16:50:00.000-07:00</published><updated>2009-10-03T17:33:14.957-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Zoológico de Vidro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tennessee Williams'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teatro'/><title type='text'>O Zoológico de Vidro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/SsfqhuMOCDI/AAAAAAAAAmY/pChHIVhesyw/s1600-h/zoo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/SsfqhuMOCDI/AAAAAAAAAmY/pChHIVhesyw/s320/zoo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388533344227952690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Erom Cordeiro e Cassia Kiss.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana cheia.&lt;br /&gt;E a idéia firme de postar algo sobre um espetáculo que vi. Um dos raros casos que merece ser assim chamado, na minha modestíssima e nada abailzada opinião. A segunda vez em SP que me sinto compelida a levantar para aplaudir ainda gritei 'bravi' visto que toda equipe compôs um trabalho à altura do texto sob a batuta firme de Ulisses Cruz.&lt;br /&gt;Não pensem que estava predisposta a gostar apenas pelo fato de gostar da obra de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tennessee_Williams"&gt;Tennessee Williams&lt;/a&gt;. Não a conheço toda, tampouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais conhecida no Brasil pelo título "À Margem da Vida" (The Glass Menagerie) que teve aqui várias montagens, O ZOOLÓGICO DE VIDRO -&lt;a href="http://guia1.folha.com.br/guia/teatro/drama/453139/o_zoologico_de_vidro"&gt; em cartaz em São Paulo&lt;/a&gt; encanta desde o princípio pela primorosa tradução que traz a essência do trabalho do autor. Depois, a condução da pesquisa sobre toda sua obra, o envolvimento que se percebe na precisão e delicadeza do que é trazido à cena. Precisão da iluminação, cenário, trilha sonora, trabalho dedicado de todos os profissionais envolvidos, nítido no resultado apresentado por um elenco aplicado, que entende que teatro é a arte de toda uma equipe trabalhando junta.&lt;br /&gt;Percebe-se a clareza do rumo que o diretor queria, percebe-se que o cenário está adequado funcionalmente e traz à nossa vista o ambiente em que vivem aqueles personagens. Onde iluminação e trilha sonora pontuam divinamente momentos delicados e noutros, a pontuação se dá pela arte de atores seguros, experientes, guiados por uma direção consciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como atriz, sei que muitas vezes essa 'impressão' de organização, trabalho dedicado, etc é pura fantasia e na verdade tudo pode ter sido meio maluco. Mas não há forma de trazer emoção verdadeira do espectador se a dedicação não é real.&lt;br /&gt;E minhas lágrimas eram reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive a felicidade de atuar em "Fala Comigo Doce como a Chuva", trabalho que me custou algumas noites de sono, lágrimas de preocupação e outras tantas da personagem.&lt;br /&gt;Emoção real. Pra nós e pra quem via.&lt;br /&gt;Produção bem mais modesta. Nem por isso menos envolvente. E onde recebi o maior retorno (e elogio) profissional da minha vida. Vindo do público!&lt;br /&gt;Mas isso é história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixe passsar a oportunidade de ver TEATRO.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-4551200480933387249?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/4551200480933387249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/4551200480933387249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2009/10/o-zoologico-de-vidro.html' title='O Zoológico de Vidro'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/SsfqhuMOCDI/AAAAAAAAAmY/pChHIVhesyw/s72-c/zoo.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-2984811278143700559</id><published>2009-09-21T17:09:00.000-07:00</published><updated>2009-09-21T17:10:35.620-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caio F.'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;Caio Fernando Abreu&quot;'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rodolfo Lima'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adaptação pra teatro'/><title type='text'>Caio F. gratuitamente em SP</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CS%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt; 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&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Dia 22, terça-feira &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;16h &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;– Leitura de &lt;b&gt;“CONTOS”&lt;/b&gt; – com &lt;b&gt;Cleber D’Nuncio&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Rodolfo Lima&lt;/b&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;19h &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;– Intervenção com as &lt;b&gt;“CARTAS”&lt;/b&gt; trocadas entre vários amigos. Com &lt;b&gt;Fernanda Brandão,&lt;/b&gt; &lt;b&gt;Ivania Davi e Rodolfo Lima&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Dia 29, terça-feira&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;16h&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt; – &lt;b&gt;EPIFANIAS”&lt;/b&gt; Intervenção Cênica. Crônicas de Caio F. escritas no O Estado de São Paulo. Com &lt;b&gt;Cleber D’Nuncio,&lt;/b&gt; &lt;b&gt;Cleber Tollini e Rodolfo Lima&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;19h – Espetáculo “Réquiem para um rapaz triste”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt; inspirado nas personagens femininas de Caio. Adaptação e Interpretação: &lt;b&gt;Rodolfo Lima&lt;/b&gt; – Direção: &lt;b&gt;Ivania Davi&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;SESC CONSOLAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Rua Dr. Vila Nova, 245&lt;br /&gt;Vila Buarque&lt;br /&gt;São Paulo - SP&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;ENTRADA GRATUITA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-2984811278143700559?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/2984811278143700559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/2984811278143700559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2009/09/caio-f-gratuitamente-em-sp.html' title='Caio F. gratuitamente em SP'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-3485672204919774725</id><published>2009-09-11T07:26:00.000-07:00</published><updated>2009-09-11T07:32:13.955-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristiane Zuan Esteves'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opovoempé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aquidentroaquifora'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teatro'/><title type='text'>AquidentroAquifora</title><content type='html'>Há algum tempo procuro acompanhar, ainda que não da forma como gostaria, o trabalho de Cristiane Zuan Esteves. E mais recentemente - desde que vim morar em SP - o do &lt;a href="http://www.opovoempe.org/"&gt;OPOVOEMPÉ&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;9:50 QUALQUER SOFÁ&lt;/span&gt; foi o trabalho que primeiro vi do &lt;a href="http://www.opovoempe.blogspot.com/"&gt;grupo&lt;/a&gt; e fiquei percebendo de longe algumas intervenções mundo afora e sabendo do desenvolvimento desse novo espetáculo (ou experimento como elas preferem chamar) também através de algumas palestras/encontros lá na &lt;a href="http://www.casadascaldeiras.com.br"&gt;Casa da Caldeiras&lt;/a&gt;, onde fica a sede fixa da meninas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compromissos de trabalho e a chuva constante ainda não me permitiram ver o ato &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;aquifora&lt;/span&gt; que sai da Galeria Olido (centro de São Paulo) nas terças e quartas às 16h pra integrar o trabalho à pólis, como esperava quem acompanhou a pesquisa. Depois de quase uma hora sob chuva esperando um ônibus que não chegou a tempo de me permitir chegar no horário na estréia semana passada, hoje ficou claro que minha insistência pra ver &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;aquidentro&lt;/span&gt; não foi em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;a href="http://www.opovoempe.org/?p=565"&gt;aquidentroaquifora&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; é um 'experimento' &lt;span style="font-style:italic;"&gt;aparentemente&lt;/span&gt; descompromissado por sua leveza e maneira divertida de fazer/ser/sentir o humano na vida/mundo. Sempre gostei desse pensar e do trabalho muito sério que norteia a linguagem do grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns, gurias! Tá tudo muito bem amarrado desde a concepção e guardarei pra sempre o programa "caixa de remédio" com bula e tudo! Lindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero ver&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; aquifora&lt;/span&gt; em breve!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-3485672204919774725?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/3485672204919774725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/3485672204919774725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2009/09/aquidentroaquifora.html' title='AquidentroAquifora'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-2992520245081715150</id><published>2009-08-12T12:34:00.000-07:00</published><updated>2009-08-17T17:59:17.854-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;Ministro da Cultura&quot;'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;cultura e entretenimento&quot;'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;política do pão e circo&quot;'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;bolsa-família&quot;'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;vale-cultura&quot;'/><title type='text'>Pão e circo: bolsa-família e vale-cultura</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Após ler vários artigos sobre o vale-cultura, concordo com a &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.cultura.gov.br/site/2009/08/10/nova-polemica/"&gt;posição&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; do professor de macroeconomia da Universidade Federal do Ceará, Marcelo Callado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também acredito que as pessoas vão dar um jeito de transformar isso em moeda pra outros usos, pois cada um sabe onde lhe aperta o sapato. No máximo, vai haver um aumento significativo nas vendas de CDs e DVDs. Lembremos as banquinhas de vale-transporte por todo o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito tempo eu digo, repito, tripito: precisamos de BOA EDUCAÇÃO BÁSICA. É ela quem cria o desejo de conhecimento, a fome de pensar, aprender mais. Se fosse apenas o custo que influenciasse a busca por cultura, as bibliotecas públicas estavam com fila de espera na porta todos os dias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MASP (Museu de Arte de SP) tem entrada gratuita nas terças-feiras. Fica lotado? O MARGS em Porto Alegre tem entrada franca permanente. Lota?&lt;br /&gt;O SESC tem apresentações gratuitas de vários espetáculos, tem bibliotecas, tudo em várias cidades do país. Suas salas de espetáculos lotam quando levam a cartaz nomes conhecidos do grande público, geralmente através da televisão. Já fui a palestras de escritores maravilhosos em unidade do SESC em SP onde havia um total de 15 pessoas numa sala pra 50.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, em SP, vários centros culturais como da Caixa Federal, do Itaú, CCBB e outras instituições. Espaços bem localizados, bem equipados. Em várias outras cidades estão eles também presentes e ocorre o mesmo que em municípios onde são oferecidos espetáculos GRATUITOS: sobram lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quantos espaços estão abertos gratuitamente ao público pelo país?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o custo unicamente que impede de ter acesso a exposições, a livros, a música, peças de teatro, de dança? NÃO!! É O DESCONHECIMENTO! É A FALTA DE INTERESSE PELA FALTA DE APRENDIZADO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo em tempos ‘bicudos’, aproveito todas as possibilidades gratuitas e/ou baratas de teatro, cinema, palestras, museus, shows ao ar livre. Por que é do MEU INTERESSE. Aprendi a buscar por estas coisas. O cinema do SESC deve ter mais de 300 cadeiras e é muito bem equipado. Há dias em que o ingresso pode custar 2 reais. Nunca vi mais que 10 pessoas em uma sessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livrarias incentivam a leitura levando palestras gratuitas e autores para conversar com o público. Lota...? Só vão as mesmas pessoas sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a maior parte (pra não dizer todas) das matérias disponíveis através do site do Ministério da Cultura sobre o tema foi produzida no Estado do Ceará, pelo jornal O POVO, foi também lá que houve uma experiência com duas pessoas pra ver o que fariam com mais este benefício que o empregador precisa oferecer se o empregado assim o desejar – que pode ser mais um motivo pra aumentar o trabalho informal no Brasil – e o resultado foi o seguinte (não me grite ‘preconceituosa’ ou ‘elitista’ antes de ler até o final):- livros de auto-ajuda e ir ao cinema ver Harry Potter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o atual Ministro da Cultura diz - também em longa entrevista ao mesmo jornal: “Temos que investir na maturidade e no protagonismo do povo brasileiro. Os trabalhadores saberão encontrar os caminhos para se informar e ter acesso à produção de qualidade. (...). É a prática que nos ajuda a formar nossos gostos e escolhas.” Com certeza é a prática que nos leva à formação, mas essa prática deve começar na infância, na educação FORMADORA e não depois de gerações em frente a Chacrinha, Xuxa, Faustão e Gugu, caro Ministro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um pai que compra CDs de funk (vou me abster de falar o nome do artista) com o Vale-cultura que exemplo dá ao filho que já não tem uma boa formação escolar?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio ministro na mesma ‘entrevista’ afirma que é preciso levar a cultura pras escolas, formar novas gerações de platéias e consumidores de cultura assim como estimular a melhoria da produção cultural. Mas, pelo visto, não são prioridades já que não há qualquer projeto nesse sentido; começa-se pelo consumo de algo que supostamente é ruim pois precisa de melhoria e não tem platéia procurando por isso. A tendência é acostumar a consumir o mesmo sempre, e o que vier de fora do país. Então a ‘culpa’ da má formação cultural é da classe artística com produção de qualidade duvidosa? No fim das contas, quem vai pagar esse pato será novamente a classe artística. Tomara que eu esteja errada. Bons e ruins existem em toda parte. BOA FORMAÇÃO ESCOLAR dá capacidade de distinguir um do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando perguntado se ia a teatro, já ouvi badalado cineasta de outro estado – em entrevista - afirmando que ia a teatro sim. Quando vinha a São Paulo, apesar do seu estado de origem ter uma das mais ricas identidades culturais do país com grupos conceituados internacionalmente. Inclusive com muitos atores que foram seus parceiros em projetos independentes (leia-se: sem verba pra cachê).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já ouvi pessoas do meu lado no teatro comentando que era bom quando tinha alguma peça com ator DE VERDADE (referindo-se a ator com fama televisiva) e que havia poucas opções na cidade no momento. Corrijam-me: São Paulo tem cerca de 300 espaços teatrais ocupados, é isso? Porto Alegre, com 10% do tamanho tinha, na minha última contagem uns 30 espaços alguns anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como manter estas mentalidades com vale-cultura pode ajudar no crescimento do cidadão?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto-me inclinada a pensar que Gilberto Dimenstein acertou no uso da expressão “bolsa-circo”, afirmando que é “um risco de desperdício de bilhões que só explica pelo clima de eleições para agradar trabalhadores, artistas e empresários”. Desconheço as motivações dele, mas sei das dificuldades diárias de trabalhar com cultura e da falta de interesse da população. Preciso concordar que não é uma questão da interferir no gosto pessoal, mas quando a comunicação de massa dirige o ‘gosto’ e os ‘interesses’ de milhões de pessoas, no que isso pode aumentar o conhecimento cultural da população brasileira? Pode apenas dar entretenimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o governo de São Paulo cria uma cortina de fumaça com a Lei antifumo, o governo federal dá novo sentido à expressão ‘política do pão e circo’, inaugurada com o bolsa-família e embalada com o vale-cultura. Assim como a faxineira da casa do meu tio parou de trabalhar pra não perder o bolsa-família (apenas um exemplo entre centenas de milhares pelo país da Lei de Gerson) a moça no Ceará foi ver Harry Potter, afinal, foi isso que ensinaram pra ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí me vem outra dúvida: onde é o limite entre cultura e entretenimento? Pra mim, cultura é entretenimento, mas o entretenimento de algumas pessoas não me interessa.&lt;br /&gt;E a você? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O vale-cultura é vale-entretenimento?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*A propósito, eu também vi algum filme de Harry Potter, nada contra. Vale como entretenimento a meu ver. Ponto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-2992520245081715150?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/2992520245081715150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/2992520245081715150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2009/08/pao-e-circo-bolsa-familia-e-vale.html' title='Pão e circo: bolsa-família e vale-cultura'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-5350015824331380249</id><published>2009-08-11T09:11:00.000-07:00</published><updated>2009-08-11T09:28:06.685-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;Rodolfo Lima&quot;'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teatro em São Paulo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;Marcelino Freire&quot;'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;Caio Fernando Abreu&quot;'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;Bicha Oca&quot;'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adaptação pra teatro'/><title type='text'>Bicha Oca</title><content type='html'>"Encontrei meu alterego", disse &lt;a href="http://www.eraodito.blogspot.com"&gt;Marcelino Freire*&lt;/a&gt; a Rodolfo Lima logo após a pré-estréia de BICHA OCA, no bate-papo que rolou depois da apresentação.&lt;br /&gt;Pessoalmente, fiquei encantada com a qualidade dada por Rodolfo ao personagem que tem passado, presente e futuro bem definido. Do riso às eventuais lágrimas e vice-versa, é possível notar nuances no personagem criado a partir de costuras de contos escritos por Marcelino e que encerra com um texto recente, sugerido pelo autor a Rodolfo e ao diretor Edu Reis que quebraram a cabeça e, ainda que não acreditem, solucionaram bastante bem o final.&lt;br /&gt;De resto, sou suspeita, pois &lt;span style="font-style:italic;"&gt;apesar&lt;/span&gt; de amiga, sou hoje fã de Rodolfo, uma pessoa que considero inteligente e talentosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=" http://tinyurl.com/pl8yoe"&gt;Aqui&lt;/a&gt; uma entrevista bem interessante sobre o novo trabalho deste ator e jornalista, ávido leitor que já adaptou (com total aval e aprovação da família do autor)e pesquisou Caio Fernando Abreu em 2 monólogos sensíveis e agora, estréia numa antiga cozinha paulistana de um belo casarão da Bela Vista seu "BICHA OCA" com palmas entusiasmadas do autor que entregou texto inédito para o final da peça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querem saber mais?&lt;br /&gt;Ora, assistam! &lt;br /&gt;E mais não digo!*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço:&lt;br /&gt;Bicha Oca&lt;br /&gt;Local: Casarão do Beldevere&lt;br /&gt;Rua Pedroso, 267, Bela Vista. Tel.: (11) 3266-5272.&lt;br /&gt;De 12 de agosto a 30 de setembro&lt;br /&gt;Quartas-feiras, às 21h.&lt;br /&gt;Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)&lt;br /&gt;Reservas e informações: teatrodoindividuo@yahoo.com.br e/ou contato@casaraodobelvedere.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/SoGb_sj04II/AAAAAAAAAkk/Y6IaAV-mu2U/s1600-h/bicha+oca+banner.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 60px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/SoGb_sj04II/AAAAAAAAAkk/Y6IaAV-mu2U/s200/bicha+oca+banner.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368743749397831810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-5350015824331380249?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/5350015824331380249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/5350015824331380249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2009/08/bicha-oca.html' title='Bicha Oca'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/SoGb_sj04II/AAAAAAAAAkk/Y6IaAV-mu2U/s72-c/bicha+oca+banner.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-1242451305842657424</id><published>2009-07-29T21:00:00.000-07:00</published><updated>2009-07-30T09:46:34.890-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;Centro Cultural Piollin&quot;&quot;Escola Piollin&quot;&quot;Piollin Grupo de Teatro&quot;&quot;Projeto Foco Teatral do Commune&quot;&quot;Teatro Commune&quot;&quot;intercâmbio Funarte&quot;'/><title type='text'>Conhecendo Teatro pelo Brasil</title><content type='html'>Mal sabia eu que assistir “Vau da Sarapalha” no 1° Porto Alegre em Cena seria assistir um marco do teatro brasileiro. Catorze anos depois, esse intercâmbio não é apenas uma constante, mas uma necessidade da humanidade atual, especialmente nas artes. &lt;br /&gt;“Vau” (como carinhosamente é chamada pelos integrantes do grupo) traz – há 17 anos – ao Brasil a temática regional, a realidade que o país ainda finge não ver, enredada por sentimentos humanos tão comuns e desde há muito retratada por escritores como Guimarães Rosa. Marco do teatro físico no Brasil, o espetáculo marca também muito fortemente a trajetória de mais de 30 anos do Piollin Grupo de Teatro de João Pessoa, do Estado da Paraíba. Tão forte que apenas em 2006 o grupo retoma sua busca teatral, encontrando em Tchekov um 'novo' caminho de experimentação e conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste mês de julho, em parceria com a Funarte, Piollin está em São Paulo (serviço abaixo) apresentando seu repertório, participando de encontros, ministrando oficinas.&lt;br /&gt;O encontro “Ponto a Ponto” desta quarta-feira, dia 29 de julho, foi na sede do Teatro Commune, com a apresentação de “O Asno” de Dario Fo pelos jovens atores aprendizes do projeto Foco Teatral do Commune e nele houve a oportunidade de conhecer um pouco mais da história de um grupo que ainda busca unificar sua ‘identidade’ de discurso. Ainda que sempre existam divergências, o importante é a existência, entre os membros do grupo, de princípios norteadores iguais, como bem disse Ana Luiz Camino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impossível não pensarmos novamente na ladainha “qual o papel social do teatro?”, “até que ponto comercializamos nossa arte?”, “como arte e esporte trabalham para uma verdadeira ‘inclusão social’?”, etc. De que falamos quando pensamos em ‘papel social’ e ‘inclusão social’? Quem deve ser o agente disso? Como isso se dá? Quando vamos assumir o papel de agentes na nossa sociedade como cidadãos e não apenas como contribuintes e eleitores que se sentem lesados mas nada fazem pra mudar o status quo?&lt;br /&gt;Se há realmente essa vocação no ator - como no jornalista, no chargista, no escritor, no pintor ou escultor – ele nunca conseguirá ficar parado sem trazer à luz essas inquietações, sejam elas existenciais ou sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Piollin hoje significa ESCOLA PIOLLIN, CARAVANA PIOLLIN, CENTRO CULTURAL PIOLLIN (Teatro Piollin). Tudo junto e ao mesmo tempo cada um com seu caminho a seguir.&lt;br /&gt;O grupo que encena, estuda, aprimora técnicas teatrais é o mesmo que leva espetáculos de arte e cultura para a cidade – em especial ao bairro onde atua – que reforma e recupera imóveis do antigo Engenho Paul (atual sede), que está concluindo as obras do Teatro Piollin (‘estamos construindo os camarins’, conta orgulhoso Buda Lira) e tem um programa de arte-educação com a formação de 80 alunos e alunas através de oficinas de arte em dois turnos enquanto circula pelo Brasil através do Palco Giratório do SESC e da Caravana Piollin e ainda participa de festivais.&lt;br /&gt;Para divulgar o centro e captar recursos, o Piollin oferece locação de estrutura para eventos e estúdio, agenda de espetáculos (resultado de oficinas) e cursos de teatro e circo. A Escola Piollin oferece a crianças oficinas de artes plásticas, teatro, moda, música, literatura, informática no contraturno escolar. Sua grande preocupação agora é saber que destino dar ao programa de formação e cumprir a meta de incluir socialmente adolescentes e crianças que ali estão. &lt;br /&gt;Afinal, tudo é um grande “descobrir”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda tem gente que acha que ser artista é uma vida fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.centroculturalpiollin.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.................................................................................&lt;br /&gt;Do http://rodrigodearaujo.wordpress.com/2009/07/17/funarte-sp-e-petrobras-apresentamprojeto-de-intercambio-com-o-piollin/:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Piollin Grupo de Teatro, de João Pessoa (PB), por meio de patrocínio da Petrobras, apresenta junto à Funarte São Paulo um intercâmbio cultural formado por dois espetáculos adultos premiados, uma apresentação infantil, uma oficina de palhaço e uma mesa de debates. O projeto, além da circular o repertório do grupo, tem como propósito desenvolver atividades de formação e reflexão sobre artes cênicas estimulando discussões sobre políticas públicas com a participação do diretor do Piollin Luiz Carlos Vasconcelos e participação do dramaturgo Francisco Medeiros e da jornalista Beth Nespolli. &lt;br /&gt;O intercâmbio entre o Piollin Grupo de Teatro e a Funarte inclui a seguinte programação (detalhada abaixo): espetáculos de repertório A Gaivota (alguns rascunhos), de 22 a 26 de julho (Teatro de Arena Eugênio Kusnet), e Vau da Sarapalha, de 28 de julho a 2 de agosto (Sala Guiomar Novaes da Funarte); espetáculo infantil circense Silêncio Total com o Palhaço Xuxu, dias 31 de julho e 1º de agosto (pátio do Complexo Cultural Funarte); oficina Técnicas de Palhaço.&lt;br /&gt;O Tempo Cômico com Luiz Carlos Vasconcelos, de 27 a 31 de julho (Sala Carlos Miranda); e Mesa de Debates Com Convidados, sobre a situação atual das artes cênicas em todo o território nacional, no dia 3 de agosto (Sala Guiomar Novaes).&lt;br /&gt;Programação – Apresentações de repertório* Espetáculo: A Gaivota (alguns rascunhos)&lt;br /&gt;Texto inspirado em conto de Anton Tchekhov&lt;br /&gt;Direção, adaptação e cenário: Haroldo Rego&lt;br /&gt;Elenco: Ana Luiza Camino, Buda Lira, Everaldo Pontes, Nanego Lira e Thardelly Lima.&lt;br /&gt;Iluminação: Fabiano Diniz&lt;br /&gt;Trilha sonora: Coletiva&lt;br /&gt;Figurino: Alexandre Targino&lt;br /&gt;Fotografia: Bertrand Lira, Adriano Franco e Raro de Oliveira&lt;br /&gt;Produção: Piollin Grupo de Teatro e Cristhine Lucena&lt;br /&gt;Direção de produção/SP: Rafael SchiesariProdução/SP: Método Gestão e Produção Cultural&lt;br /&gt;Reestreia: 22 de julho – quarta – às 21 horasApresentações/público: 23 a 26 de julho – quinta a sábado (21h) e domingo (20h)&lt;br /&gt;Local: Teatro de Arena Eugênio Kusnet – 99 lugaresRua Dr. Teodoro Baima, 94 – Vila Buarque/SP – Tel: (11) 3256-9463Ingressos: R$ 10,00 (¹/2 entrada: R$ 5,00 e ½ entrada para força de trabalho da Petrobras que apresentar o crachá e para clientes do cartão Petrobras que o apresentarem).&lt;br /&gt;Duração: 60 min –&lt;br /&gt;Gênero: Drama – Classificação etária: 14 anos – Acesso universal e ar condicionado&lt;br /&gt;Bilheteria: 1h antes das sessões – Não aceita cheque/cartão. Reservas somente para grupos: 3662-5177.&lt;br /&gt;As Camadas de vida e arte se entrecortam.&lt;br /&gt;Existe um meio termo satisfatório entre ingenuidade banal e o cinismo? Ainda pode haver lugar para a delicadeza em meio a tanta violência? Acreditar em quê, hoje? Como? Piollin Grupo de Teatro rascunha estes temas na encenação, a partir do clássico de Anton Tchekhov.&lt;br /&gt;São sempre tantas as questões: aproximação e afastamento, universal e particular, perspectiva do tempo. O nosso tempo: a cena é colocada mais como reflexo do nosso olhar do que concretização de um texto.Com este espetáculo o grupo apostou, mais uma vez, no projeto cultural que deu origem à Escola Piollin, há mais de trinta anos, desta feita nas novas instalações do Teatro Piollin, espaço que (re)assenta algumas questões tão raras ao grupo e ao teatro paraibano: necessidade premente de aproximação com o público e o diálogo permanente com parceiros, artistas e técnicos de diferentes pólos urbanos do país.*&lt;br /&gt;Espetáculo: Vau da Sarapalha&lt;br /&gt;Adaptação do texto Sarapalha de João Guimarães Rosa&lt;br /&gt;Direção e adaptação: Luiz Carlos Vasconcelos&lt;br /&gt;Elenco: Escurinho (Capeta), Everaldo Pontes (Primo Ribeiro), Nanego Lira (Primo Argemiro), Servílio de Holanda (Perdigueiro Jiló) e Soia Lira (Negra Ceição).&lt;br /&gt;Cenografia e iluminação: Luiz Carlos Vasconcelos&lt;br /&gt;Música original: Escurinho e Luiz Carlos&lt;br /&gt;Sonoplastia ao vivo: Escurinho&lt;br /&gt;Operador de luz: Eloy Pessoa&lt;br /&gt;Produção: Piollin Grupo de Teatro e Cristhine Lucena&lt;br /&gt;Direção de produção/SP: Rafael SchiesariProdução/SP: Método Gestão e Produção Cultural&lt;br /&gt;Reestreia: 28 de julho – terça-feira – às 21 horasApresentações/público: 29 de julho a 2 de agosto – quarta a sábado (21h) e domingo (20h)&lt;br /&gt;Local: Funarte SP – Sala Guiomar Novaes – 100 lugares – www.funarte.gov.brAl. Nothmann, 1.058, Campos Elíseos/SP&lt;br /&gt;Tel: (11) 3662-5177Ingressos: R$ 10,00 (¹/2 entrada: R$ 5,00 e ½ entrada para força de trabalho da Petrobras que apresentar o crachá e para clientes do cartão Petrobras que o apresentarem).&lt;br /&gt;Bilheteria: 1h antes das sessões – Não aceita cheque/cartão – Classificação etária: Livre&lt;br /&gt;Gênero: Drama&lt;br /&gt;Ar condicionado e acesso universal&lt;br /&gt;Reservas somente para grupos: 3662-5177.&lt;br /&gt;No enredo da peça, Argemiro vai plantar nas terras do primo Ribeiro, no Vau da Sarapalha, e já chega apaixonado por sua mulher, Luiza. Para evitar a separação e a fúria de sentimentos, que a revelação dessa paixão comum provocará, a velha Ceição manipula os elementos da natureza.Dois homens com malária, sentados num tronco, esquentando-se ao sol e esperando a morte.&lt;br /&gt;Dois primos: Primo Ribeiro, o dono das terras que fica ali no Vau da Sarapalha, perdeu a mulher amada, Luiza, que fugiu com o boiadeiro. Primo Argemiro, o outro primo, veio morar ali, diziam que para plantar arroz à meia, mas veio por já estar apaixonado também pela mulher do primo, a própria Luiza. E, mesmo depois dela fugir com o boiadeiro, ele foi ficando.&lt;br /&gt;Quem sabe, ela voltaria. O convívio, durante anos, estabelece uma relação de profunda amizade entre os dois. “Nem um irmão, nem um filho não podia ser tão bom… não podia ser tão caridoso pra mim…” diz Primo Ribeiro, cheio de gratidão, para Primo Argemiro, que se debate interiormente com remorsos por estar o enganando.&lt;br /&gt;“Não… É hoje!” E resolve revelar seu segredo: “Eu também gostei dela primo!” Até os pássaros da mata gritam a dor do Primo Ribeiro. Com eles, outros dois personagens: Jiló, o cachorro magro e cheio de bernes, que dorme ali perto e se empenha em ser fiel; e a velha Ceição, que no espetáculo se revela sabedoura de conhecimentos ancestrais.&lt;br /&gt;Ela, ajudada por seu capeta, tentará impedir o que lhe é anunciado, na leitura dos gravetos da fogueira e nos cacos dos potes que se quebram: a separação e a fúria de sentimentos que a revelação dessa paixão comum provocará.&lt;br /&gt;O espetáculo já viajou para vários países (Colômbia, Espanha, Portugal, Alemanha, Uruguai, Bélgica, Venezuela e Inglaterra) e recebeu dezenas de prêmios, entre eles destaque para:&lt;br /&gt;XIII Festival Nacional de Teatro de São José do Rio Preto, 1992 (Melhor espetáculo, diretor, ator, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, cenário, iluminação e sonoplastia);&lt;br /&gt;Troféu Imprensa e Prefeitura Municipal de João Pessoa, 1992 (Melhor diretor, espetáculo, atriz, ator e ator coadjuvante);&lt;br /&gt;Troféu Mambembe IBAC/MinC,1993 (indicação de Melhor Diretor);&lt;br /&gt;Prêmio Shell, 1993 (indicação Categoria Especial);&lt;br /&gt;VIII Festival Ibero-americano de Teatro de Cadiz, Espanha, 1993 (Prêmio da Associação Comercial de Cadiz e Melhor Interpretação – Servílio Gomes); e outros.&lt;br /&gt;Apresentação circense – infantil* Espetáculo ao ar livre: Palhaço Xuxu em Silêncio&lt;br /&gt;TotalCriação,&lt;br /&gt;direção e interpretação: Luiz Carlos Vasconcelos&lt;br /&gt;Diretor assistente: Luis Carlos Nem&lt;br /&gt;Produção: Piollin Grupo de Teatro e Cristhine Lucena&lt;br /&gt;Diretor de Produção Regional SP: Rafael Schiesari&lt;br /&gt;Produção SP: Método Gestão e Produção Cultural&lt;br /&gt;Data: 31 de julho e 1º de agosto – sexta-feira e sábado – às 16horas&lt;br /&gt;Local: Pátio do Complexo Funarte São PauloAl. Nothmann, 1.058, Campos Elíseos/SP – Tel: (11) 3662-5177&lt;br /&gt;Grátis&lt;br /&gt;Classificação etária: Livre – Duração: 50 min – www.funarte.gov.br&lt;br /&gt;No programa de atividades de Intercâmbio o ator e diretor Luiz Carlos Vasconcelos apresenta de seu personagem, o Palhaço Xuxu, com todas as suas peripécias. Xuxu é um palhaço que nos remete às memórias da infância, à magia do circo e aos primeiros atores de rua; sua alma revela o lado risível da nossa humanidade.O Palhaço Xuxu existe com este nome, desde 1978.&lt;br /&gt;Surgiu e se desenvolveu em experimentações de rua, basicamente por meio de improvisos, onde o material que surgia era selecionado naturalmente pela aceitação ou não do público. Outras fontes de seu material cênico foram: a experiência como aluno da Escola Nacional de Circo do Rio de Janeiro, onde aperfeiçoou as técnicas circenses de equilíbrio e monociclo, dentre outras, e a experiência musical, inicialmente com o violino, depois com o antigo fole alemão de oito baixos. Ator e diretor de teatro, desde sua infância em Umbuzeiro (PB), Luiz Carlos estreou como ator de cinema em 1997, onde também tem atuado desde então.&lt;br /&gt;Vasconcelos explica o que faz um homem se tornar um palhaço. “Talvez, certos homens, para poder crescer, precisem se expor assim. Xuxu me acompanha desde muito tempo; devo-lhe muito. Convivendo com ele aprendi a olhar o mundo e as pessoas com olhos mais atentos e sinceros. Aprendi também a olhar para mim, e após o primeiro susto, desatar a rir. Estou ampliado nele. Minha vaidade, por exemplo, expressão do meu egoísmo, se transforma em atitude generosa ao divertir os outros. A dimensão de um palhaço está diretamente relacionada à dimensão do real ridículo de quem o encarna. Tornar esse ridículo risível ou terno e oferecê-lo aos outros, é a missão dos palhaços. Portanto, ao olhar para o Xuxu, não tenha dúvida, somos assim mesmo”.&lt;br /&gt;Programação – Debate e Oficina* Oficina: Técnicas de Palhaço.&lt;br /&gt;O Tempo Cômico&lt;br /&gt;Ministrante: Luiz Carlos Vasconcelos – Palhaço Xuxu&lt;br /&gt;Data: 27 a 30 de julho (9h às 13h) e 31 de julho (9h às 11h30)&lt;br /&gt;Local: Funarte SP – Sala Carlos MirandaAl. Nothmann, 1.058, Campos Elíseos/SP – Tel: (11) 3662-5177&lt;br /&gt;Para estudantes e profissionais de artes cênicas –  15 vagas -  Inscrições: encerradas!&lt;br /&gt;A oficina Técnicas de Palhaço.&lt;br /&gt;O Tempo Cômico Tratará principalmente, como indica o nome da oficina, sobre a percepção e utilização do tempo cômico no trabalho do palhaço. Palhaços não se criam, são revelados. Já existem no interior.&lt;br /&gt;A construção do palhaço é um ato de coragem e generosidade, significa oferecer ao outro o seu próprio ridículo e, para que essa expressão risível ou terna funcione, ela tem que ser verdadeira. É sobre essa verdade que trabalha Luiz Carlos Vasconcelos.* Mesa de Debate com ConvidadosTema: Qual o tipo de construção teatral contemporânea e de que maneira os múltiplos caminhos cênicos se comunicam com o público para atingir ou provocar ações e reações nas pessoas de nosso tempo?&lt;br /&gt;Integrantes: Luiz Carlos Vasconcelos (diretor do Piolin), Francisco Medeiros (dramaturgo) e Beth Néspoli (jornalista).&lt;br /&gt;Concepção: Rafael Schiesari&lt;br /&gt;Data: 3 de agosto – segunda-feira – às 20 horas&lt;br /&gt;Local: Funarte SP – Sala Guiomar Novaes&lt;br /&gt;Al. Nothmann, 1.058, Campos Elíseos/SP – Tel: (11) 3662-5177&lt;br /&gt;Público Alvo: estudantes e profissionais de artes cênicas e público interessados, em geral.Duração: 2h30m – Ar condicionado e acesso universal – www.funarte.gov.brEsta mesa de debates se propõe a estimular a discussão sobre as artes cênicas nas diversas regiões do território brasileiro, no âmbito criativo e político. Discutir a política atual em torno do (des)favorecimento da arte e sua política interna com os meios de sustentação e articulação (aplicados por grupos e entidades representativas).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-1242451305842657424?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/1242451305842657424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/1242451305842657424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2009/07/conhecendo-teatro-pelo-brasil.html' title='Conhecendo Teatro pelo Brasil'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-266301548328341696</id><published>2009-05-11T21:32:00.000-07:00</published><updated>2009-05-23T19:41:59.488-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;espaço alternativo de teatro&quot; &quot;teatro alternativo&quot;'/><title type='text'>Espaços Alternativos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Convencionou-se chamar de ‘espaço alternativo’ para teatro todo espaço diferente de uma sala com local específico para platéia e um palco italiano ou, no máximo (semi) arena para apresentação de um espetáculo cênico. Até apresentações de rua são, agora, encaradas como ‘alternativas’. Mas alternativa a quê? À falta de espaços conhecidos para o tamanho da oferta de encenações? À falta de opções daqueles que não têm possibilidades financeiras para espaços convencionais? À eventual falta de conteúdo que privilegia a pirotecnia para muitas vezes esconder o vazio da forma? A discussão pode ainda ser ampliada sobre o ‘por que’ dessa ‘alternativa’, mas não é o objetivo aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Creio que, em São Paulo hoje, o exemplo mais popular seja o Teatro da Vertigem, grupo já famoso por suas discussões a partir de textos bíblicos e pela utilização de espaços como igrejas, prisões e até mesmo o Rio Tietê. Aqui há uma coerência entre conteúdo e forma de apresentação que se complementam resultando numa quase imersão do espectador no mundo que está sendo apresentado. Outras experimentações na mesma direção oferecem uma festa aos sentidos de pessoas que abrem mão do conforto de um entretenimento convencional para conhecer o que poderá ser a alternativa interessante para a mente inquieta e de assunto para próximos papos entre amigos. Em Porto Alegre, o Falos &amp;amp; Stercus é um dos grupos que mais sabe aproveitar áreas diferenciadas. Seu trabalho performático ocupa espaços dificilmente alcançados por utilizar técnicas de rapel e deslocamentos aéreos variados. Prédio antigo do complexo hospitalar psiquiátrico São Pedro e seu átrio, um antigo casarão do centro da cidade, além de espaços não aproveitados por outros grupos no centro Cultural Usina do Gasômetro. Lembro ainda de uma gigantesca parafernália cenográfica que serpenteava por todo um armazém do cais do porto deixando dúvidas de por onde caminhava o ator entre fumaça e luz. Anos atrás, uma montagem envolvendo artistas de vários grupos levou “O Barão nas Árvores” de Calvino ao mais conhecido parque da cidade, seus espectadores a visitar o parque à noite e atores literalmente às alturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O novo, o inusitado e o misterioso sempre causam grande fascínio e talvez por isso seja também interessante para artistas e público esse desvendar do espaço artístico alternativo. Mesmo que tenha que andar atrás do foco de ação, subir escadas, ver uma peça num ônibus em movimento, ver a peça toda através de uma pequena fresta de parede colocada à sua frente dentro de um teatro convencional, o espectador nesse espaço é aquele que enfrenta o medo do desconhecido para experimentar novas sensações. Em várias cidades, e mesmo fora delas, prédios abandonados, lonas de circo, sala de estar de um apartamento, praças e viadutos tornam-se “palco” dessa troca humana não-industrializável e mágica chamada teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(acho que ainda vou voltar a este tema...)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-266301548328341696?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/266301548328341696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/266301548328341696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2009/05/espacos-alternativos.html' title='Espaços Alternativos'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-207883450174344763</id><published>2009-05-04T13:27:00.000-07:00</published><updated>2009-05-23T19:42:13.097-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;caio f&quot; &quot;Mostra Cênica Caio F&quot;&quot;Caio Fernando Abreu&quot;'/><title type='text'>Uma casa para Caio Fernando Abreu</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A idéia de uma mostra cênica com trabalhos inspirados ou baseados na obra de determinado autor ou autora não é nova. Mas é sempre bem-vinda por aqueles que gostam de ler e discutir seus livros e escritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim, para quem se interessa pela obra de &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Caio Fernando Abreu &lt;/span&gt;- ou apenas Caio F. - São Paulo terá um prato cheio. Como toda primeira edição sem ricos patrocínios, ficou apenas na vontade de seus realizadores a intenção de trazer a diversidade de espetáculos inspirados por seus escritos de vários lugares do país. Mas certamente isso não afeta a qualidade do que será apresentado. Oito espetáculos de teatro e dança serão apresentados de 6 de maio a 27 de junho no Casarão do Belvedere, na Bela Vista em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Abaixo o serviço e programação. Mais informações podem ser obtidas no site www.casaraodobelvedere.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mostra Cênica Caio F.&lt;br /&gt;Curadoria Rodolfo Lima&lt;br /&gt;Local: Casarão do Belvedere – Bela Vista&lt;br /&gt;Rua Pedroso, 267 – próximo à estação São Joaquim do metrô.&lt;br /&gt;Telefone: (11) 3266-5272&lt;br /&gt;De 06 de maio a 27 de junho de 2009 (3° a sábado)&lt;br /&gt;Ingressos: R$ 5, R$ 10 e R$ 20&lt;br /&gt;Estacionamento próprio: R$ 5 (entrada pela Rua Martiniano de Carvalho,439)&lt;br /&gt;Há acessos para deficientes.&lt;br /&gt;Não há ar condicionado.&lt;br /&gt;Não é aceito nenhum tipo de pagamento com cartões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12 de maio a 23 de junho – Uma história de borboletas (terças – 21h)&lt;br /&gt;06 de Maio a 24 de junho - O dia em que Júpiter encontrou Saturno (quartas - 21h)&lt;br /&gt;07 de maio a 25 de junho - Pode ser que seja só o leiteiro lá fora (quintas - 21h)&lt;br /&gt;08 de maio a 26 de junho – Epifanias (sextas - 21h)&lt;br /&gt;09 a 30 de Maio – Réquiem para um rapaz triste (sábados – 21h)&lt;br /&gt;06, 07 e 08 de junho – Os Dragões (sábados – 21h e 23h59; domingos - 18h e 20h30 e segundas - 21h)&lt;br /&gt;13 a 27 de junho – Todas as horas do Fim + Das memórias do coração (Sábados - 21h)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-207883450174344763?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/207883450174344763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/207883450174344763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2009/05/uma-casa-para-caio-fernando-abreu.html' title='Uma casa para Caio Fernando Abreu'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-8587088407914118658</id><published>2009-04-20T22:03:00.000-07:00</published><updated>2009-05-23T19:42:35.085-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;Deepa Mehta&quot; &quot;cinema indiano&quot; &quot;Fogo&quot;&quot;Terra&quot;&quot;Água&quot;&quot;filmes indianos&quot;'/><title type='text'>Deepa Mehta, uma realizadora.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sempre há uma ligação biográfica em cada trabalho artístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Recentemente comecei a conhecer o trabalho cinematográfico da realizadora naturalizada canadense Deepa Mehta. A crueldade e singeleza com que individualiza questões de seu país natal, a Índia, encantam, chocam e fazem pensar. Seu olhar agudo percebe a realidade numa cidade contemporânea, mescla de usos ocidentais e costumes tradicionais em “Fogo” e através da simplicidade do olhar infantil temos uma versão não-romantizada da independência política do país em 1947, no filme “Terra”. Aliás, o olhar infantil se faz sempre presente. A individualização nos permite compreender, humanamente, as situações vividas, coisa impossível através de textos históricos ou artigos jornalísticos. Entre outros filmes, há ainda “Água” de 2005 que, imagino, complete uma trilogia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em “Fogo” (1996), o olhar sobre a realidade feminina e a não menos perdida realidade masculina na índia ‘moderna’ nos traz sons, cores e até – ouso dizer – odores atuais sem perder a ligação com a identidade tão religiosa do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Terra” (1998) poderia ser resumida na cena em que três crianças conversam sem se importarem com as diferenças que mataram mais de um milhão de pessoas apenas no ano da independência da Índia. Poderia. Mas é muito mais que isso. Ali a realizadora consegue deixar no ar certas questões; onde deixamos nossa inocência? Quando deixamos de ser simples para complicar a ‘essência’ de ser humano’?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Longe de serem filmes comerciais, mas também longe de serem ‘apenas’ &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;filmes-cabeça &lt;/span&gt;merecem sim, uma busca e uma reserva em nosso tão atarefado cotidiano de um tempo para sentir o fogo, a terra e – pretendo em breve - a água da Índia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-8587088407914118658?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/8587088407914118658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/8587088407914118658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2009/04/deepa-mehta-uma-realizadora.html' title='Deepa Mehta, uma realizadora.'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-3124108962137879496</id><published>2009-03-29T10:17:00.000-07:00</published><updated>2009-03-29T10:52:23.006-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inteligência x intolerância'/><title type='text'>Inteligência X Intolerância</title><content type='html'>Em "Os Visitantes" Jean Reno vive um escudeiro que aterra no ano de 1992 junto com seu escudeiro. Entre tantas situações que eles naturalmente vivem, uma passagem em especial me marcou. Com sua ‘descendente’ ele chega ao castelo que era sua morada.  À parte exclamações de como defender um lugar cheio de janelas, o maior espanto pra ele é que o castelo está sendo vendido para transformar-se em um hotel – pelo que lembro - e o antepassado mais festejado e homenageado foi aquele que participou ativamente da revolução francesa (pra felicidade do escudeiro) e entregou suas posses ‘ao povo’.&lt;br /&gt;Só neste momento já percebemos duas grandes mudanças: a cultural, com os séculos de diferença e a ruptura da revolução armada, mais abrupta e bem mais ‘alteradora’ do &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;Desnecessário seria alongar aqui sobre as mudanças na história do mundo que o transformaram no que é hoje. Entre erros e acertos, a vontade natural (ainda que utópica) da maior parte dos seres humanos, creio, é buscar um modo de vida mais equilibrado entre as vontades e necessidades de todos. Nesse caminho, faz-se necessário haver dois extremos para que o equilíbrio tão almejado seja realmente alcançado, o que, sabemos, nem sempre acontece ou pode custar um bom tempo dentro da história da humanidade. &lt;br /&gt;Caso sutiãs – artigo tão necessário na saúde e estética feminina – não tivessem sido queimados, onde estaríamos? Parece absolutamente tão natural que as mulheres, na imensa maior parte do mundo, hoje tenham vários direitos assegurados, entre eles o direto a voto. Mas até 1971 isso era negado às mulheres suíças. São apenas 37 anos! Quando a primeira pessoa falou em sufrágio feminino, deve ter sido recebida com gargalhadas por muitas e muitas pessoas.&lt;br /&gt;Quantos olhares de descrédito Gandhi não deve ter recebido quando começou a pregar sua ‘revolução pacifista’ para libertar a Índia de seus &lt;em&gt;colonizadores&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É inegável que – exageros sensacionalistas à parte – nosso planeta vem sofrendo, ao longo dos séculos, uma degradação natural de seus recursos e uma mudança no comportamento humano levará ainda, infelizmente e no mínimo, umas dezenas de anos. Mas de algum ponto precisava começar. &lt;br /&gt;É triste observar como o ser humano, em essência não muda. Intolerância é uma constante. Percebo pessoas altamente articuladas, inteligentes e cultas, debochando de maneira até infantil da iniciativa alheia. &lt;br /&gt;Seja como for, se não está interferindo diretamente nas suas vidas, por que parecem se incomodar tanto com as manifestações alheias? Não creio que apenas por ceticismo em relação aos seus efeitos práticos a curto prazo – somente um ingênuo esperaria isso. Mas talvez, quem sabe, por necessidade de dizer algo, de discordar pelo simples prazer de fomentar uma discussão? Ótimo, que venham muitas discussões! Elas aguçam os sentidos, obrigam a pensar, argumentar, encontrar alternativas.&lt;br /&gt;O que realmente mais intriga é essa dicotomia estranha inteligência X intolerância. Estas pessoas que ironizam atos simbólicos como “A Hora do Planeta” (com todas as suas características positivas ou inócuas), insistindo em estar presente na discussão, são as mesmas que muitas vezes, revoltam-se com posições anti-semitas de outros. Não pensarão estes da mesma forma em relação ao pensamento daqueles?&lt;br /&gt;Creio que TOLERÂNCIA deveria ser a palavra de ordem nas discussões que podem, assim, produzir resultados realmente interessantes ao nosso mundinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-3124108962137879496?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/3124108962137879496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/3124108962137879496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2009/03/inteligencia-x-intolerancia.html' title='Inteligência X Intolerância'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-8324439943153642859</id><published>2009-03-10T19:51:00.000-07:00</published><updated>2009-03-10T19:54:31.186-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;Nilton Bonder&quot;'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;Clarice Niskier&quot;'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;A Alma Imortal&quot;'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='peça'/><title type='text'>E a sua alma, como vai?</title><content type='html'>A Alma Imoral revelada por Nilton Bonder é um livro que merece ser ouvido na voz tranquila de Clarice Niskier. Nas palavras de Amir Haddad, o olho que olha a direção, eles são a evolução. Um árabe e uma judia dão corpo – ou deveria dizer “ainda mais alma”? – às palavras escritas por um rabino com uma visão ampla de mundo, a partir do que poderia ter sido uma visão estreita dentro de uma religião.&lt;br /&gt;O monólogo que há quase 3 anos ensina e faz pensar sobre tantas reentrâncias de nossa alma &lt;span style="font-style:italic;"&gt;adolescentemente&lt;/span&gt; traidora e transgressora que, na maioria das vezes desenvolve-se na tradição dos caminhos humanos conhecidos e seguros, apresenta calmamente uma oportunidade de reagirmos, reinventarmos a nós mesmos – ou pelo menos pensar sobre quem somos. Pois &lt;span style="font-style:italic;"&gt;não há maior solidão que a ausência de si&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SERVIÇO:&lt;br /&gt;A Alma Imoral&lt;br /&gt;Neste monólogo, a atriz parte do livro homônimo para tratar de dilemas éticos, em especial da tensão entre tradição e ruptura. Premiado com o Shell 2007 de melhor atriz. (Drama)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duração: 75 minutos&lt;br /&gt;Classificação: 18 anos&lt;br /&gt;Supervisão: Amir Haddad&lt;br /&gt;Texto: Nilton Bonder&lt;br /&gt;Adaptação e interpretação: Clarice Niskier&lt;br /&gt;Livraria Cultura - Conjunto Nacional Teatro Eva Herz&lt;br /&gt;Av. Paulista, 2.073 - Bela Vista - Centro. Telefone: 3170-4059.&lt;br /&gt;Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Ingresso: R$ 50.&lt;br /&gt;Quando  Mais informação: 11-3170 4059&lt;br /&gt;Dias 09/03, 10/03: 21h.&lt;br /&gt;Dias 16/03, 17/03: 21h. (2a e 3ª feira)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-8324439943153642859?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/8324439943153642859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/8324439943153642859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2009/03/e-sua-alma-como-vai.html' title='E a sua alma, como vai?'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-3545728833446518406</id><published>2009-01-07T19:13:00.001-08:00</published><updated>2009-01-08T06:43:13.260-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;feira do livro de porto alegre&quot; &quot;feira do livro&quot;'/><title type='text'>2009 com notícias de 2008: 54a Feira do Livro de Porto Alegre</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Atire a primeira pedra quem nunca ficou assoberbado de afazeres e acabou deixando um prazer de lado. Pois é, um dos meus prazeres é escrever. Ou melhor: digitar minhas idéias e pensamentos. Mas nos últimos meses, viagem a trabalho, viagem de final de ano, estréia, tudo contribuiu para eu me privar do prazer desta modesta coluna. E não foi falta de tempo pra escrever, foi falta de tempo pra pensar mesmo. Pensar o que foi assistido, trabalhado.&lt;br /&gt;Mas chega de desculpas e vamos ao que interessa. No final de outubro fui a Porto Alegre trabalhar na [minha] 10ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre. E me comprometi a escrever aqui sobre ela. Claro, a coluna originalmente era pra ser sobre teatro. Mas fui devidamente autorizada e cá estou eu: contando de museus, feiras de cultura, falando de acordo ortográfico que finalmente entrou em vigor. Ah, com isso ainda terei que me habituar a escrever “diferente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem não sabia, Porto Alegre tem sim, uma feira do livro. Há 54 anos. Em uma das edições em que trabalhei, a coordenação buscava informações sobre a idade das feiras pelo mundo e entre as mais antigas está a Feira de Frankfurt (Alemanha), considerada o maior evento editorial do mundo com 60 edições completadas em 2008. A celebradíssima Feira de Guadalajara (México, 23 anos) junto à Feira de Porto Alegre é das maiores da América Latina e o maior evento literário do mundo das letras espanholas, fazendo, jocosamente com que ‘a nossa’ feira esteja entre as mais antigas e maiores.&lt;br /&gt;Ufanismos à parte, o que faz a Feira do Livro de Porto Alegre diferente das outras? Primeiro, pra usar um termo em voga, é extremamente democrática em seu acesso, pois é realizada ao ar livre, na Praça da Alfândega no centro da cidade. Sendo ao ar livre, seu acesso é totalmente gratuito e isso inclui as quase 400 atividades como palestras, encontros com escritores, oficinas, sessões de cinema, apresentações teatrais e musicais e as quase 900 sessões de autógrafos. E aí se inclui outro aspecto: é uma feira essencialmente cultural, enquanto a maioria das feiras é mais voltada ao mercado editorial. Logicamente, desde sua criação, o objetivo é vender livros. Mas os expositores são associados a uma entidade de classe sem fins lucrativos que realiza a Feira, a &lt;a href="http://www.camaradolivro.com.br/"&gt;Câmara Rio-Grandense do Livro&lt;/a&gt; e seguem alguns critérios para ter direito de colocar sua ‘barraca’ na praça. É uma feira anual e pra quem tem interesse em números, alguns dados do release do balanço final da &lt;a href="http://www.feiradolivro-poa.com.br/"&gt;54ª Feira do livro de Porto Alegre&lt;/a&gt;, que também está disponível no site da Feira, onde há também uma bela galeria de fotos.&lt;br /&gt;Seu crescimento fez com que as áreas infantil, juvenil e internacional e hoje as duas primeiras se localizam em armazéns do cais do porto fazendo a Feira cruzar três ruas paralelas, ligando a praça aos cais. Se o objetivo primeiro de uma feira é vender livros, nada mais natural que trazer o público à praça através da programação gratuita que fomenta o interesse por assuntos diversos que, por sua vez, estão nos livros.&lt;br /&gt;Importante lembrar a importância das parcerias da Feira. Não falo apenas dos patrocinadores. Seja através de programações, autores, cedência de espaço físico, a Feira conta com a colaboração de associações diversas, universidades, professores, editoras, profissionais liberais. Todos ajudam no desenvolvimento da programação a públicos diferentes. Várias instituições culturais cujos prédios históricos ao redor da praça abrem as portas às atividades há vários anos fazem parte dessa festa do livro. Há alguns anos a sociedade é chamada a participar com sugestões e programações. Exemplificando: seminários sobre música e cinema foram desenvolvidos através de reuniões com entidades de classe e profissionais renomados que levam sugestões e apóiam com seu trabalho essa realização. Comunidades de escolas e instituições voltadas a estudos sobre terceira idade, PPDs (pessoas portadoras de deficiência), psicanálise, arquitetura, astrologia, ciências variadas são apenas uma parte da variada lista de colaboradores.&lt;br /&gt;Há também que se levantar o aspecto social da Feira. Não apenas pela possibilidade de escolas e alunos sem grandes recursos financeiros terem acesso, mas também pela realização do Projeto Asteróide (inspirado pelo livro O Pequeno Príncipe, desde o ano em que a França foi o país homenageado) recebendo jovens e crianças que, ao longo do ano, tem na Praça sua morada. Ao longo do ano mantêm contato com a Câmara, mas especialmente nesta época, desenvolvem atividades, são convidados a participar dos eventos, recebem alimentação, higiene e muitos deles conseguem reencontrar suas famílias e/ou retornam à escola.&lt;br /&gt;“Detalhes” que diferenciam este evento de Feiras mais festejadas pela mídia nacional e fazem com que escritores, intelectuais, público, editores e principalmente aqueles que, como eu, trabalham ao longo do ano para que a Feira aconteça, queiram sempre voltar.&lt;br /&gt;Pra uma população de pouco mais de 1.360.000 habitantes, os números são admiráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Balanço final&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;– 54ª Feira do Livro de Porto Alegre –&lt;br /&gt;Depois de 17 dias, a Feira do Livro de Porto Alegre se despede da Praça da Alfândega certa de ter colaborado para que a população tivesse acesso ao livro e à leitura, por meio de encontros com escritores, oficinas, apresentações artísticas e milhares de títulos literários em um espaço aberto e democrático. O maior evento do setor realizado a céu aberto no continente americano retorna no ano que vem.&lt;br /&gt;Agradecemos o apoio de toda a imprensa. Fica o convite para o próximo ano. A 55ª Feira do Livro de Porto Alegre já tem data marcada: 30 de outubro de 2009.&lt;br /&gt;Neste material, reunimos as principais informações que comprovam a abrangência de&lt;br /&gt;realizações e de público alcançada pela Feira em mais uma edição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VOLUME DE VENDAS DE LIVROS&lt;br /&gt;Total: 424.046 (representando uma queda de 8% em relação à Feira de 2007)&lt;br /&gt;Área Geral 295.624 (queda de 8% em relação a 2007)&lt;br /&gt;Área Infantil e Juvenil 111.469 (5% a menos do que no ano passado)&lt;br /&gt;Área Internacional 16.953 (redução de 10% nas vendas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AUTÓGRAFOS&lt;br /&gt;Total: 829 lançamentos&lt;br /&gt;Praça de Autógrafos: 574&lt;br /&gt;Área Infantil e Juvenil: 91&lt;br /&gt;Sessões coletivas: 117&lt;br /&gt;Sessões realizadas em salas de eventos: 47&lt;br /&gt;Campeão de fila: Eduardo Galeano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NÚMEROS FINAIS DA PROGRAMAÇÃO&lt;br /&gt;* &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Área Geral&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Programação Artística com 98 eventos, 231 ministrantes e um público de 10.355 pessoas. Com 36 oficinas para um público de 1.594 pessoas e 129 encontros com o livro (palestras, seminários) FORAM, AO TODO, 264 ATIVIDADES MINISTRADAS POR 634 PESSOAS PARA UM PÚBLICO PRESENTE DE 21.016.&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Dos ministrantes: 511 foram gaúchos, 93 brasileiros de outros estados e 30 de outros países.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Área Infantil e Juvenil&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Atividades prévias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Encontros com autores em escolas na etapa prévia da Feira : 262&lt;br /&gt;Encontro com educadores na etapa prévia da Feira: 12&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Encontros com autores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Autor no Palco, para alunos do ensino fundamental : 19&lt;br /&gt;Casa do Pensamento, para público jovem : 19&lt;br /&gt;Arena das Histórias para alunos da educação infantil e das séries iniciais: 25&lt;br /&gt;QG dos Pitocos, para público pré-escolar: 9&lt;br /&gt;Ducha das Letras :1&lt;br /&gt;Ateliê da Imagem : 3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;A Hora do Educador&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mesas-redondas : 13&lt;br /&gt;Oficinas Ducha das Letras : 16&lt;br /&gt;Oficinas Ateliê da Imagem :23&lt;br /&gt;Espetáculos: 7&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Encontros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Escoteiros: 2&lt;br /&gt;Confraria das letras em Braille: 1&lt;br /&gt;Reinações Confraria da Leitura : 1&lt;br /&gt;Jovens Escritores: 1&lt;br /&gt;Palestras sobre HQ: 14&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Sessões de contos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;QG dos Pitocos : 170&lt;br /&gt;Arena das Histórias: 45&lt;br /&gt;Ducha das Letras : 8&lt;br /&gt;Apresentação de projetos de Leitura : 17&lt;br /&gt;Exposições: 6&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Oficinas para crianças e adolescentes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Arena das Histórias:1&lt;br /&gt;QG : 21&lt;br /&gt;Projeto Asteróide :17&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Espetáculos de teatro tradicional e teatro de bonecos e outras apresentações&lt;br /&gt;artísticas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Arena das Histórias: 2&lt;br /&gt;Teatro Sancho Pança: 49&lt;br /&gt;QG dos Pitocos : 16&lt;br /&gt;Território das escolas: 14&lt;br /&gt;Casa do Pensamento : 7&lt;br /&gt;Deck dos Autógrafos : 17&lt;br /&gt;Apresentações artísticas de escolas: 68&lt;br /&gt;Sessões de autógrafos de escolas : 34&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais:&lt;br /&gt;Programa de Rádio&lt;br /&gt;Concerto da OSPA&lt;br /&gt;4ª Regata Festiva da Feira do Livro&lt;br /&gt;1º Passeio Ciclístico da Feira do Livro&lt;br /&gt;Visita do navio-patrulha Benevente e da Corveta Imperial, ambos da Marinha do Brasil com visitação do público &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-3545728833446518406?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/3545728833446518406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/3545728833446518406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2009/01/2009-com-notcias-de-2008-54a-feira-do.html' title='2009 com notícias de 2008: 54a Feira do Livro de Porto Alegre'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-6351588819859746840</id><published>2009-01-01T12:38:00.000-08:00</published><updated>2009-08-12T12:40:57.548-07:00</updated><title type='text'>Perfil</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/SoMaXiYpemI/AAAAAAAAAks/88o27aDb1NM/s1600-h/Silvana.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 140px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369164172425263714" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/SoMaXiYpemI/AAAAAAAAAks/88o27aDb1NM/s200/Silvana.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Silvana da Costa Alves&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Formada em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda. Trabalha na produção de espetáculos teatrais, eventos culturais, institucionais e corporativos. É atriz em teatro, cinema e publicidade. Também dubladora, Silvana reside atualmente em São Paulo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-6351588819859746840?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/6351588819859746840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/6351588819859746840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2009/01/perfil.html' title='Perfil'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/SoMaXiYpemI/AAAAAAAAAks/88o27aDb1NM/s72-c/Silvana.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-2879273694488772181</id><published>2008-09-20T15:18:00.000-07:00</published><updated>2008-09-27T16:15:32.245-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;Museu da Língua Portuguesa&quot;'/><title type='text'>O Museu da Língua</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Talvez eu esteja interferindo na coluna alheia com o tema, mas é sempre oportuno falar de língua e linguagem enquanto questão de identidade cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das grandes vantagens de viver numa cidade como São Paulo é a possibilidade de sempre ter alguma boa surpresa. Ao contrário do que é difundido, o acesso à cultura é sim, muito barato e fácil. Um dos mais recentes exemplos é o ‘novo’ Museu da Língua Portuguesa. Localizado na recém reformada Estação (de trens) da Luz, encanta por fora – o prédio – e por dentro – o conteúdo. Aparentemente simples, o conteúdo apresentado é extremamente interessante. Nossa língua, nossa maneira de entendermos uns aos outros através das palavras. Como agora, enquanto escrevo e alguém lê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Museu é muito bem equipado e como todo museu moderno, dotado de recursos audiovisuais muito elucidativos. No primeiro andar há uma exposição temporária; no momento, é alusiva ao centenário de morte do escritor Machado de Assis, onde compreendemos como era sua formação, usos e costumes de sua época, o que influenciou sua literatura. Exposição muito interessante, que conta com fotos, objetos de época, fotografias, trechos lindamente ‘recortados’ de suas obras, um espelho que reflete imagens da esposa do escritor e não quem o observa. O ponto alto, parece, é a sala simples com telas de vídeo dentro da qual sentamos formando uma espécie de cinema 360°. Pessoas, simplesmente pessoas, lêem trechos da obra do escritor durante o trabalho. O policial negro que enfrenta a madrugada de trabalho num posto móvel no centro da cidade, lê sentado à janela do ‘trailer’, ou caminhando pela praça junto a crianças em situação de rua. O migrante nordestino, em sua função de zelar pela segurança na entrada de um prédio residencial, lê com cuidado pra não errar ou gaguejar, trechos de outra obra de Machado. As imagens de cada pessoa são apresentadas em momentos diferentes em telas diferentes, parecendo, às vezes, seus pensamentos... Fica-se girando no banquinho tentando não perder nada. Simples e tocante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subindo um andar, entramos no mote do Museu. Uma longa parede apresenta vídeos e nos conduz à parte onde se deve começar pelo fim; do fundo da sala começamos a compreender sobre a criação das línguas, suas raízes, seus cruzamentos, sua evolução. Em dado momento o enfoque começa a ser da Língua Portuguesa e percebe-se que caminhamos efetivamente pro nascimento da Língua Brasileira. Nesse momento vem à mente a questão da tentativa de unificação da Língua Portuguesa. Será mesmo viável? Será necessária? Até que ponto tentamos evitar o inevitável? Através de depoimentos explicativos e muito interessantes de estudiosos (em vídeos) compreende-se algo que, se tivéssemos parado pra pensar, já teria sido compreendido. Monitores interativos permitem que se veja a origem de palavras que usamos a todo instante originárias de línguas africanas de diferentes nações, vindas com imigrantes de várias nacionalidades e ‘aportuguesadas’ – ou deveria dizer ‘abrasileiradas’? Em outros monitores fixos, a palavra como a conhecemos, sua palavra de origem e o significado. Tudo dentro de uma linha de tempo. Tudo disposto de maneira fácil e alegre, bonita e convidativa. Outros recursos também instigam a conhecer mais o assunto. No terceiro andar, há uma grande sala de cinema ou auditório onde é apresentado um vídeo de 10 minutos que deixa vontade de quero mais sobre a criação da comunicação por palavras e de nosso ‘idioma’ e logo após, somos convidados a entrar atrás da tela, num enorme espaço onde são jogadas imagens nas paredes e teto, com palavras, vozes, músicas, poemas... Prosa e verso de todos os tempos e estilos, como um céu infinito de estrelas. Ao final, o chão fica coberto dessas palavras e as pessoas começam a caminhar entre e sobre elas, encantadas com as palavras comuns que a partir dali, adquiriram ‘novo significado’. A vontade é voltar outro dia, curtir de novo, pegar aquilo que foi perdido durante o tempo em que ficamos vidrados em algo e perdemos outro detalhe. Todo este arrebatamento pela nossa língua por módicos 4 reais pra adultos e gratuitamente a crianças e maiores de 60 anos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-2879273694488772181?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/2879273694488772181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/2879273694488772181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2008/09/talvez-eu-esteja-interferindo-na-coluna.html' title='O Museu da Língua'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-4831073413929598862</id><published>2008-08-16T04:07:00.000-07:00</published><updated>2008-08-16T04:14:03.173-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bienal SP'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feira do Livro de Porto Alegre'/><title type='text'></title><content type='html'>Começou nesta quinta-feira, 14 de agosto a &lt;a href="http://www.bienalsp.com.br"&gt;20ª Bienal do Livro de São Paulo&lt;/a&gt;, realizada pela Câmara Brasileira do Livro. Com enfoque essencialmente comercial, conta com a participação de 350 expositores nacionais e estrangeiros que colocam mais de 210 mil títulos à disposição do público em 70 mil metros quadrados do Parque de Exposições do Anhembi na capital paulista. O público é formado em sua maioria pelo próprio mercado editorial. Livreiros, editores, autores, distribuidores, ilustradores, gráficas, fornecedores em geral aproveitam os 11 dias de feira para fazer contatos e os números mostram que a Bienal de SP trabalha diretamente com aqueles que fazem do livro o seu negócio. &lt;br /&gt;Vindo ao encontro de outras feiras realizadas pelo país, amplia sua programação ao público leitor com encontros com escritores consagrados e iniciantes de várias áreas do pensamento humano. Discussões sobre os rumos da literatura e da formação de leitores e escritores – razão de ser do mercado em questão – naturalmente fazem parte do chamado Salão de Idéias que acontece diariamente num salão com capacidade para 400 pessoas e este ano contará com a participação de cerca de 130 convidados nacionais e internacionais.&lt;br /&gt;É neste contexto que a &lt;a href="http://www.camaradolivro.com.br"&gt;Câmara Rio-Grandense do Livro&lt;/a&gt;, mais conhecida pela realização da &lt;a href="http://www.feiradolivro-poa.com.br"&gt;Feira do Livro de Porto Alegre&lt;/a&gt; entre as diversas ações que desenvolve, está inserida com um estande onde apresenta para comercialização parte do catálogo de 15 de suas editoras associadas e que outras várias editoras gaúchas se fazem presentes com espaço próprio ou coletivamente com entidades como a ABEU (Associação Brasileira de Editoras Universitárias). Além destes espaços, a CRL e o  manterão espaço específico junto a outras Câmaras regionais para contatos que resultem em possíveis parcerias em negócios e eventos. Apenas no primeiro dia já foram feitos os primeiros contatos com a Feira do Livro de Maceió, de Madrid (Espanha) e Guadalajara (México) entre outros contatos importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o público leitor interessado pode ganhar com tudo isto? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante que se fale que a programação da Bienal de SP conta, pela primeira vez, com o espaço “Ler é a minha praia”, destinado aos públicos infantil e juvenil com centenas de horas de programação específica. A família que for visitar o evento contará com um serviço de visitação especial que orientará onde estão eventos e estandes de interesses de cada um: adulto, jovem ou criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os contatos realizados pelos organizadores de feiras possibilitarão uma rede de cooperação que facilitará a vinda de escritores estrangeiros e sua circulação em diversos eventos, especialmente naqueles que acontecem em épocas muito próximas, criando novas oportunidades de contato do público com os autores e, no caso de feiras internacionais, da divulgação de autores e mercado editorial nacional fora do país. &lt;br /&gt;Com a intenção de desburocratizar e minimizar entraves entre o mercado editorial brasileiro e de outros países da América Latina também será realizado nos dias 30 e 31 de outubro em Porto Alegre o 1° Congresso Latino-Americano do Mercado Editorial (CLAMME) com conversas que buscam ações reais e efetivas no sentido de fazer circular o livro com mais fluidez entre os países do continente e aumentar as possibilidades de negócios entre esses países. Novamente ganha o público, pois muitas resoluções podem até resultar em mais novidades, novos autores e livros mais acessíveis. Este encontro culmina na abertura da Feira do Livro de Porto Alegre que este ano acontecerá de 31 de outubro a 16 de novembro em seu espaço tradicional no centro da cidade e seu enfoque essencialmente cultural, com sessões de autógrafos, oficinas, seminários, encontros com autores, apresentações artísticas para todos os gostos e faixas etárias oferecendo esta programação totalmente gratuita aos visitantes, o que resultou, em 2007, pouco menos de 500 mil livros vendidos. &lt;br /&gt;Recente pesquisa mostra que o público gaúcho lê por prazer. E fala do papel fundamental das bibliotecas nas escolas e do estímulo à leitura em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos estes pontos rapidamente lançados ao vento pra nos fazer pensar serão mais esmiuçados ao final da Bienal. Como ela acontece de 10 às 22h até dia 24 de agosto, o tempo para escrever é pouco, mas prometo aproveitar o que for possível pra contar a vocês. Neste momento, achei importante divulgar o empenho de diversas entidades para facilitar nosso acesso ao livro e popularizá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por agora, deixo uma bela sugestão de peça para ser vista em Porto Alegre:&lt;br /&gt;CIA TEATROFÍDICO &lt;br /&gt;E &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;PROJETO USINA DAS ARTES&lt;br /&gt;APRESENTAM&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;APARECEU A MARGARIDA&lt;br /&gt;DE&lt;br /&gt;ROBERTO ATHAYDE&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;DE 08/08 A 14/09 - SÁBADOS E DOMINGOS 19H&lt;br /&gt;SALA 302 DA USINA DO GASÔMETRO&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"TEM ALGUÉM AÍ CHAMADO JESUS?"&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O espetáculo retrata um dia na sala de aula da professora Dnª Margarida, narrando fatos da vida a alunos pré-adolescentes, apresentando de forma tragicômica o real e o imaginário. A peça critica a política e o comportamento envolvendo a platéia, que torna-se parte da encenação como se fossem alunos e a professora expressa as suas opiniões através das disciplinas curriculares de forma alegórica e, ao mesmo tempo, autoritária.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;"GRANDE TEXTO DO ROBERTO ATHAYDE! &lt;br /&gt;A ATUAÇÃO DO RENATO DEL CAMPÃO É BÁRBARA! &lt;br /&gt;A DIREÇÃO DO EDU KRAEMER COMO SEMPRE&lt;br /&gt; INTELIGENTE E ORGÂNICA.&lt;br /&gt;SAÍ EMOCIONADO E REMEXIDO COMO SE DEVE SAIR DE UM BOM TEATRO.&lt;br /&gt;NÃO PERCAM"&lt;br /&gt;ZÉ ADÃO BARBOSA &lt;br /&gt;ATOR E DIRETOR&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;O texto é um clássico do TEATRO BRASILEIRO CONTEMPORÂNEO , foi montada em mais de 30 países desde sua estréia em 1973 , com Marilia Pêra.&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;...D.Margarida x Campão ou Campão &amp; D. Margarida...&lt;br /&gt;Tanto faz, o fato é que o trabalho é tão envolvente, tão emocionante, tão perverso que a gente fica em dúvida se está assistindo um espetáculo ou se é um sujeito atuante destas perversidades... &lt;br /&gt;...D.Margarida...Campão...D.Margarida..Kraemer...D.Margarida...Klein...D.Margarida... &lt;br /&gt;VERA MESQUITA&lt;br /&gt;ATRIZ&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;No Rio Grande do Sul , a atriz Sandra Dani viveu Dna. Margarida nos anos oitenta , com absoluto vigor. Mas segundo o próprio autor Roberto Athayde  "a utilização de um veículo distanciado do protótipo da professora , tende a enfatizar o aspecto abstrato do texto como uma paródia supra-genérica , não só do Poder como do próprio ego humano."&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;"Apareceu a Margarida é sem sombra de dúvidas um espetáculo singular, que apresenta uma crítica a postura de determinados educadores, com humor atrevido e ao mesmo tempo sarcástico. A adaptação, encenada por Renato Del Campão e dirigida pela ótica de Eduardo Kraemer, mostra uma professora arrogante e mal humorada, mas com um desequilíbrio emocional hilariante. Certamente, muitos na platéia já tiveram aulas com alguma 'Dona Margarina' da vida real." &lt;br /&gt;Luís Gustavo Machado, estudante de Jornalismo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;      A trama, com áspero texto, é uma profunda análise psicológica da tortura, da perversão, dos mecanismos de opressão e de toda e qualquer tirania ditatorial, garantindo a identificação de todos.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;"Eu e meus amigos,adoramos a peça,chorei de tanto rir!!! Parabéns aos atores,principalmente ao Renato Campão,está excelente no papel de Margarida."&lt;br /&gt;Mauro Giró&lt;br /&gt;Recepcionista/hotel&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Roberto Athayde, um dos grandes autores responsáveis pelo divisor de águas da dramaturgia nacional, com texto de linhagem tragicômica e, pioneiro também na utilização de uma linguagem coloquial em cena – destaque no período da Ditadura Militar, do Autoritarismo – ficou conhecido mundialmente pela montagem, adaptação e tradução de "APARECEU A MARGARIDA ", para quase o Mundo inteiro, a partir do final dos anos 70 até hoje. &lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Ainda persiste o ilusório e absolutamente equivocado comentário : …”não sou de política…”(a não ser que vivamos isolados, somos 100% políticos a cada minuto do dia , queiramos ou não) . A eterna busca de domínio, do poder absoluto sobre o próximo sempre acaba por entregar o caráter de quem a empreende. E o que salta aos olhos acaba sendo a impotência do dominante-opressor diante do mundo real , representada na figura do oprimido. No caso dos personagens da peca ‘Apareceu a Margarida’, evidenciam-se o caráter predador – a professora  odienta  e  seu antípoda - o aluno dominado.  Diante dos nossos olhos , com vigor e violência , a soberba e a arrogância ganham forma e alma . Fica bastante claro que o texto  transcende o momento especifico em que foi escrito , de maneira alguma se limita ao cenário brasileiro de 1971. As relações de poder que ocorrem aqui, poderiam muito bem se dar num ambiente corporativo, num quartel ou dentro de casa. Hoje ou a dois mil anos atrás. Estamos eternamente marcando territórios, exatamente como os meus 4 gatos fazem na minha casa . Dona Margarida não tem nenhum controle sobre sua própria vida, sua afetividade e seus instintos. E , numa busca de si, mesma ataca o livre-arbítrio alheio. O ator sabe muito bem disso, e emprega uma energia de tsunami , fazendo uma terra arrasada a quem quer que ouse interromper sua linha de conduta e pensamento.. A trilha e especialmente assustadora , a professora tem algo de ave de rapina , pronta pra saltar e estripar seus oponentes.  E claro que esse desespero dos sentidos  torna o personagem patético lá pelas tantas, e rimos muito. Porque alguém que personifique tão brilhantemente a prepotência sempre será ridiculamente humano. O espetáculo nos da subsídios pra abrirmos esse leque de visões : Dona Margarida representa exatamente o que ? O estado ditatorial ? A eternal luta de classes ? A sexualidade represada escapando violentamente ?   O predador interno que vive em nos mesmos e que solapa o que temos de melhor ?  Questionamentos que so o teatro inteligente nos impõe. &lt;br /&gt;GIOVANA DE FIGUEIREDO&lt;br /&gt;ATRIZ&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;*&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"O Rio Grande do Sul deve se orgulhar por ter nos seus palcos a ousadia e a incrível capacidade técnica do ator Renato Del Campão.&lt;br /&gt;Sua leitura do texto desdobra em diversas camadas o entendimento da alma humana, apropriando-se da essência expressa pelo autor.&lt;br /&gt;A atuação escancara as feridas vivenciadas no texto com impressionante entrega, ao mesmo tempo mostrando que Dna Margarida&lt;br /&gt;é uma pétala. Frágil e imperiosa, a personagem está exposta à luz do colorido da interpretação que permite ver, nos escaninhos&lt;br /&gt;mais profundos da peça, um verdadeiro libelo libertário, atual e contundente, que trata com escárnio o avassalado desejo pelo poder. 'Sobreviver não é apenas cruel, é concreto'." &lt;br /&gt;CACO COELHO&lt;br /&gt; DIRETOR&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;FICHA TÉCNICA :&lt;br /&gt;Autor – ROBERTO ATHAYDE&lt;br /&gt;Direção – EDUARDO KRAEMER&lt;br /&gt;Atuação – RENATO DEL CAMPÃO ( Dona Margarida ) e JAIRO KLEIN( aluno) &lt;br /&gt;Cenografia , iluminação e sonoplastia – EDUARDO KRAEMER&lt;br /&gt;Figurinos – ANTONIO RABADAN e CURSO DE DESIGN DE MODA E  TECNOLOGIA DA FEEVALE &lt;br /&gt;Fotos – LUCIANA MENA BARRETO&lt;br /&gt;Material gráfico – EDUARDO KRAEMER&lt;br /&gt;Make – up – NIKKI GOULART&lt;br /&gt;Trilha pesquisada – CIA TEATROFÍDICO&lt;br /&gt;Trilha composta – MANINHA PEDROSO &lt;br /&gt;Realização – CIA TEATROFÍDICO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-4831073413929598862?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/4831073413929598862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/4831073413929598862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2008/08/comeou-nesta-quinta-feira-14-de-agosto.html' title=''/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-3868152564082006005</id><published>2008-07-23T14:41:00.000-07:00</published><updated>2008-07-24T11:45:27.812-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='leis de incentivo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='patrocínio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='editais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='financiamento da cultura'/><title type='text'>(Re)pensando o financiamento do nosso trabalho.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;FINANCIAMENTO DO PRODUTO CULTURAL&lt;br /&gt;“Lei de incentivo com isenção fiscal para empresas ajuda, mas não resolve, porque nos coloca sob a lógica do marketing. E arte não tem que ter lógica nenhuma, a não ser a própria, a estética. E como diz o ditado, ninguém serve a dois senhores ao mesmo tempo.”&lt;br /&gt;Que o diga Arlecchino!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trecho inicial é parte de uma discussão virtual da qual participo e é da colega Cibele Carvalho, de BH/MG. Serve pra ilustrar que o financiamento da arte foi, é e sempre será tema presente em nossas conversas enquanto estivermos preocupados com nossa profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me perdoem o porto-alegrês:&lt;br /&gt;- O que tu faz?&lt;br /&gt;- sou atriz&lt;br /&gt;- ah...e no quê tu trabalha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já deixou de ser piada pra ser a triste realidade. Gerações após gerações de artistas de todas as áreas sofrem com a total falta de respeito e reconhecimento de seu trabalho. Muitos dirão que a ‘culpa’ é do próprio artista que não se faz respeitar. Bem, eu acredito que o artista se faz respeitar no momento em que tem coragem para levantar questões e discutir opiniões. Mas a questão aqui não é debater o ‘papel social’ do artista e, sim, a maneira como a arte pode ser financiada e respeitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma discussão interminável nos deixa a pensar se a arte pode ser considerada um produto e se, infelizmente, precisamos do dinheiro alheio.&lt;br /&gt;O artista como qualquer outro profissional, precisa do dinheiro alheio. Como o dentista e o açougueiro que recebem pelo seu trabalho e produtos.&lt;br /&gt;A questão é: como conseguir respeito pra que nosso trabalho seja assim considerado e, portanto, pago? Com que capital iniciar uma produção se não fizermos projetos que se beneficiam do dinheiro público direto ou indireto - sim, leis de incentivo abrem mão do valor devido de impostos, não é um simples favor das empresas - para este fim? E, neste caso, quanto tempo até se convencer um empresário de que isso é um investimento e não filantropia? Eles apenas deixam de pagar os impostos e ainda ganham mídia às nossas custas. E mesmo assim, consideram muita burocracia para ter exposição gratuita do nome, vinculando-o a atividades artísticas e culturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde estamos sendo ineficientes a ponto de não ter argumentos para convencer todo o empresariado de que o valor de ter seu nome agregado a um produto cultural com custo zero é imensurável? E mais: de que ele colocar dinheiro do próprio bolso é um investimento rentável a médio e longo prazo em termos institucionais (de imagem)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discutimos a respeito de independência e isenção de idéias e opiniões e creio que há um consenso que me incomoda. Mas a lógica é boa. Se o Estado deve representar o povo e o dinheiro que recebe dos impostos é do povo, o dinheiro que não vai pro Estado, mas segue para patrocínios através de leis de incentivo, é do povo e assim retorna a ele (ou deveria, através de ingressos gratuitos e preços realmente populares). Onde está o furo? Talvez no fato de que confundimos Estado com Governo e tenhamos dificuldades em nos sentir aliados de determinado ‘pensar’ governamental do momento.&lt;br /&gt;A legislação brasileira diz que o povo tem direito a tanta coisa que na prática não acontece. Então, por essa lógica, o Estado – e não o Governo – deveria subsidiar a cultura e seus profissionais que poderiam trabalhar de maneira isenta. Isto, claro, numa circunstância ideal.&lt;br /&gt;No Brasil real, hoje em dia há os que fazem sua arte enquanto vivem dos salários de algum emprego e não são menos profissionais do que aqueles que a produzem 24 horas por dia, sete dias por semana. E há um grande número de incansáveis profissionais que se debruçam sobre idéias que transformam em projetos para estes que possam ser sedutores à mente empresarial na iniciativa privada e de pessoas momentaneamente alçadas à posição em que gerenciam o dinheiro público enquanto servem a determinados interesses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em diversos países companhias estáveis e públicas, através de fundações ou instituições e órgãos públicos sofrem, também eles, as dificuldades em exercitar a profissão artística. À primeira vista, um BOM salário mensal, cursos constantes de reciclagem e retiros pra montagens teatrais podem sugerir o cenário perfeito para um artista com formação acadêmica que sonha em viver de sua arte. Como em tudo em que a mão burocrática põe o dedo, a realidade vista de perto pode não ser tão alvissareira. Em Brölin, na Alemanha ou em Portugal as verbas públicas podem financiar “sempre os mesmos” num ciclo vicioso que exclui gerações de novos artistas. De outro lado, experiências como a do italiano Eugenio Barba e ‘seu’ Odin Teatret1 e o Théâtre du Soleil2 conduzido bravamente por Ariane Mnouchkine e um grupo muito engajado, com trabalhos recentemente apresentados no Brasil, mostram que a auto-gerência profissional de companhias é sim, muito viável. O Odin recebe anualmente uma verba do Ministério da Cultura da Dinamarca (onde está sediado desde 1966, dois anos após sua fundação em Oslo/Noruega) para educação de adultos e pesquisa teatral. O Théâtre Du Soleil, fundado em 1964 por Ariane e colegas da Associação Teatral dos Estudantes de Paris faz de sua vida o teatro e vice-versa, vivendo-o e mantendo-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De maneira independente ainda se pode citar algumas iniciativas brasileiras, mas tudo depende de nós, artistas, fazermos a nossa parte; lutar e não simplesmente aceitar as migalhas que são jogadas e isso não é um discurso socialista, mas a constatação de uma triste verdade: nós não nos fazemos respeitar, não sabemos como fazer que nossas opiniões e posições sejam ouvidas e avaliadas. Companhias hoje (sobre)vivem, basicamente, de projetos a médio e longo prazo em leis de incentivo e participação em editais públicos cuja verba é definida por comissões de “autoridades” no assunto, privilegiando – de modo geral - “sempre os mesmos”, já que a escolha é subjetiva. O Grupo Galpão3, com todo mérito, detém hoje uma dos patrocínios de empresa estatal sem necessidade de licitação ou concurso público. Mas isso é recente em sua história de 26 anos de trabalho árduo. O mesmo vale para o Ói Nóis Aqui Traveiz4 em seus 30 anos de existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas estes grupos criaram através de seu trabalho e suas atitudes e posturas uma circunstância de reconhecimento deste trabalho artístico árduo. Aos demais, de quê adianta pedir respeito alheio se aceitamos cachês miseráveis porque outro aceitará em nosso lugar? Ou se aceitamos várias arbitrariedades? Aí vamos bater na porta de cada novo Governo para pedir favores... Aceitamos, calados, leis que não só nos achacam com impostos altíssimos como também as que simplesmente dispõe do nosso produto. Não vi nenhuma lei sendo criada em benefício de pessoas acima de 60 anos, dando 50% de desconto em farmácias, supermercados, consultas médicas. Se eu sou taxada como prestadora de serviço, no quê sou diferente do dentista ou do geriatra para que possam dispor do meu trabalho? Também não vi nenhuma manifestação – e nisso me incluo – pedindo algum tipo de isenção ou contrapartida já que pagamos os impostos, taxas de teatro, conta de energia elétrica e água, cachês de técnicos, compras diversas integralmente. Mais uma vez aceitamos calados e queremos respeito? O ato de calar pressupõe aceitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os assuntos parecem ter se misturado, mas a verdade é que tudo é um enorme ciclo vicioso que só pode ser quebrado pela nossa vontade. Não é de hoje que a união em torno de uma idéia transforma o status quo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto dos satyros: O sertão vai virar Brölin?, por Rodolfo García Vázquez&lt;br /&gt;http://satyros.uol.com.br/teatro_veloz.asp?id_teatroveloz=18&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 Site do Odin Teatret: http://www.odinteatret.dk/&lt;br /&gt;2 site do Théâtre du Soleil: http://www.theatre-du-soleil.fr/&lt;br /&gt;3 site do Grupo Galpão: http://www.grupogalpao.com.br/novosite/port/home/index.php&lt;br /&gt;4 site do Ói Nóis Aqui Traveiz: http://www.oinoisaquitraveiz.com.br&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-3868152564082006005?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/3868152564082006005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/3868152564082006005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2008/07/repensando-o-financiamento-do-nosso.html' title='(Re)pensando o financiamento do nosso trabalho.'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-327039693360874051</id><published>2008-06-15T15:56:00.000-07:00</published><updated>2008-06-15T15:57:50.025-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='palhaço clown &quot;palhaços brasileiros&quot;'/><title type='text'>"O nariz do palhaço é a menor máscara do mundo, a que menos esconde e a que mais revela."</title><content type='html'>Todo mundo já se emocionou diante de um clown, mesmo sem saber. Clown não é simplesmente um personagem ou um estilo teatral, uma linguagem. Clown é um estado de espírito. Muitas pessoas são verdadeiros clowns em seu cotidiano sem percebê-lo. O clown é puro, ingênuo e, por isso, muitas vezes engraçado, o que nos leva – vez ou outra - a confundi-lo com outros palhaços. Ao pé-da-letra a tradução do idioma inglês nos diz isso: “rústico, rude, torpe, indicando depois quem com artificiosa torpeza faz o público rir. É o nosso palhaço.”1 . Mas é preciso compreender as sutis diferenças entre palhaço e clown. Vários autores diferem quanto a estas sutilezas, porém o público interessado poderá tirar suas próprias conclusões, pois mesmo dentro de uma definição, há variáveis. &lt;br /&gt;Palhaço é aquele que vemos nas ruas, nas feiras. Clown está mais ligado ao palco, à arena do circo. O clown é a sombra, o instinto, parte irracional do homem, o enganado e o enganador. No teatro, quando falamos em clown, lembramos primeiro da menor máscara física que existe: o nariz. A partir do foco que ela nos dá seguimos o olhar muitas vezes ingênuo do clown. Mas ela não é parte indispensável da linguagem, pois, como já foi dito, nem percebemos quando um clown está à nossa frente no trabalho, na família, no teatro. Ele simplesmente nos envolve.  Algumas vezes engraçado, noutras patético. Fazendo rir.&lt;br /&gt;Como a família italiana Colombaioni, que saiu do circo e, geração após geração, formou clowns dentro e fora da família. Abandonaram a caracterização ‘esteriotipada’ daqueles que se dizem clowns. E continuaram comovendo. Carlo Colombaioni diz que em muitos lugares tratam o clown como um idiota, mas que é um equívoco, pois ele é uma pessoa mais inteligente que as outras.&lt;br /&gt;Também é comum se ouvir falar do ‘clown de fulano’, ciclano dizer que não achou ainda “o seu clown”. Por que o clown é o ator nu, sem subterfúgios, sem ‘máscaras’ preparadas de piadas prontas. Ou seja, achar o clown em si é encontrar o humor sem trapaças, colocar em jogo a si mesmo, sem medo do ridículo, sendo autêntico. Honesto. Verdadeiro. Com vontade e muita concentração. É necessário estar atento o tempo todo e de maneira humilde fazer rir, construindo pontes entre as pessoas. Sem medo de ter perdido tempo. Ora, como fazer isso se não for inteligente? Por todos estes motivos, diz-se que não há maneira de uma escola ensinar verdadeiramente a “técnica de clown”. O que podemos aprender são exercícios que nos ajudem em sua construção, como mímica, acrobacia. Técnicas circenses que nos ensinem a dominar nosso corpo e tê-lo como aliado. Precisão ao manusear objetos, instrumentos, realizar acrobacias. O erro preciso faz graça! O  exercício constante da inteligência e da percepção, aguçando-as ao máximo é condição sine qua non! Alguns aliam a performance física ao texto ingênuo do clown, como Grock2, um suíço que fez história se apresentando até para realezas européias, o russo Popov3, ganhador do Golden Clown of Monte Carlo, maior prêmio mundial na área, ativo aos quase 80 anos de idade e o também suíço Dimitri4.&lt;br /&gt;O cinema e a televisão de várias épocas também já nos trouxeram belos exemplos, como Charles Chaplin com seu “Carlitos”, Jerry Lewis e “O Gordo e O Magro” (o norte-americano Oliver Hardy e o britânico Stan Laurel respectivamente). Estes últimos, aliás, são o mais famoso exemplo das divisões dentro do clown, entre famosos e pouco conhecidos de diversas épocas. Curiosidade: Laurel (o Magro) foi substituto de Charles Chaplin  em 1910, na Cia de Fred Karno, em sua primeira turnê pelo EUA.&lt;br /&gt;O Magro era o clown “augusto” e o Gordo o “branco”. Enquanto o ‘augusto’ é ingênuo, puro e obediente, o ‘branco’ nos traz a inteligência, elegância que se propõe de maneira moralista e por isso, nos conduz muitas vezes ao lado negativo de uma questão. O ‘augusto’, então, torna-se o professor, os pais, o belo, o que SE DEVE FAZER. “Essa é a luta entre o orgulhoso culto da razão, onde o estético é proposto de forma despótica, e o instinto, a liberdade do instinto.”5 Há uma singela e bonita seqüência da série, quando onde o Gordo precisa de fogo. O Magro, ingenuamente, estala os dedos e do polegar surge uma chama como num isqueiro. (Quando não sabemos que algo é impossível, podemos alcançá-lo, como o besouro que voa, apesar de os conhecedores de aerodinâmica dizerem que isso é impossível). O Gordo fica abismado e diz que aquilo é impossível, o desafia a fazer de novo e novamente se faz a chama. Ele então explica que é impossível e convence o Magro de que aquilo não existe e este não o faz mais. Mais tarde o Gordo, escondido, fica estalando os dedos na tentativa de realizar a proeza. Aqui percebemos um pouco das características do ‘branco’ em relação ao ‘augusto’. O primeiro procura explorar o ‘augusto’ e de modo geral é malvado com ele. Do ponto de vista humano, poderia se imaginar uma pequena revanche, pois o ‘branco’, muitas vezes, é considerado a escada pra graça do aparentemente simplório clown ‘augusto’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Augusto – tenho fome.&lt;br /&gt;Branco – tens dinheiro?&lt;br /&gt;Augusto – não.&lt;br /&gt;Branco – então não tens fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fellini foi pródigo em exemplos de um e outro quando preparava seu “CLOWNS” para a televisão em 1970. Uma seqüência imaginada mas nunca rodada era aquela em que as pessoas na rua assumiriam os papéis de “augusto” e “branco” assim como pessoas célebres vistas pelo olhar ‘clownesco’ do diretor naquele momento. Para ele, Picasso era um augusto triunfal. Mussolini e Hitler eram augusto e branco, respectivamente. Freud e Jung, branco e augusto. Cotidianamente, os ‘brancos’ assustam as crianças, pois têm traços duros, sobrancelhas carregadas e competem pelo traje mais luxuoso, retratando a família burguesa, enquanto os ‘augustos’ sequer podem mudar de roupa, retratando mendigos esfarrapados, as crianças dentro da família, os oprimidos. A mãe que faz o filho mostrar alguma habilidade diante de visitas representa o ‘branco’ se aproveitando do ‘augusto’.&lt;br /&gt;Arrelia e Pimentinha, Piolim, Carequinha. Dificilmente alguém nunca ouviu falar nestes ícones da alegria no Brasil que fazem parte da história do circo no país, mote de várias pesquisas e livros. Nosso cinema e televisão também trouxeram ao público nomes como o Jeca Tatu de Mazzaropi, Grande Otelo, Golias, Os Trapalhões (Dedé, Didi, Mussum e Zacarias - aqui se observa facilmente brancos e augustos). Palhaços e clowns daquelas e desta época lutavam e lutam diariamente, pela manutenção da dignidade de seu ofício assim como muitos grupos e artistas teatrais estudam técnicas, ensaiam, buscam em si o dom inerente do clown: fazer rir. Desconhecida de grande parte do público leigo, nossa história circense e teatral na melhor tradição de palhaços mundo afora, teve gerações de diversas famílias cujos protagonistas levaram diversão e alegria a vários cantos do Brasil. Hoje, atores e atrizes utilizam o tempo da piada do palhaço na composição de personagens patéticos e até dramáticos no intuito de envolver sua platéia.&lt;br /&gt;Um verdadeiro clown faz rir de si mesmo e não à custa dos outros. Ser clown é uma filosofia de vida pra um artista. “Cada um tem sua pequena filosofia... A minha é não poder conceber meu trabalho senão como um clown honesto e verdadeiro: sua atitude e seu caráter transmitem-se através de sua arte, portanto é interessante tentar mostrar-se humano, gentil, com humor. Minha vida, meu ofício, tudo está no mesmo saco!” 5. A maioria atua até o último sopro de vida, como o catalão Charlie Rivel, que em seus últimos anos, era maquiado por sua filha e fazia rir com gestos lentos, limitados pela idade avançada e o paulista Picolino felizmente bastante festejado e homenageado. Mesmo quando se retira de cena, o palhaço dá uma lição de vida e perseverança e talvez por isso se diga que, dentro das artes cênicas, fazer rir é uma arte à parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.Alfredo Panzini, em seu Diccionario moderno.&lt;br /&gt;2. GROCK: http://br.youtube.com/watch?v=jb_our5nLn4&amp;feature=related &lt;br /&gt;3. OLEG POPOV: http://br.youtube.com/watch?v=6iedTnII23c&amp;feature=related&lt;br /&gt;4. DIMITRI : In "Clowns &amp; Farceurs", Ed. Bordas, Paris, 1982, p. 36-37. Tradução de Roberto Mallet &lt;br /&gt;5. FELLINI: In "Fellini por Fellini", L&amp;PM Editores Ltda., Porto Alegre, 1974,  &lt;br /&gt;                 Tradução de Paulo Hecker Filho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-327039693360874051?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/327039693360874051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/327039693360874051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2008/06/o-nariz-do-palhao-menor-mscara-do-mundo.html' title='&quot;O nariz do palhaço é a menor máscara do mundo, a que menos esconde e a que mais revela.&quot;'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-4766364813379860181</id><published>2008-05-16T21:08:00.000-07:00</published><updated>2008-05-16T21:10:05.006-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;III mostra latino americana de teatro de grupo&quot;'/><title type='text'>III mostra latino americana de teatro de grupo</title><content type='html'>O que leva o público ‘comum’ a filas e horas de espera por um ingresso gratuito no teatro? O espetáculo ou a isenção de pagamento?&lt;br /&gt;A III mostra Latino Americana de Teatro de Grupo levou a São Paulo ‘teatreiros’ de diferentes do país, da América Latina e de Portugal. &lt;br /&gt;As filas demonstraram, mais uma vez, o grande interesse que as artes cênicas despertam no público em geral e não apenas no específico. Uma dúvida sempre surge: é pela gratuidade do ingresso ou pela possibilidade única de ver algo que dificilmente cumpriria temporada na cidade? Essa discussão ainda terá seu momento adequado. &lt;br /&gt;O intercâmbio entre participantes e interação destes com o público foram o mote central desta mostra que teve atividades práticas e teóricas, conversas de corredor e debates formais além dos espetáculos propriamente ditos. Demonstrações de processos criativos, encontros com gestores públicos de cultura de diversas procedências e GENTE de diferentes formações. O projeto da Cooperativa Paulista de Teatro, que é também responsável por sua realização, tem por objetivo buscar maneiras de integrar o fazer teatral na América Latina. Um dos pontos a ser alcançado na 5ª edição é de que a organização esteja em escala continental, sendo gerida pelos grupos e companhias (quem faz e pensa teatro no continente). Com isso, pretende-se que sejam criadas ações múltiplas em todo continente, defendendo a cultura como fortalecedora da cidadania, pois através de recursos públicos (patrocinador primário de montagens teatrais, pelo investimento de impostos devidos) a população recebe benefícios culturais, com melhoria da qualidade de vida das comunidades envolvidas. A consciência crítica que se busca infundir na mente dessa população deve ser produzida e incentivada por evento como este, na visão de seus idealizadores e realizadores. &lt;br /&gt;De norte a sul do Brasil, de 5 países latino-americanos saíram grupos, além de um convidado especial de Portugal. Em São Paulo capital emocionaram e encantaram pela singeleza ou complexidade de seus trabalhos, pela busca de raízes folclóricas ou pela pesquisa de linguagem. Fato é que movimentaram a cena cultural paulistana de 5 a 11 de maio com luzes, vozes, cores, palavras ou gestos. Alguns trabalhos apresentados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Miséria, Servidor de Dois Estancieiros’, da Oigalê  Cooperativa de Artistas Teatrais de Porto Alegre (RS) é um espetáculo popular que une um texto clássico da comédia ‘dell’arte’ com sotaque regional apresentado em espaço aberto. Divertida e bem montada, arrancou gargalhadas de todo o público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Errores de lo subjuntivo’, do México não impressionou muito apesar de toda a parafernália colocada no palco. A questão do idioma nem foi seu maior problema, mas sim a complicada mistura de teatro realista com dança, canto e vídeo que não deixa muito claro se são os artistas que têm dificuldade em lidar com tanta mudança de objetos e cenários ou se estes estão em demasia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘O Realejo’ é um lindo espetáculo de Fortaleza (CE) que comove e prende a atenção por seu texto singelo e pela refinada concepção cênica, onde bonecos e atores-manipuladores são realmente um só elemento. Compreenda-se que atores em roupas neutras (negras) vestem os bonecos que vão à sua frente; as cabeças dos bonecos são as dos atores assim como suas mãos e a movimentação corporal nos mostra apenas bonecos em cena, ainda mais quando nos permitimos observar a cena com a delicada iluminação que nos remete a um filme antigo. A fluidez e sutileza das cenas comovem e nos levam à beira da poesia feita teatro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-4766364813379860181?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/4766364813379860181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/4766364813379860181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2008/05/iii-mostra-latino-americana-de-teatro.html' title='III mostra latino americana de teatro de grupo'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-3262343809177042027</id><published>2008-04-03T18:22:00.000-07:00</published><updated>2008-04-07T09:52:41.781-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;cultura japonesa no Brasil&quot; intercâmbio Japão'/><title type='text'>Cultura Japonesa no Brasil</title><content type='html'>O Japão ‘moderno’, especialmente após a II Guerra Mundial fez questão de interagir com outros países e disseminar e popularizar pelo planeta Terra sua cultura. Por necessidade de ressurgir após um período conturbado como é o de qualquer conflito humano e por questões político-financeiras, obviamente. A cultura japonesa, além de costumeiramente chamada ‘milenar’ por sua antigüidade, também é muito variada. &lt;br /&gt;Pra ficar apenas nas Artes Cênicas citamos as mais ‘populares’. Algumas delas pesquisadas e apresentadas no Brasil. &lt;br /&gt;O Butô é a mais conhecida, uma combinação de teatro e dança desenvolvida no período pós Segunda Guerra Mundial. Segundo o famoso encenador paulistano Antunes Filho, o butô vem da morte, sendo ela apenas um dos temas visitados por essa arte. &lt;br /&gt;Teatro de Variedade ou Yossê, com longa existência na cultura japonesa. Não é à toa que se chama de variedade. Fazem parte dele o rakugô (monólogo que conta histórias cômicas imitando a voz das personagens), kôdan (arte de declamar episódios históricos com entonação especial), kijutsu (números de mágica) e rokyoku (um tipo de narrativa melódica ritmada é considerado um canto popular, com temas históricos, na maior parte das vezes tramas conhecidas e contos tradicionais.). &lt;br /&gt;Uma das manifestações teatrais mais antigas do Japão, Nô significa a arte de exibir talento. Este gênero teatral mantém uma rigorosa ‘marcação cênica’, buscando muito significado com o mínimo de expressão. O Teatro Nô tem um repertório fixo, com aproximadamente 250 peças, num universo habitado por personagens como deuses, guerreiros e mulheres enlouquecidas, lidando com os mistérios do espírito. &lt;br /&gt;Ainda nas artes cênicas, a dança japonesa tem muitos movimentos pouco conhecidos por aqui. Há, no Brasil, representantes de algumas danças tradicionais japonesas e também artistas e pequenos grupos que cultivam o treino de danças ou métodos específicos como suporte para investigação cênica. Exemplos como o da coreógrafa e diretora de dança Ângela Nagai que relaciona pesquisa do teatro aristocrático japonês com o candomblé e da diretora Alice K., que montou trabalhos importantes a partir da tradução do poeta Haroldo de Campos. &lt;br /&gt;O Kabuki originou-se num santuário xintoísta, com bailados sensuais, num estilo livre e arrojado pra época (início do século XVII). Inicialmente os espetáculos eram apresentados em templos e imitações de palcos de Nô. Devido à popularidade, foram transferidos para locais mais amplos. &lt;br /&gt;Estas manifestações são apenas exemplos da vasta cultura daquele país. Organização vinculada ao Ministério das Relações Exteriores do Japão, a Fundação Japão (www.fjsp.org.br) tem o objetivo de promover o intercâmbio cultural e a compreensão mútua entre Japão e outros países. Seu escritório no Brasil está em São Paulo - estado com a maior colônia japonesa no Brasil sendo natural a concentração de manifestações artísticas inter-culturais na capital paulista. A Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo criou em 2007 o programa Cena Estrangeira e o Japão é um dos países mais ativos nesse intercâmbio. As duas entidades relacionam-se ativamente colocando à disposição do público brasileiro, grandes espetáculos de artistas e companhias japoneses contemporâneos com preços muito acessíveis.&lt;br /&gt;Quando começamos a pesquisar sobre esta cultura, cada passo, cada descoberta a torna ainda mais fascinante e mais vontade nos dá de aprofundar esse conhecimento. Por suas diferenças, mistérios e, sobretudo, sobre sua constante evolução sem perda de raízes, sua disseminação internacional com o orgulho natural de quem valoriza sua identidade. No Brasil, temos isso isoladamente, devido à diversidade cultural interna, nossa formação étnica multi-cultural e nossa dificuldade em assumir uma identidade una como nação. Ainda estamos séculos aquém dessa postura e temos a grande oportunidade de aprender muito com estas trocas. Que sejam constantes e profícuas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-3262343809177042027?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/3262343809177042027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/3262343809177042027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2008/04/cultura-japonesa-no-brasil.html' title='Cultura Japonesa no Brasil'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-2179993736493927713</id><published>2008-02-22T21:09:00.000-08:00</published><updated>2008-02-26T07:22:34.844-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teatro de rua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arte urbana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teatro'/><title type='text'>TEATRO, ARTE URBANA</title><content type='html'>Urbano, relativo à cidade. Arte urbana seria aquela produzida na cidade, pela cidade, para a cidade? Grafite ou pichação depredatória? Teatro de rua ou bagunça na rua? &lt;br /&gt;A história nos ensina que antes das primeiras palavras os humanóides usavam seus corpos pra se fazer entender. Gestos e primeiros sons orais foram incorporados para transmitir conhecimento e histórias. Contadores de histórias prendiam a atenção de sua platéia usando gestos grandiosos e aos poucos descobriam que brincar com gestos e vozes incrementavam isso. Naturalmente criou-se o teatro e aos poucos, como todas as áreas do conhecimento humano também dela e para ela surgiram pesquisas e experimentos que resultaram em formação acadêmica. &lt;br /&gt;Pode-se dizer que esta arte, surgida como todas as outras, é essencialmente urbana pois pressupõe-se um agrupamento humano para a transmissão da informação através do movimento corporal e articulação de sons. Um artista plástico pode criar uma obra em completo isolamento, como um músico. Claro que há, e sempre haverá, discussões intermináveis de que isso só seria assim considerado se pelo menos uma pessoa a visse. Mas a obra está lá, indubitavelmente.&lt;br /&gt;Já o teatro, por sua condição essencialmente efêmera, existe a partir do momento em que alguém o testemunha. Alguém poderá dizer que um grupo ou indivíduo pode fazer isso isoladamente, mas dizer que foi feito é diferente de mostrar. Ou seja, é necessário algum tipo de assistência, que comumente chamamos ‘platéia’. A partir disso, os centros urbanos tornam-se os locais mais adequados para o fazer teatral. Leve-se em consideração também que as artes cênicas precisam do suporte, trabalho e talento artístico de outros profissionais como músicos para as trilhas, cenógrafos e cenotécnicos para a ambientação, figurinistas, iluminadores, técnicos diversos. O grande grupo de pessoas envolvidas nesta atividade requer proximidade entre os componentes, requer que estejam no mesmo lugar e o mais próximo possível a equipamentos e materiais para que tudo seja construído; desde a mais ‘simples’ apresentação ao mais grandioso espetáculo. &lt;br /&gt;Enquanto o ser humano procura cada vez mais facilidade através de tecnologias inovadoras, a arte procura em suas origens um ‘novo’ caminho. Grupos reconhecidos internacionalmente nos lembram que a simples técnica de usar corpos e vozes para cantar e encantar são ainda um eficaz instrumento de comunicação e entretenimento. Esta arte faz parte do nosso cotidiano desde o colega que conta uma boa piada à chance de ver um espetáculo grandiosamente produzido. A rua é a oportunidade principal para quem, em cidades, tem pouco tempo ou pouco interesse na arte. Mesmo sem procurarmos, quando o teatro vem até nós fazendo da rua seu palco é praticamente impossível não ficar momentaneamente seduzido pela sua magia. Impossível passar incólume, sem dar uma espiada, parar por alguns instantes ou assistir toda uma representação artística que tão gentilmente nos é oferecida. &lt;br /&gt;Na capital gaúcha não é incomum vermos uma apresentação no principal ponto de encontro semanal no “Brique da Redenção” com a Cia Stravaganza di Teatro levando ao público a deliciosa linguagem da comédia dell’arte ou a Oigalê Cooperativa de Artistas que conta, com uma linguagem popular, lendas e causos do sul entre outras. Isso pra citar apenas dois dos grupos que utilizam a rua pra ir onde o povo está – trocadilho involuntário mais útil para caminho! Em São Paulo a Praça da República no centro da cidade (entre outros espaços espalhados pela metrópole) também oferece espaço cênico a trupes, companhias e grupos que com simplicidade arrancam sorrisos daqueles que passam e param, de alguns instantes a horas pra esquecer, por momentos, as agruras que os rodeiam. É inegável o poder da arte quando colocada à disposição do público, seja ele qual for. &lt;br /&gt;Espalha-se pelo país o teatro, uma arte essencialmente urbana e o teatro de rua sua mais completa tradução. Aproveitemos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-2179993736493927713?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/2179993736493927713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/2179993736493927713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2008/02/teatro-arte-urbana.html' title='TEATRO, ARTE URBANA'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-4594659882131767921</id><published>2008-02-01T09:07:00.000-08:00</published><updated>2008-02-01T10:58:11.611-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;São Paulo&quot; aniversário &quot;454 anos&quot; diversidade'/><title type='text'>São Paulo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;Creio ter sido João Ubaldo Ribeiro que, respondendo pela enésima vez sobre o porquê de escrever, disse: só escrevo sob encomenda. Bom, lembrei disso por que recentemente tenho escrito por que me pedem. E eu gosto disso. Muito.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;Estou vivendo uma experiência nova. Já tinha ficado bastante tempo em lugares diferentes a trabalho, passeio e até com a intenção de morar. Mas nunca o tinha feito efetivamente. Independentemente dos motivos que me levaram a fazê-lo agora, um desafio interessante. Sempre que viajei procurei me misturar às cidades, tentando não parecer turista e com orgulho confesso que até me saí relativamente bem, à exceção de lugares onde meu tipo físico destoada sensivelmente da população local. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;Descobrir um novo lugar, chamá-lo de seu “lar” não é exatamente uma tarefa fácil. Há pessoas – tenho uma grande amiga assim – capazes de ficar por anos a fio indo de um país a outro, apenas com malas, sem um ponto final, um porto seguro. Descobri que não saberia viver assim. Não agora que estou “mais velha” e cheia de manias.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;Uma de minhas manias é conseguir tempo pra caminhar bastante, andar por ruas e avenidas. De ônibus, em carro, a pé, faço questão de prestar atenção a referências para localização e placas com nomes de ruas, enfim, tudo à minha volta. E fico meio pasma como as pessoas passam por prédios lindos, por calçadas desenhadas, por viadutos como o viaduto do Chá &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em São Paulo"&gt;em São Paulo&lt;/st1:personname&gt; e não se dão conta da beleza daquilo. Talvez já tenham se acostumado ou talvez nunca tenham prestado atenção realmente. Esta semana, fui com um amigo de Porto Alegre ao centro de São Paulo e enquanto ele se surpreendia com minha desenvoltura entre as ruas eu ia mostrando, toda feliz, as belezas arquitetônicas de minha “nova casa”. Lembro da primeira vez que passei em frente ao Teatro Municipal ou da Pinacoteca. Fiquei muda – e pra mim isso é difícil – observando cada detalhe. Pensando na arte e na técnica de fazer aquilo. Comparada com cidades européias medievais são construções até simples, mas como não se maravilhar com a opressão sentida dentro da Catedral da Sé? Como a engenhosidade da arquitetura artística humana faz isso? Que bom que faz! Nos leva a pensar em nossa “pequenez”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;Lembro das pessoas reclamando da ‘falta do que fazer’ &lt;st1:personname st="on" productid="em Porto Alegre. Quando"&gt;em Porto Alegre. Quando&lt;/st1:personname&gt; lá temos sempre muitos espetáculos de teatro, cinema, música, exposições, passeios que as pessoas não aproveitam. Um aniversário meu lá passei com os amigos e familiares fazendo um passeio em ônibus turístico, ouvindo informações que desconhecia do lugar onde nasci e vivi a maior parte da minha vida. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;Imaginem então a imensa diversidade de um lugar como São Paulo. Uma “babilônia”. Não há como chegar a 454 anos incólume! &lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Sentada num bar com uma baiana e um mineiro falamos de preconceito racial, artes plásticas. Pego jornais e vejo a imensidade de opções sobre o que fazer. Estão na minha lista alguns museus que, por estar num momento de busca de trabalho, provavelmente visitarei quando meus pais finalmente adentrarem a cidade, pra descobrirmos juntos este mundo. O Museu da Gramática particularmente me interessa. Mas há tantos que não sei quando conseguirei visitar todos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;Esta minha nova cidade sempre me agradou muito, mas hoje percebo que poderei adotar São Paulo sem problemas, se ela me quiser.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;Quando alguém me pede uma sugestão de teatro, preciso, obrigatoriamente, consultar um guia de jornal ou site se desconheço totalmente o gosto da pessoa e dado o número enorme de alternativas. Às vezes simplesmente digo: vá até a Praça Roosevelt no centro e caminhe por todos os teatros e seguramente você vai encontrar algo que lhe agrade dentro de um horário compatível com sua agenda e preço muito, muito acessível. Em quantos lugares no Brasil é possível alguém ir a uma rua pra escolher o que vai assistir e ficar tomando alguma coisa antes e/ou depois nos bares dos próprios teatros com gente legal à sua volta?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;Há momentos em que desço do ônibus, caminho por uma calçada toda desenhada com aquelas pedras pequeninhas das quais nunca lembro o nome, tipicamente portuguesas e vou, sem perceber, diminuindo o passo, feliz em ter olhos pra ver tudo aquilo. Calçadas, prédios. Entro num destes lindos e antigos prédios e lá dentro descubro uma exposição surpreendente de uma jovem artista, antenada com seu tempo e tão próximo dessa arquitetura ‘antiga’.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;Isso é São Paulo, um emaranhado de pessoas de diferentes lugares, influências de terras longínquas, de vários cantos do mundo com seus trejeitos e hábitos. Que podem passar em um dos vários sebos – especialmente gosto de andar pela Pedroso de Morais – ou uma das grandes redes de livraria, ir até o vão do MASP na Avenida Paulista ler um pouco enquanto esperam pra entrar no museu e visitar alguma nova exposição ou ‘apenas’ apreciar a coleção que existe lá &lt;st1:personname st="on" productid="em acervo. Se"&gt;em acervo. Se&lt;/st1:personname&gt; for domingo, passear entre as barracas de antiguidades que ali se instalam ali ou na Praça Dona Orione, no Bixiga, se for sábado passar antes na feirinha da Benedito Calixto; algumas das várias feiras de artesanato e/ou antiguidades que se espalham pela cidade especialmente nos finais de semana. Depois atravessar a avenida e passear no parque Trianon antes de terminar o dia num dos democráticos botecos espalhados por ali. Nada como levar meu ‘chimas’ e um bom livro e sentar, conhecer pessoas novas, ouvir alguém dedilhar um violão e aos poucos formar um grupo interessante de bate-papo sem qualquer compromisso.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-4594659882131767921?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/4594659882131767921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/4594659882131767921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2008/02/so-paulo.html' title='São Paulo'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-3099945514213338419</id><published>2007-12-31T07:52:00.000-08:00</published><updated>2008-02-01T09:19:48.069-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falta de público'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='migração de artista'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='revista aplauso'/><title type='text'>Falta de auto-estima</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A Revista Aplauso 89 traz, neste final de 2007, uma matéria especial intitulada “Quanto vale o show?”. A matéria discorre justamente sobre o que nos perguntamos há muito tempo: “Será que o público se dispõe a pagar menos pelos espetáculos gaúchos do que pelo artista que vem de fora? Ou os artistas locais estão se depreciando ao estabelecer o preço de seu trabalho?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meu ver, as duas coisas. Apesar da arrogância que nos é inerente em exaltar uma cultura regional, a cultura produzida aqui tem reconhecimento nacional e no exterior, mas fica jogada “às traças” quando se trata da própria terra. Deixando de lado raras exceções, a lista de exemplos é muito extensa e, pessoalmente, irrita muito ver as pessoas que antes torciam o nariz exaltar artistas que alcançam fama nacional ou internacional, enchendo a boca pra dizer “é gaúcho!”. Tais artistas alcançaram determinado patamar justamente por que abdicaram de viver e trabalhar aqui, por que buscaram lugar ao sol de outras terras. Ainda ontem encontrei um diretor cujo grupo faz apresentações Brasil afora (e fora) e teve convites pra se estabelecer no exterior e resistia à mudança. O grupo finalmente está se articulando pra isso, alguns integrantes estão ou estiveram fora e pra lá voltarão. Recentemente li “o ser humano muda quando a dor de permanecer é maior que a dor de mudar”. É justamente isso que estamos fazendo, em número cada vez maior!&lt;br /&gt;De que adianta nos depreciarmos a ponto de fazermos apresentações gratuitas acreditando estar facilitando o “acesso à cultura” quando estamos, na verdade, contribuindo para um pensamento provinciano de que o que é barato é ruim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro diretor – também reconhecido nacionalmente - me disse uma vez: “(...) é duro viver numa cidade onde se tem tanta oportunidade de começar e nenhuma de continuidade. Não dá pra ficar sempre recomeçando”.&lt;br /&gt;É isso, a dor de permanecer está maior pra maioria de nós. Profissionais técnicos aguerridos nos ajudam a trabalhar em espaços completamente sucateados, com 10 ou 12 refletores, enfiando o pé em buracos do palco, cancelando apresentações por causa da chuva e sem recebermos sequer o suficiente pra voltar pra casa de ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não aceito discursos sobre a qualidade, pois em todo lugar há trabalhos de toda sorte de qualidade e isso também depende muito do gosto de quem vai assistir. Fato é que há muito tempo não se via uma ‘debandada’ tão grande de artistas que não vêem mais condições de ver progredir culturalmente nossa aldeia. Que não conseguem viver dignamente do seu trabalho, para o qual a maioria se preparou durante muito tempo, com investimento pessoal e financeiro em instituições mundo afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro sempre da comparação: será que o dentista deveria se sentir lisonjeado por alguém pedir uma cortesia para prestigiar o seu trabalho? Por que então, nós artistas, temos tanta dificuldade em rir diante de tal proposta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja: o público acha que não precisa pagar – mesmo pouco – pra ver artistas locais. Por outro lado, nossa auto-estima é tão baixa que acreditamos nisso!! E nos resignamos que os veículos de comunicação vendem espaços pra quem pode pagar e esquecem que têm uma obrigação para com o público, de informar corretamente o que acontece na cidade e no estado, mesmo que seja “apenas pra cultura”. E segue a ciranda da cobra atrás do próprio rabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem estamos falando de falta de incentivos financeiros, de falta de recursos para os espaços físicos, nada que dependa de órgãos públicos e governos. Apenas de público. Ou da ausência dele. Que surge pulsante para pagar centenas de reais por espetáculos que já receberam polpudos cachês através de leis de incentivo, desde que sejam “DE FORA”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que uma greve de artistas traria algum tipo de reflexão? Ou não faria a menor diferença pra este estado (RS) de coisas?&lt;br /&gt;Fico me perguntando em quantos outros lugares do Brasil, a situação talvez seja exatamente a mesma? E o que estarão fazendo no sentido de mudar isso?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-3099945514213338419?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/3099945514213338419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/3099945514213338419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2007/12/falta-de-auto-estima.html' title='Falta de auto-estima'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-1701713016500044563</id><published>2007-11-21T04:44:00.000-08:00</published><updated>2007-11-22T13:48:11.706-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='seminário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Parlapatões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amir Haddad'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teatro'/><title type='text'>Cabeça, tronco e membros</title><content type='html'>Aquelas pessoas minimamente interessadas em teatro, que acompanham o desenvolvimento dessa arte no Brasil evidentemente conhecem o trabalho do grupo “Parlapatões, Patifes e Paspalhões” de São Paulo. Com um trabalho consistente e mais de 10 anos de estrada, melhor dizer rua e palco, está definitivamente inscrito na história teatral brasileira. Entre outras ações, o grupo promoveu em seu “Espaço Parlapatões”, junto a vários outros teatros e num ambiente muito propício a este tipo de evento, o “Cabeça, Tronco e Membro (s) – Diálogos Cênicos Nacionais” que teve a intensa duração de 6 dias e reuniu grupos, artistas, estudiosos e estudantes de vários estados do país na Praça Roosevelt em São Paulo. Oportunidade rara de ver e ouvir experiências diversas sobre o fazer teatral, especialmente o fazer em grupo.&lt;br /&gt;Ainda voltarei ao temas mais ‘acadêmicos’ ali tratados nos encontros que pude acompanhar, mas neste momento, o que me move é ainda uma sensação que lembra algo que li sobre a cultura cigana. Ao contrário de nossa cultura ocidental, a perda de uma pessoa mais velha e portanto mais experiente é mais sentida que a de um recém-nascido entre os ciganos. Quem convive um pouco mais comigo sabe de uma característica que me marca bastante, o falar. Mas ao contrário do que pensa a maioria das pessoas, o que me dá ainda mais prazer é ouvir. E tive o privilégio de exercitar isso durante estes dias. Demorei algum tempo de vida pra aprender a escutar pessoas mais experientes.&lt;br /&gt;O que uma coisa tem a ver com a outra? O fato de ter podido escutar pessoas com experiências de vida e trabalho sem igual, de perceber que meus anseios adolescentes, ainda latentes num canto de minha mente não são assim tão obtusos. Em especial ouvir Amir Haddad e Reinaldo Maia exporem seus pensamentos de maneira tão clara, tão longe de ideologias e idealismos, preocupados com o fazer arte, em fazer pensar e trazer consigo aqueles que ali estão – “salvação não é individual”, bradou Haddad.&lt;br /&gt;Instigantes questionamentos e idéias. As palavras de Maia tangenciam o discurso de Amir Haddad no ponto de que nossa profissão não pode ser dissociada de nossa vida pessoal. Ela é parte do que e quem somos. Impossível ter um discurso no espaço cênico ou junto a colegas se não há exercício dessa cidadania no cotidiano. É imprescindível termos um discurso próprio, criar tensão entre o nosso discurso e o do personagem, caso contrário estaremos nos limitando a porta-vozes das idéias e discursos de outrem sem questionar. E esta ausência de tensão não traz nada de interessante à cena. Nunca tinha pensado profundamente na palavra “play” em inglês (play, to play). Pode ser interpretada como peça (teatral), jogar e brincar. Este jogo, este divertimento não existe se entrarmos em cena muito dignos, diz Haddad. Segundo ele, só começou a fazer realmente sentido quando perdeu a importância. Quando se deu conta de que o mundo continua ruim e seu trabalho não ajudou a mudá-lo, percebeu então que ele não tem importância. Não é esta a vontade básica dos inconformados? Mudar o mundo? Pelo menos melhorar um pouquinho? Se ele não alcança este objetivo, que importância tem? Apenas uma pessoa vivida poderia experimentar esta sensação e talvez nós outros, mais jovens só percebamos a real dimensão disso quando lá chegarmos.&lt;br /&gt;As ideologias que tanto buscamos seguir, na visão de Haddad, nada mais são que camisas-de-força que nos impedem se ousar, seguir em frente, pois nos deixam com uma visão muita estreita de mundo e realidade. Seria preciso romper com estas ideologias e vestir os “trapos coloridos da fantasia”. Talvez muitos de nós demorem ainda pra deglutir estas palavras, pra aprender com elas, mas o fato de terem sido inoculadas em nosso ser já é um ganho. Pode ficar lá por algum tempo até encontrar terreno fértil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O teatro é um asilo de loucos onde o público vem buscar sua razão”&lt;br /&gt;Abujamra começa assim um trabalho que vem apresentando faz alguns anos e que recentemente revi. Novamente percebo a diferença de ver e ouvir certas coisas nesta e naquela época. A gente é uma nova pessoa a cada momento que passa e quanto mais tempo passa entre uma experiência e outra, mais nítida fica esta mudança. Lembro de tê-lo ouvido dizer que vários diretores assim como ele próprio continuam sendo os “modernos”, que nada veio para afrontá-los. Soaria arrogante se tirado do contexto de divagações sobre o atual panorama brasileiro do teatro. Entretanto atribuo seu comentário a uma falta de oportunidade de ver trabalhos produzidos por novos diretores que estão nos confins de norte a sul do país, limitados geográfica e financeiramente de chegar onde ‘o povo’ está, mas que brigam com as ideologias, se recusam a legitimar comportamentos e a sublimar pensamentos e discursos. Nestes vejo a indignidade pedida ardentemente por Haddad. É preciso ser indigno para, sem agressão, resistir à amálgama de “valores inoculados em nossa formação burguesa protestante”.&lt;br /&gt;Esta indignidade propicia ao ator a possibilidade de viver todas as vidas, ser todas as pessoas, sem julgamento prévio. E propicia a quem vê, um espetáculo íntegro que nos toca, emociona pela simplicidade da verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-1701713016500044563?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/1701713016500044563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/1701713016500044563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2007/11/cabea-tronco-e-membros.html' title='Cabeça, tronco e membros'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-7208930090040739431</id><published>2007-11-13T19:12:00.000-08:00</published><updated>2007-11-22T13:47:49.896-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poder da mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='picaretas'/><title type='text'>PODER DA IMAGEM? na falta de título melhor...</title><content type='html'>Estava escrevendo sobre outras coisas pra este mês quando um recado me surpreende: uma colega que vive em Florianópolis diz que tem acompanhado esta coluna (vejam só!) e me pergunta o que acho sobre pessoas que ministram oficinas sem a devida competência ou formação – me corrija se tiver entendido errado, Rochele.&lt;br /&gt;Eu penso exatamente o que penso sobre médicos charlatães e picaretas em geral. Pra fugir deles é importante que tenhamos consciência de que o trabalho artístico precisa se fazer respeitar e ser respeitado como todas as demais profissões, do gari ao presidente de uma grande corporação. Infelizmente ainda nos vejo longe de um ideal onde a competência te traz rendimentos. Vemos todos os dias aproveitadores em todas as áreas e a culpa é dos ignorantes que acham que pagar barato é vantagem sempre, sem perceber que compram “gato por lebre”, pra ficar numa expressão mais educada. (Lembrando que ignorante é aquele que desconhece algo e portanto, muitas vezes é enganado.) Perdemos todos, contratantes lesados e profissionais sérios perdendo terreno. E é incrível como a mesma pessoa que faz questão de ir a um bom dentista com referências e indicações, deixa seu filho fazer “cursinho de teatro” com o primeiro aventureiro com boa lábia. Claro, aventureiros nunca faltaram alo longo da história, mas já ficou claro do que se trata aqui. Trata-se novamente de ética, respeito, competência, profissionalismo. Tudo isso aliado a um movimento que tenho acompanhado com uma certa apreensão e curiosidade: a enorme mudança de valores em vários níveis em nossa sociedade, especificamente, neste caso, na super-valorização da exposição da imagem, a tal fama. Fama virou sinônimo de alguém que chegou num estágio de sucesso. Se é famoso, deve ser bom.&lt;br /&gt;Bom, sabemos que não é bem assim, vide o caso do tal célebre – e já quase esquecido suposto ator – que assassinou a colega enquanto gravavam a mesma telenovela ou do médico famoso que quase matou meu pai cujo rosto ele nem conhecia, já que sabia dele apenas através de sua equipe.&lt;br /&gt;É a mesma coisa. Costumamos comprar alimentos num lugar de cuidados sanitários duvidosos? Então por que ainda consumimos arte sem nos importarmos com sua qualidade? E não quero com isso limitar o público à arte acadêmica ou erudita já que há muita gente boa formada “a facão” e fico maravilhada com trabalhos de cultura popular. O importante é sempre nos informarmos da origem e competência do que estamos, em última instância, comprando e consumindo.&lt;br /&gt;Aqui lembro de um trecho do que escrevia, inspirada por um trabalho que (re)vi recentemente. Abujamra faz vários questionamentos em seu programa na TV Cultura e que leva ao palco num formato interessante. Não considero teatro mas não deixa de sê-lo... Enfim! Em dado momento, ele diz que INFORMAÇÃO É PODER e que A IMAGEM ESCRAVIZA e fala no PODER DA MIDIA. É isso, quando penso nos milhões de pessoas meio zumbis, em frente a sucessão de imagens cada vez mais rápidas e desprovidas de sentido que encantam como o som da flauta encanta a serpente, me pergunto quantas delas em algum momento conseguem se libertar momentaneamente e pensar no que estão absorvendo e não apenas engolindo sem saborear verdadeiramente. Estes pensamentos não são no sentido de criticar um meio de comunicação que considero essencial hoje em dia – sem entrar no mérito editorial que não é objeto desta coluna – mas de pensarmos se ele não poderia ser realmente mais útil e a quem interessa que assim permaneça.&lt;br /&gt;A imagem escraviza? Sim, a pessoa exposta e aqueles que não questionam o ser humano por trás da imagem.&lt;br /&gt;Nesse sentido, volto a dizer, me sinto mais verdadeira no teatro. Ali, não há como enganar, pode-se no máximo, buscar a cumplicidade da platéia para contar nossa história e tentar fazer deles nossa serpente encantada, mesmo que por poucos momentos. Apagada a luz, retirada a maquiagem, somos todos iguais na parada do ônibus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-7208930090040739431?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/7208930090040739431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/7208930090040739431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2007/11/poder-da-imagem-na-falta-de-ttulo.html' title='PODER DA IMAGEM? na falta de título melhor...'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-8003171701923054094</id><published>2007-10-12T09:01:00.000-07:00</published><updated>2007-11-06T18:00:37.015-08:00</updated><title type='text'>Setembro</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Setembro deixou pra trás também uma outra edição do Porto Alegre em Cena, a 14ª. O tempo definitivamente voa! Lembro com detalhes dos primeiros anos, em que fazíamos tudo ao nosso alcance para colaborar e fazer acontecer. Aproveitamos as discussões, as experiências – não é pra isto que servem os festivais e mostras? - e revemos metas, abrimos a mente * e voltamos a nos sentir artistas. Deixamos momentaneamente de lado a briga por patrocínios, espaços cênicos e nos permitimos usar nossos sentidos para receber de uma só vez tantas novas informações, trocar experiências e ver que, afinal, continuamos a perseguir um mesmo ideal. Sentir e fazer sentir. Pensar e fazer pensar. Longa e eterna discussão sobre o fazer teatral, o fazer artístico.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;Saímos de alma lavada e enxaguada. Por que afinal não estamos tão distante assim, por que afinal também tem coisa de que não gostamos sendo feitas em outras lugares, por que afinal, ainda existe vida inteligente no planeta.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;Se toda unanimidade é burra,&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;isso não pode ser questionado? Se não existem verdades absolutas, esta frase também não pode ser vista sob este aspecto?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;Como pode ser efêmero algo que muda nossa vida, nossa maneira de olhar, de pensar, sentir? Como pode ser efêmero algo que nunca mais esquecemos e que marca, definitivamente, um momento, uma mudança em nossa vida?&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;Exageros à parte e por conta de cada um, esse é o mínimo que &lt;a href="http://www.theatre-du-soleil.fr/ephemeres/tract-ephemeres-1.html"&gt;Les Éphémères&lt;/a&gt; do&lt;b&gt; &lt;a href="http://www.theatre-du-soleil.fr/"&gt;Théâtre du Soleil&lt;/a&gt; &lt;/b&gt;deixa em sua passagem por Porto Alegre &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="Em Cena. V￡rias"&gt;Em Cena. Várias&lt;/st1:personname&gt; horas vivendo teatro, experimentando fazer sentir aquilo que foi definido como uma escolha de vida. O Brasil recebe um trabalho estrangeiro não muito diferente de várias experiências vividas por conterrâneos continentais, de que tão pouco sabemos, para estimular nossos pensamentos.&lt;br /&gt;Não ouvi sequer comentários sobre detalhes que alguém não teria gostado. Espero que haja alguém que eu não tenha encontrado ainda.Claro que viver uma experiência dessas é muito especial, mas não concordo com as exclamações “agora nunca mais faço teatro”. É lógico, foi apenas uma maneira de expressar a sensação imediata após sete horas e meia de &lt;b&gt;&lt;u&gt;espetáculo&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;. Mas se levarmos ao pé da letra, é justamente o contrário. Não para perseguir o mesmo resultado como um ideal. Mas para servir de estímulo a toda experiência que nos der na telha. Não existem fórmulas prontas! Constantemente descobrimos um pensador, autor, ensaiador, ator, alguém que está ou esteve em ebulição como nós. O ‘grande barato’ do teatro é justamente ser efêmero. Ouvi uma vez “a única arte que não pode ser industrializada”. Verdade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;Cada apresentação de um mesmo espetáculo é, em si mesma, única. E só poderá ser guardada nos corações e mentes daqueles que ali estavam. Até mesmo se assistirmos mais de uma vez, será sempre diferente, por que a cada dia somos uma nova pessoa. E também o seremos a cada entrada em cena. Esta experiência tão rica, tão emocionante, não pode ser explicada; apenas sentida, vivida. Quero para sempre a efemeridade de ter entrado em cena sempre nova, de ter sido vista uma vez, de ter sido ouvida. Não quero ser lembrada por um quadro, um livro, um filme. Esqueçam meu nome, meu rosto, mas lembrem que um dia alguém passou uma sensação mágica, um forte sentimento ou ainda ajudou a pensar no mundo, na realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma mente que se abre para uma nova idéia, jamais retorna a seu tamanho original.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Albert Einstein&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-8003171701923054094?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/8003171701923054094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/8003171701923054094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2007/10/setembro-deixou-pra-trs-tambm-uma-outra.html' title='Setembro'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-2750856536209021166</id><published>2007-10-01T11:49:00.000-07:00</published><updated>2007-10-03T12:17:55.993-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação teatro de rua domingo'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Meses atrás, quando comecei a escrever pra este espaço, ainda conseguia assuntos ‘cabeça’. Agora estou sem pé nem cabeça. Aí pedi ajuda a uma amiga. Falando sobre suas viagens – ela não é turista, é viajante – recordei algumas viagens que o teatro me proporcionou.Já participei de discussões sobre uma suposta crise que o teatro atravessa (será que não esteve sempre nela? Ou melhor, será que esta não é a forma em que existe?) e sobre ‘formação de platéia’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tudo na vida, temos oportunidades. Eu tive oportunidade de gostar de ler, de gostar de viajar, mesmo que fosse a poucos quilômetros de casa. Tive oportunidade de ouvir música de vários gêneros e a maior de todas as oportunidades: de conhecer e amar a arte de representar. De dividir sentimentos e idéias, de contar histórias.&lt;br /&gt;E vou sempre bater na mesma tecla: SEM EDUCAÇÃO não se vai a lugar algum! Será que nos falta a oportunidade de ter uma educação decente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A diminuição de 29,1% na taxa de analfabetismo entre 1996 e 2006 não foi suficiente para tirar o Brasil do incômodo penúltimo lugar no ranking de alfabetização na América do Sul. Segundo dados divulgados na última sexta-feira, o percentual de brasileiros que sabem ler e escrever é superior apenas ao da Bolívia, 11,7% em 2005.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo pessoas bem jovens falar: EU AMO TEATRO! Mas fico sempre em dúvida sobre o significado de AMOR pra elas e também sobre o que é TEATRO pra elas. O que têm lido? O que elas têm a oportunidade de conhecer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas destas pessoas entendem o real significado de amor incondicional que a arte exige? Há que se estudar muito e sempre... Perseverar na busca por um espaço (físico e mental) para se desenvolver.É algo que traz uma enormidade de sentimentos ambíguos, pois quase sempre é uma relação de amor e ódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reflexões à parte, no dia de ontem tive, como espectadora a oportunidade de viver exatamente esta ambigüidade.Primeiro, assisti uma peça de rua original, do ponto de vista de adaptações, e singela, do ponto de vista do público que busca atingir. É inegável o poder da arte quando colocada à disposição do público, seja ele qual for.&lt;br /&gt;Sorrisos e risadas em meio a músicas conhecidas adaptadas ou apenas reproduzidas alegremente estavam nos rostos daqueles que foram assistir “Santo Guerreiro e o Herói Desajustado” – a partir do clássico DOM QUIXOTE, do escritor espanhol Miguel de Cervantes, sem se importar com alguns excessos cometidos pelo protagonista ou adereços e materiais cênicos sub-aproveitados pela &lt;a href="http://www.ciasaojorge.hpg.ig.com.br/home.htm"&gt;Cia São Jorge de Variedades&lt;/a&gt;, que faz um excelente trabalho indo onde o povo está. Neste caso a Praça da República, no centro de São Paulo, onde devem fazer ainda algumas apresentações de domingo, às 16 horas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meu ver, como teatro de rua, alcança tranquilamente seus objetivos e ainda faz pensar.Por outro lado, dentro de um teatro relativamente bem equipado, não consegui sequer bater palmas ao final de “Mãos ao alto, São Paulo!”, aliás, se não estivesse bem na frente e no meio, nem teria esperado o final. Será que estou ficando muito exigente? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É daqueles momentos de vergonha alheia...&lt;br /&gt;Teatro não lotado, mas com bom público, enquanto no Teatro Ruth Escobar bons espetáculos estão cancelando temporadas por falta de público, apoio da mídia na divulgação (serviço mal-prestado dos veículos de comunicação a seu público consumidor).“Eu não sou cachorro”, texto de &lt;a href="http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&amp;amp;cd_verbete=389"&gt;Fernando Bonassi&lt;/a&gt; interpretado por César Fiqueiredo e “Beterrabas, Segredos e Patacoadas” da confraria do Beco Teatro merecem do público mais palmas do que a suposta comédia de Paulo Goulart – eu queria se o texto original é realmente tão ruim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrando sempre: esta é apenas a opinião leiga de quem aqui escreve e que procura viver a serviço da arte e seu prazer próprio: fazer pensar, rir, chorar...E viajar!&lt;br /&gt;Viajar em comoventes histórias, viajar em questões que incomodam profundamente, viajar dentro de seus próprios sentimentos e inquietações.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-2750856536209021166?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/2750856536209021166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/2750856536209021166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2007/10/meses-atrs-quando-comecei-escrever-pra.html' title=''/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-7719527746964993027</id><published>2007-08-20T10:16:00.000-07:00</published><updated>2007-08-20T11:55:44.663-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='temática teatral censura'/><title type='text'>Temática teatral</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Infelizmente ainda não fiz um curso acadêmico na área teatral. Pensei nisso seriamente duas vezes, mas não rolou.&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;Sinto falta de conhecer mais de história da arte, em especial do teatro, de ler pensadores diversos, enfim, saber mais. Participo de algumas discussões virtuais sobre teatro e lá aprendo bastante também. Mas fico mesmo é impressionada com algumas opiniões que tenho oportunidade de ler. &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;Do pouco que sei sobre teatro, consideram-se as primeiras manifestações e representações rituais religiosas e também as histórias contadas de geração a geração, com requintes de representação como manifestações teatrais.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;A partir daí entendo que teatro, basicamente, é a arte de representar e apresentar temas diversos. Então, quando alguém (que se diz) de teatro diz que ‘peça espírita’ não é teatro e sim ‘espiritismo’, fico pasma. Primeiro, por que tudo começou em manifestações religiosas. Segundo, por que não consigo ver um artista censurando e tendo preconceitos em arte. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;Então se eu for assistir uma peça retratando um momento histórico, não será teatro, será uma aula de história apenas? Se for um espetáculo político, não poderá fazer temporada em época de eleições? Ora, não é o tema que determina que tipo de arte é esta ou aquela. &lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Então o teto da Capela Sistina não é arte, não é pintura, pois tem temática religiosa? &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;Quando pensamos em teatro, em artes cênicas, lembramos de ver pessoas transmitindo idéias através de seus corpos, suas vozes, num espaço cênico qualquer, contando alguma história. Ponto. A partir daqui, pode-se agregar infinitas definições e deixar ‘explicadinho’ nos mínimos detalhes. Os temas não determinam a arte. A arte é o meio que usamos pra expor o que pensamos sobre os mais variados temas. Sobre o que nos atormenta pessoal ou socialmente. Nossa postura política, nossas preocupações. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;Restringir um assunto apenas ao seu meio de atuação é fingir que ele não existe. É limitar nossa mente apenas ao que nos interessa, é usar viseira. Pensar que a temática religiosa, que é parte enorme da identidade cultural de um povo, especialmente num país onde a religiosidade é, se me permitem dizer, base da formação cultural de nossa nação, é estar completamente virado para o próprio umbigo e apenas ao que me é interessante.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;Da mesma maneira, pensar que este ou aquele diretor ou grupo é “a única esperança teatral hoje” (onde? Pra quem?) é burrice. Posso ter minhas predileções por motivos particulares e, em arte, tudo vai muito de nosso gosto pessoal. Mas num momento, num século onde tudo é muito descartável e a tecnologia nos impõem um ritmo alucinantemente veloz, muitos jovens aceitam as primeiras experiências e informações como sendo as únicas. Está na internet, na TV, é verdade! &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;Maturidade é saber que nada sei. Médicos estão sempre aprendendo. Não podem ficar estagnados. Professores, engenheiros, vendedores...Como pode haver uma verdade absoluta em arte se ela não existe nem na ciência? &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Novamente, limitar é não permitir conhecer tudo que há. É não permitir-se crescimento como seres humanos, artistas, profissionais. Limitar, aceitar, baixar a cabeça. Neste ponto, creio que o artista deve ser um eterno adolescente: questionador, curioso. E crescer com isso. Aprender a cada passo, levando as experiências vividas como lições que vão construindo nosso caráter, nosso pensar.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;Sejamos sempre assim: livres para pensar, agir, conhecer e aprender. Sem impor nada, sem limitar.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-7719527746964993027?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/7719527746964993027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/7719527746964993027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2007/08/temtica-teatral.html' title='Temática teatral'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-7114334122345350090</id><published>2007-08-01T09:51:00.000-07:00</published><updated>2007-08-01T16:14:37.754-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dramaturgo brasileiro desconto na bilheteria'/><title type='text'>Podemos decidir qual o melhor dramaturgo do século XX no Brasil?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando me deparei com esta questão, não me senti apta a responder, pois teria que conhecer absolutamente todos os dramaturgos para dar uma resposta assim, definitiva. E confesso: leio poucas peças. Como a maioria de nós, conheço mais os textos de modo geral, de ver montagens, de ler a respeito, mas dificilmente de ler os textos mesmo, ali, na bucha. Falta grave minha, mas enfim, vou morrer sem ter lido nem um décimo de tudo que gostaria. E a partir de cada trabalho preciso me virar pra lados diferentes na literatura, na dramaturgia, então...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpas apresentadas, ao tema!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surgiram vários nomes que eu não conheço bem ao lado de dramaturgos mais famosos ou mais “incensados”. Alguns já mortos, outros ainda por aí, ativos.&lt;br /&gt;Ops, isso também envolve uma questão de gosto pessoal, já que não tenho nenhuma formação pra avaliar técnica ou academicamente peças de teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa, será que deveria ter começado a escrever sobre isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei à conclusão de que o melhor é aquele que nos toca em determinado momento, que fala aos sentimentos ou à razão conforme o momento que se está vivendo.&lt;br /&gt;Esta semana assisti a um espetáculo que pode claramente ser chamado de ‘pop’. Era tão rico em observações do cotidiano, de reflexões comuns a tantas pessoas que fiquei mastigando coisas dele ao longo de vários dias. Coisas que só depois de algum tempo a gente se dá conta de como são engraçadas de tão simples e corretas. Pensamentos que a gente só tem à noite, na cama, debaixo das cobertas sem ninguém saber, descritos ali com jeito de criança, sem nenhuma pretensão de ser apresentado como texto de um grande dramaturgo. Mas que fala de realidade, do dia-a-dia de pessoas com muito pouco tempo pra interagir e pensar ‘no outro’ sendo colocadas diante de um fato sobre o qual não têm nenhuma ingerência e as deixa sem ação, com tempo pra pensar em si, pra discutir as relações entre as pessoas. Elas são forçadas a isso e se em algum momento se nota a fragilidade de algumas, também se pode notar em outras o medo de interagir ou o simples fato de “ser raso” demais pra aproveitar esta chance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta semana foi bom ter visto isso, ajudou a pensar. Aí lembro o que sempre&lt;br /&gt;pensei a respeito do fazer teatral: fazer pensar.&lt;br /&gt;E agrego: fazer sentir.&lt;br /&gt;Como se pode pensar em ‘melhor dramaturgo do século XX’ ? Pode ser aquele que fala algo que é sempre atual, pode ter um estilo incomparável e nem por isso chegar até nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra mim, o melhor dramaturgo brasileiro do século XX pode ter sido aquele que conseguiu melhor retratar a nossa sociedade deixando de lado a hipocrisia, a vontade de agradar pra ser fiel ao retrato do seu tempo e ser atual em pleno começo de século XXI. Afinal, não mudamos tanto assim! Então, qual a diferença entre ele e um dramaturgo do começo do século XXI?&lt;br /&gt;Qual o melhor dramaturgo brasileiro que você conhece? Como ele toca sua alma, seus pensamentos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando falamos em gosto, lembro sempre daquela frase que diz: toda unanimidade é burra. Não sei, mas não consigo aceitar que exista 1 melhor dramaturgo(a) de terminada época num determinado espaço.Ainda mais num espaço do tamanho do Brasil, com tanta diversidade como já falamos antes por aqui também.&lt;br /&gt;Aproveito este momento de transição pra ser meio eclética no espaço/assunto e transcrever – com a devida autorização - um e-mail que recebi e que ‘fecha’ com os com o que venho sentindo faz algum tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto é de &lt;strong&gt;Penha Silva&lt;/strong&gt;, de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Mercado no setor artístico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui ao teatro com um amigo e uma cena surreal nos surpreendeu. Um senhor absolutamente indignado por não conseguir comprar os cinco ingressos de sua família com o desconto de 50%, que bem eu lembro se reserva aquele grupo que não tem grana e precisa construir seus conhecimentos: os estudantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AHHHHH, EU NÃO AGUENTO ESTA CARA DE PAU DE ALGUNS!&lt;br /&gt;Meti-me na conversa (óbvio que Marcelo se encostou na parede,e pensou “ lá vem!”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Olá, qual a sua profissão senhor?”&lt;br /&gt;“Boa noite, contador minha senhora”.&lt;br /&gt;“Oh que bom, o senhor tem um cartão?”&lt;br /&gt;“Claro!... não tenho aqui, mas escrevo o fone... 55...”&lt;br /&gt;“Ok, como sou estudante vou procurá-lo e pedir 50% de desconto.”&lt;br /&gt;“Nãoooo, não temos convênio.”&lt;br /&gt;“Pois é, o senhor vê como são as coisas, neste espetáculo tem atores, técnicos, camareira, costureira, eletricista, maquinista e ninguém aceita trabalhar por 50% do combinado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cidadão se calou... Óbvio... Também não alfinetei mais, estava afim de apenas ser uma espectadora comum, sem nenhum toque de consciência social...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por uma politicagem há anos vivemos com isto. Sim, nós que trabalhamos nesta área somos os únicos que tem seu ganho barganhado ditatorialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opa, já vem você me atirar pedra com essa conversinha de que é um incentivo à cultura, ida ao teatro, cinema... Etc. Trabalho a 17 anos nesta área e não reparei em nenhum crescimento substancial assim, que não venha acompanhado de crescimento de população e incentivo por meio da mídia... Então menos viu hehehehe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E outra, o estado quer fazer benemerência, então porque não cria um subsidio para grupos e empreendedores culturais que são obrigados a dar o desconto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então tá, fazer cortesia com chapéu alheio... Maravilha né.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a Classe artística?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, sendo sempre subestimada, ela nunca reage... Alias, só reagiu e ridiculamente, quando o governo apresentou no ano passado a lei de incentivos aos esportes amadores... Aí o negócio ficou feio... Choraram, choraram, porque a competição seria fatal... Que feio! O país tem que escolher, esportes ou cultura, não têm lugar pros dois... Afeeeee.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que gestão foi que iniciou este negocio mesmo?Foi antes do Lindemberg, que hoje é dep. estadual no Rio, me corrige Cesinha... Quando foi mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico pensando se eu pegar meu DRT e uma conta de luz e for ao balcão da ELETROPAULO:&lt;br /&gt;“Olha moço, a bilheteria deu tanto, mas teve tanto de estudantes, então o senhor pode me dar o mesmo de desconto na conta deste mês”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kkkkkkkkkkkkkkkk...piada?&lt;br /&gt;Piada é esta situação que se encontra o setor artístico, que também é um setor produtivo, que emprega de atores, diretores e técnicos, aos maquinistas, costureiras, moto boy... e por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você cria uma obra de determinado porte a teia de trabalhadores aumenta.&lt;br /&gt;Se pedir a esta altura do campeonato a retirada do desconto a “buuunitinha” gaúcha presidente da UNE sobe nas tamancas e pára o Brasil...então o que fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei apenas que algo deve ser feito e urgente. Não adianta apenas lutar por políticas públicas, temos também que pensar na SUSTENTABILIDADE DO SETOR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tem pouca ou nenhuma atenção. Nosso país não acordou para o gigantismo do potencial que tem na cultura, junto com o turismo...somos absolutamente provincianos neste ponto.Aqui em Sampa vejo excelentes produções teatrais,musicais,etc...musicais de porte Broadway...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a pulsação disto na economia? Fica fantasma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando conseguimos colocar na administração pública pessoas de visão, vide CELSO FRATESCHI, podemos contar com políticas públicas que realmente valorizem toda nossa categoria profissional, como aconteceu em 2002 até 2004:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEI DE FOMENTO AO TEATRO&lt;br /&gt;LEI DE INCENTIVO A PRODUÇÃO ARTISTICA AMADORA ( VAI )&lt;br /&gt;CONSTRUÇÃO DE TEATROS MODERNOS&lt;br /&gt;INVESTIMENTOS NA FORMAÇÃO&lt;br /&gt;PROJETOS DE FORMAÇÃO DE PÚBLICO&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO DE LINGUAGENS ARTISTICAS E ACESSIBILIDADE DESTAS – o teatro vocacional é um exemplo.&lt;br /&gt;CRIAÇÃO DE 20 ESCOLAS DE INICIAÇÃO ARTISTICA ( que foram desativadas atualmente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o estado pode prover uma gama de iniciativas que apóiem a cultura, mas não pode ser o mantenedor de todo o sistema. Tive uma experiência recente quando levei alunos para ir ao teatro, eles conseguiram ingressos por ajuda da própria empreendedora do espaço, no ônibus expliquei toda a estrutura de produção, os empregos que criavam e gastos com manutenção do espaço, luz, telefone etc. e finalizei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vocês acham que o ingresso é caro?” ( R$ 40,00 – na se esqueça, playcenter é R$ 35,00! )&lt;br /&gt;“Não, a gente que não tem dinheiro mesmo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perfeito, perfeito... Eles entenderam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só sei que ninguém tem a coragem de tocar no assunto. Seja por não querer ser antipático a uma classe enorme, os estudantes... Ou sei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas meus caros amigos, este estado provinciano de lidar com nossa área vai muito além da falta de grana. É muito importante que políticas públicas sejam concretizadas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alias senhor Calil, valha-me Deus hein!Rápa! Que negócio é esse? Onde o senhor colocou a secretaria de cultura da maior cidade do país?Estamos limitados a VIRADA CULTURAL e puf...nenhum chiado pelo corte no orçamento?Sem mencionar os atrasos nos repasses do fomento...ehhhh, laiá,laiá...senta que lá vem estória!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos precisando de um plano de políticas publicas eficiente e um&lt;br /&gt;OLHAR MAIS SENSÍVEL para os empreendedores culturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, quantos Poladians você conhece?&lt;br /&gt;É... eu também só um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu só posso fazer coro e desejar que mais vozes se levantem. Pois se temos que lidar com a classe estudantil a exigir um desconto determinado de cima pra baixo sem direito a revisão, que me dizem então dos idosos??&lt;br /&gt;Gente, nada contra, claro que cultura deveria ser pra todos. Mas educação, saúde, alimentos também e não vejo ninguém dando desconto na consulta médica que o idoso ou o estudante usam, na farmácia, no colégio particular. E aqueles estudantes que ficam anos a fio em universidades e escolas privadas pagando altíssimas mensalidades sem chiar e vêm na nossa bilheteria encher a boca pra pedir desconto? E os marajás aposentados que não têm a menor vergonha de andar de graça no transporte coletivo e mostrar a identidade pra pagar menos o NOSSO trabalho. Pra mim, essa demagogia toda é coisa de quem quer empurrar com a barriga o serviço verdadeiro de faxina que deveria haver na legislação brasileira – a começar pela tributária - pra cima de uma classe desorganizada. Queria ver se fosse com as tarifas bancárias a confusão que isso daria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometo em breve voltar a um tema único e a propósito do nome da coluna que sempre me assombra: APLAUSO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito: a peça que citei é “Não Blue” de Camilo Brunelli.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-7114334122345350090?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/7114334122345350090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/7114334122345350090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2007/08/podemos-decidir-qual-o-melhor.html' title='Podemos decidir qual o melhor dramaturgo do século XX no Brasil?'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-2059248688030337469</id><published>2007-06-05T17:58:00.000-07:00</published><updated>2007-06-15T13:19:47.613-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teatro contemporâneo'/><title type='text'>TEATRO NA CONTEMPORANEIDADE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O teatro tem pouca capacidade de reprodutibilidade, não pode ser industrializada e, portanto, segundo algumas pessoas é uma arte com pouca chance de sucesso na nossa era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agrega-se novas tecnologias ao teatro e grandes discussões surgem a respeito de sua validade. Mas basicamente o teatro é feito de uma história contada por quem está no palco a alguém que está na platéia. Três elementos indispensáveis.&lt;br /&gt;Em tempos de facilidades tecnológicas - onde as pessoas de classe média (ainda existe?) pra cima tem telefone e internet à mão para baixar música, shows, filmes, para pedir comida entregue na porta – de imagens rápidas como ‘vídeoclips’ e livros sendo deixados de lado, o que esperar de uma arte que nasceu das primeiras manifestações de comunicação humana, que conta histórias há milhares de anos no mesmo formato?&lt;br /&gt;Pois é neste cenário que surgiu uma boa discussão. Algumas profissões foram suprimidas pela ciência, robótica, informática. Será o ofício do ator também suprimido? Estará o teatro fadado à extinção?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Cinema já provou prescindir de cenários e os filmes de animação usam movimentos de seres vivos para dar vida a personagens que ainda têm voz humana. Mas como podemos contar uma história de maneira sucinta e, ainda assim, ter nela todo o conteúdo de idéias e sentimentos que o autor nos regala?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“(...)o teatro exige que nos concentremos, durante mais de uma hora, em seres humanos, se movendo apenas na velocidade humana, falando apenas com os timbres humanamente possíveis e com corpos de dimensões puramente humanas. Às vezes penso se não é pedir demais para, por exemplo, um garoto de 16 anos?” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(frase de Mateus Faconti, Diretor dos grupos Teatro do Pé e Paca-Tatu de Santos/SP)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, a frase está fora do contexto da postagem de Mateus em uma discussão, mas algum tempo atrás, pessoas de 16 anos já estavam casadas e eram consideradas adultas. O que mudou? A expectativa de vida aumentou, podemos ficar adultos mais tarde, mas isso não nos impede de querer receber uma educação que nos prepare para buscar e absorver informações com as quais podemos crescer e ter opiniões, a nos emocionar com uma boa história de comédia ou drama. Creio que, enquanto houver alguém interessado em ouvir uma boa história, não vamos deixar de fazer teatro. Ele existe até na maneira em que uma mãe lê ou conta uma história pro filho dormir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E se pensarmos nos milhões de pessoas sem acesso à facilidades modernas? Mesmo aquelas que vêem bastante televisão. Elas têm muito a receber do teatro. E gostam de toda oportunidade que têm pra vê-lo. Muitas pessoas nunca foram ao teatro. Talvez devêssemos investir nessa faixa da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém comentou na mesma discussão já citada aqui que espetáculos contemporâneos são os que acontecem quando se comunicam com as pessoas de seu tempo. Às vezes é contar uma história atual, por outras, contar Shakespeare com uma linguagem contemporânea. Falamos na tal função do teatro como modificador social...divagamos e discutimos tanto. Mas minha mente se atém a uma coisa só:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tocamos o coração ou a mente de alguém hoje? Seguramente não é apenas com espetáculos pirotécnicos de altas tecnologias e gritos, imagens sobrepostas. Ainda acredito que pra chegar nas pessoas se percorre vários caminhos e tenho confiança de que sempre conseguiremos chegar lá. Já tive respostas maravilhosas a trabalhos dos quais participei e vários de nós – artistas – têm muitas histórias desse tipo pra contar.&lt;br /&gt;A verdade é que, enquanto houver alguém pra ver e ouvir, estaremos lá pra fazer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me perdoem se neste mês não desenvolvi muito as idéias, mas espero ter deixado algo pra se pensar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-2059248688030337469?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/2059248688030337469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/2059248688030337469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2007/06/teatro-na-contemporaneidade.html' title='TEATRO NA CONTEMPORANEIDADE'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-8216250544408793377</id><published>2007-05-08T08:49:00.000-07:00</published><updated>2007-05-18T14:00:03.084-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='produto cultural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dicas de teatro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='financiamento da cultura'/><title type='text'>Financiamento do produto cultural</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“Lei de incentivo com isenção fiscal para empresas ajuda, mas não resolve, porque nos coloca sob a lógica do marketing. E arte não tem que ter lógica nenhuma, a não ser a própria, a estética. E como diz o ditado, ninguém serve a dois senhores ao mesmo tempo.”&lt;br /&gt;Que o diga Arlecchino!&lt;br /&gt;O trecho inicial é parte de uma discussão virtual da qual participo e é da colega Cibele Carvalho, de BH/MG. Serve pra ilustrar que o financiamento da arte foi, é e sempre será tema presente em nossas conversas enquanto estivermos preocupados com nossa profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me perdoem o porto-alegrês:&lt;br /&gt;- O que tu faz?&lt;br /&gt;- sou atriz&lt;br /&gt;- ah...e no quê tu trabalha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já deixou de ser piada pra ser a triste realidade. Gerações após gerações de artistas de todas as áreas sofrem com a total falta de respeito e reconhecimento de seu trabalho. Muitos dirão que a ‘culpa’ é do próprio artista que não se faz respeitar. Bem, eu acredito que o artista se faz respeitar no momento em que tem coragem para levantar questões e discutir opiniões. Mas a questão aqui não é debater o ‘papel social’ do artista e, sim, a maneira como a arte pode ser financiada e respeitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma discussão interminável nos deixa a pensar se a arte pode ser considerada um produto e se, infelizmente, precisamos do dinheiro alheio.&lt;br /&gt;O artista como qualquer outro profissional, precisa do dinheiro alheio. Como o dentista e o açougueiro que recebem pelo seu trabalho e produtos.&lt;br /&gt;A questão é: como conseguir respeito pra que nosso trabalho seja assim considerado e, portanto, pago? Com que capital iniciar uma produção se não fizermos projetos que se beneficiam do dinheiro público direto ou indireto - sim, leis de incentivo abrem mão do valor devido de impostos, não é um simples favor das empresas - para este fim? E esperar quanto tempo até se convencer um empresário de que isso é um investimento e não filantropia? Eles apenas deixam de pagar os impostos e ainda ganham mídia às nossas custas. E mesmo assim, consideram muita burocracia para ter exposição gratuita do nome, vinculando-o a atividades artísticas e culturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde estamos sendo ineficientes a ponto de não ter argumentos para convencer todo o empresariado de que o valor de ter seu nome agregado a um produto cultural com custo zero é imensurável? E mais: de que ele colocar dinheiro do próprio bolso é um investimento rentável a médio e longo prazo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discutimos a respeito de independência e isenção de idéias e opiniões e creio que há um consenso que me incomoda. Mas a lógica é boa. Se o Estado deve representar o povo e o dinheiro que recebe dos impostos é do povo, o dinheiro que não vai pro Estado, mas segue pra patrocínios através de leis de incentivo, é do povo e assim retorna a ele. Onde está o furo? Talvez no fato de que confundimos Estado com Governo e tenhamos dificuldades em nos sentir aliados de determinado ‘pensar” governamental do momento.&lt;br /&gt;A legislação brasileira diz que o povo tem direito a tanta coisa que na prática não acontece. Então, por essa lógica, o Estado – e não o Governo – deveria subsidiar a cultura e seus profissionais que poderiam trabalhar de maneira isenta. Isto, claro, num país ideal.&lt;br /&gt;No Brasil real, hoje em dia há os que fazem sua arte enquanto vivem dos salários de algum emprego e não são menos profissionais do que aqueles que a fazem 24 horas por dia 7 dias por semana. E há uma grande numero de incansáveis profissionais que se debruçam sobre idéias que transformam em projetos para estes que possam ser sedutores à mente empresarial na iniciativa privada e de pessoas momentaneamente alçadas à posição em que gerenciam o dinheiro público enquanto servem a determinados interesses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De maneira independente ainda se pode citar algumas iniciativas, mas tudo depende de nós, artistas, fazermos a nossa parte; lutar e não simplesmente aceitar as migalhas que são jogadas e isso não é um discurso socialista, mas a constatação de uma triste verdade: nós não nos fazemos respeitar, não sabemos como fazer que nossas opiniões e posições sejam ouvidas e avaliadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De quê adianta pedirmos respeito alheio se aceitamos cachês miseráveis porque outro aceitará em nosso lugar? Ou se aceitamos várias arbitrariedades? Aí vamos bater na porta de cada Governo para pedir favores... Aceitamos calados leis que não só nos achacam com impostos altíssimos como também simplesmente dispõe do nosso produto. Não vi nenhuma lei sendo criada em benefício de pessoas acima de 60 anos, dando 50% de desconto em farmácias, supermercados, consultas médicas. Se eu sou taxada como prestadora de serviço, no quê sou diferente do dentista ou do geriatra para que possam dispor do meu trabalho? Também não vi nenhuma manifestação – e nisso me incluo – pedindo algum tipo de isenção ou contra-partida já que pagamos os impostos, taxas de teatro, conta de luz, cachês de técnicos integralmente. Mais uma vez aceitamos calados e queremos respeito? O ato de calar pressupõe aceitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os assuntos parecem ter se misturado, mas a verdade é que tudo é um enorme ciclo vicioso que só pode ser quebrado pela nossa vontade. Não é de hoje que a união em torno de uma idéia transforma o status quo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero aproveitar o nome da Coluna e indicar trabalhos que merecem APLAUSOS em diversas cidades e nos quais aposto totalmente em termos de qualidade artística. Pra quem for da cidade ou estiver de passagem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BELO HORIZONTE/MG&lt;br /&gt;“O Malandro”&lt;br /&gt;11 a 30 de maio – sextas e sábados, 21h. Domingos às 19h&lt;br /&gt;Musical produzido pelo Coral Voz e Cia. baseado na obra A Ópera do Malandro de Chico Buarque.&lt;br /&gt;Teatro Dom Silvério - Av. Nossa Senhora do Carmo, 230 - São Pedro&lt;br /&gt;TURNÊ INÉDITA DO GRUPO CORPO PELO INTERIOR DE MINAS GERAIS&lt;br /&gt;28 de abril às 20 horas Local: Poços de Caldas / Ginásio Poliesportivo&lt;br /&gt;04 e 05 maio às 20 horas Local: São João Del Rei / Ginásio do Atletic&lt;br /&gt;11 e 12 maio às 20 horas Local: Ipatinga / Centro Cultural Usiminas&lt;br /&gt;18 e 19 maio às 20 horas Local: Uberaba/ Ginásio Colégio Marista&lt;br /&gt;25 e 26 maio, às 20 horas Local: Juiz de Fora/ Ginásio do Sport&lt;br /&gt;02 junho, às 20 horas Local: Montes Claros / Ginásio Poliesportivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FLORIANÓPOLIS/SC&lt;br /&gt;“O Rouxinol do Imperador”&lt;br /&gt;05, 06, 12 e 13 de maio – 16h (sábados e domingos)&lt;br /&gt;Teatro da UBRO - Escadaria da Rua Pedro Soares, 15 – Centro&lt;br /&gt;Espetáculo infantil a partir da obra de Hans C. Andersen, em linguagem de desenhos animados e quadrinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PORTO ALEGRE/RS&lt;br /&gt;“Cabeça de Papel”&lt;br /&gt;05 de maio a 03 de junho – 16h (sábados e domingos)&lt;br /&gt;Teatro de Câmara Túlio Piva – Rua da República, 575 – Cidade Baixa&lt;br /&gt;Premiado espetáculo infantil com direção de Paulo Guerra.&lt;br /&gt;“O Anjo Exterminador”&lt;br /&gt;Até 27 de maio - 19h (sábados e domingos)&lt;br /&gt;Centro Cultural Usina do Gasômetro – SALA 302 - Centro&lt;br /&gt;Espetáculo surrealista baseado na obra cinematográfica de Luis Buñuel&lt;br /&gt;“Crucial Dois Um”&lt;br /&gt;17 de maio a 17 de junho – 21h (quintas a domingos)&lt;br /&gt;Teatro do Museu do Trabalho – Rua dos Andradas, 230 – Centro&lt;br /&gt;Espetáculo pertinente em tempos em que a água se transforma no ouro azul.&lt;br /&gt;“Sonho de uma Noite de Verão”&lt;br /&gt;até 15 de maio – 21h (sextas a domingos)&lt;br /&gt;Teatro Renascença – Cento Municipal de Cultura – Av. Erico Veríssimo, 307&lt;br /&gt;Premiadíssima montagem com direção de Patrícia Fagundes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;RIO DE JANEIRO/RJ&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Feriado de mim mesmo"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;12 e 13 de maio - 20h, no SESC Tijuca. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Espetáculo baseado no livro homônimo de Santiago Nazarian.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RIO DE JANEIRO/RJ&lt;br /&gt;OS DEZEQUILIBRADOS EM REPERTÓRIO&lt;br /&gt;18 de maio a 1º de julho do Teatro do Jockey-Rua Mario Ribeiro, 410   Lagoa&lt;br /&gt;"Vida,o Filme" na sexta, "Últimos Remorsos Antes do Esquecimento" no sábado ou &lt;br /&gt;"Combinado" no domingo SEMPRE ÀS 21 horas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÃO PAULO/SP&lt;br /&gt;“O Círculo de Salomão”&lt;br /&gt;Até 27 de maio – 16h (sábados e domingos)&lt;br /&gt;Teatro Folha - Shopping Higienópolis – Av. Higienópolis, 618/2º piso&lt;br /&gt;Espetáculo com bonecos e contação de histórias para crianças, com direção de Cristiane Zuan Esteves.&lt;br /&gt;“Aldeotas”&lt;br /&gt;Até 10 de junho – Sábado às 21h e domingo às 19h&lt;br /&gt;Teatro Tucarena - Rua Monte Alegre, 1024 - Perdizes - Zona Oeste&lt;br /&gt;Lindo espetáculo com direção de Cristiane Paoli Quito.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-8216250544408793377?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/8216250544408793377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/8216250544408793377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2007/05/financiamento-do-produto-cultural-lei.html' title='Financiamento do produto cultural'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-283810560030189516.post-7311326828915355892</id><published>2007-04-14T12:36:00.000-07:00</published><updated>2007-04-26T12:38:12.235-07:00</updated><title type='text'>Excesso de estrangeirismos em nossa cultura</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uma coisa é usar abat-jour para falar em luminária. Outra bem diferente é aceitar 'comemorar' o "DIA DAS BRUXAS" e agora, ainda por cima, o Dia de Ação de Graças. Essa foi demais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só eu, ou alguém mais notou em 2005 - além da novela da REDE GLOBO (que não havia como não notar) que se passava num clima western norte-americano - que o SBT falou durante semanas em "Dia de Ação de Graças"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povão sabe o que é isso? Além de ver a interminável seqüência de jantares nos filmes norte-americanos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma comemoração norte-americana - leia-se Canadá e EUA, com dias diferentes para os dois países e feriado nacional em ambos. Inicialmente um dia de agradecimento a (D)deus pela colheita e graças pelos bons acontecimentos do ano, por isso comemorado no final do ano, depois das colheitas do hemisfério norte, no outono. Hoje um feriado essencialmente familiar, além de ser um dia onde muitas pessoas dedicam seu tempo para pensamentos religiosos.&lt;br /&gt;(confesso que eu tinha uma vaga idéia, mas fui pesquisar.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que mais isso será mal-absorvido por um povo que se permite aculturações com a idéia de que o que é de fora é sempre melhor? Quando essa função toda começou lá na época de Getúlio, pra afastar o Brasil de uma possível aliança com os países do eixo (Itália, Alemanha, Japão), será que alguém além daqueles que a inspiraram, percebeu a dimensão da invasão que estávamos começando a sofrer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto: se globalizar é aceitar sem discussão o que vem de fora, por que não nos permitimos conhecer a cultura contemporânea de nossos vizinhos latino-americanos, que é tão rica? Escritores, cineastas, pintores, artistas de várias tendências com a mesma firme decisão de produzir cultura conseguem pouca visibilidade devido à fraca demanda local. Não somos ensinados a procurar cultura como fonte de enriquecimento intelectual e social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda outro: aceitar TUDO que vem de fora em prejuízo do que temos?&lt;br /&gt;Será que não temos feriados e comemorações nacionais (religiosas ou não) suficientes? E a cultura de nossa civilização sul-americana, amálgama da religiosidade oriunda da península ibérica, indígenas e africanos?&lt;br /&gt;Quando a valorizaremos como os franceses valorizam sua identidade nacional?&lt;br /&gt;Até quando rebaixaremos a nossa cultura? O samba foi relegado à condição de música de baixa qualidade, pra apenas recentemente, junto com o tecido de chita, virar moda nas ‘altas rodas’. Quanto tempo isso vai durar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é o caso de 'inventar' algo semelhante a outras culturas, mas lembrar a força das manifestações religiosas em nosso país que tão bem consegue dar sentido à expressão 'sincretismo religioso'. De maneira geral, essas manifestações são respeitadas, dando inveja a povos de várias regiões do globo terrestre onde reina a intolerância. Então por que não permitir que nossa cultura seja aceita como nossa religiosidade – que já faz parte ativa de nossa cultura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grandes artistas têm buscado em suas raízes regionais o conteúdo pra desenvolverem sua arte. O fenômeno de usar as cores da bandeira brasileira demorou muito tempo pra substituir as cores de bandeiras estrangeiras em roupas e acessórios. Mas ainda usamos camisetas e bonés com dizeres cujo significado desconhecemos e sentimos vergonha de cantar o hino nacional brasileiro pois sequer sabemos toda letra – menos ainda compreendemos o que, em seu português original, aquelas palavras significam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não temos vergonha de criticar os políticos que – pasmem, foram eleitos por nós! – mas temos vergonha de valorizar a cultura de nosso povo. Esqueci! Cultura é ‘coisa’ de intelectual...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que venham os comentários falando em xenofobia, volto ao título: o que me incomoda são os excessos. Sou totalmente favorável ao intercâmbio cultural. Mais: creio ser indispensável ao crescimento saudável da cultura humana a troca de conhecimentos e a compreensão e aceitação generalizada de idéias variadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Troquemos, divulguemos, aprendamos tudo que nos for possível conhecer. Sem esquecer a riqueza cultural que permeia todo solo brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Uma mente que se abre para uma nova idéia,&lt;br /&gt;jamais retorna a seu tamanho original." &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Albert Einstein&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/283810560030189516-7311326828915355892?l=jeinformaaplauso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/7311326828915355892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/283810560030189516/posts/default/7311326828915355892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformaaplauso.blogspot.com/2007/04/excesso-de-estrangeirismos-em-nossa.html' title='Excesso de estrangeirismos em nossa cultura'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry></feed>
